Acidente em 1989 com ônibus
da prefeitura matou 9 pessoas
Capotamento ocorreu
na véspera de Natal, na vicinal que liga Ourinhos à
usina S. Luiz
O
uso de veículo emprestado pela prefeitura para levar mudança,
time de futebol e excursão é prática antiga
da administração pública, mas só tem
repercussão quando ocorre acidente e provoca prejuízos.
O maior acidente envolvendo veículo da prefeitura de Ourinhos
ocorreu na véspera do Natal de 1989, no governo de Clóvis
Chiaradia.
Nove pessoas morreram no capotamento do ônibus GF-3902 de
propriedade da prefeitura conduzido por Roberto Dias Florence,
35.
A prefeitura foi condenada a indenizar familiares das vítimas.
Na época não havia a lei de improbidade administrativa.
Se o acidente ocorresse hoje, as penas seriam mais pesadas.
O capotamento ocorreu no dia 24 de dezembro por volta das 14h20
numa curva fechada do km 5 da SPV-59 (vicinal que liga as rodovias
Orlando Quagliato a Raposo Tavares, que passa pela Usina São
Luiz). O veículo transportava jogadores e familiares deles
que iam até a usina, onde haveria jogo amistoso de futebol.
O motorista Roberto Dias Florence, 35, não tinha experiência
em dirigir veículos pesados. Ela estava acostumado a conduzir
Kombis, mas foi escalado para fazer a viagem na véspera
de Natal.
Ele trafegava em alta velocidade e não conseguiu fazer
a curva. O ônibus tombou, caiu numa ribanceira de 8 metros
de altura e esmagou quase todos os ocupantes. Nove morreram, inclusive
o motorista, e 25 dos passageiros ficaram feridos.
Os mortos no acidente foram José Benedito Rodrigues, 37
presidente de associação de futebol ,
Benedito Mattos, 11; Neusa Pontes Botelho, 37; Rosemary de Oliveira
Jesus Miguel, 20; Edilson Caetano de Mello, 30; Neusa Natal da
Palma, 43; Francisco Cruz de Oliveira, 18, e Ivair Miguel da Silva,
28. Não houve punição para os superiores
que autorizaram o uso do veículo.
Com a morte do causador do acidente, não houve meios de
responsabilizá-lo. O prejuízo foi pago pelos cofres
públicos municipais.