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VIOLÊNCIA Paulo
Tito Domingues de Oliveira Júnior, 19, foi preso em flagrante
pelo homicídio de Luiz Antônio Filipe, 31, na noite
de quinta-feira em Santa Cruz
A
polícia de Santa Cruz do Rio Pardo prendeu na tarde de
sexta-feira, 25, Paulo Tito Domingues de Oliveira Júnior,
19, pelo assassinato de Luiz Antônio Filipe, 31, ocorrido
na noite de quinta-feira, 24. O crime aconteceu na rua Duque de
Caxias, na Vila Divinéia, ao lado do matadouro.
Segundo testemunhas, Filipe estava na casa do amigo Antônio
Carlos Esquinelli, 50, com quem estava acertando a sociedade no
arrendamento de um bar. Paulo Tito teria chegado por volta das
19h, e chamado Filipe para fora da casa.
Segundo os relatos, os dois tiveram uma discussão. Paulo
Tito teria, então, disparado cinco tiros contra Filipe.
Informações preliminares da perícia apontaram
que quatro tiros calibre 22 foram dados de frente, a curta distância.
Dois acertaram o coração e os outros, o abdomen
e a coxa.
Mesmo baleado, Filipe teria andado cerca de 30 metros atrás
de Paulo Tito, e depois caído. O último tiro foi
disparado na sua cabeça, de baixo para cima. Ele morreu
no local.
Após o assassinato, a polícia santa-cruzense iniciou
a busca por Paulo Tito. Ele foi encontrado às 15h do dia
seguinte na casa de Orlando Simões, na rua Coronel Antônio
Evangelista da Silva, no bairro São José.
A polícia militar chegou ao local por meio de informações
anônimas, após checar vários outros lugares.
Paulo Tito estaria no local porque sua namorada, a menor L.O.,
15, trabalharia na casa.
Quando os policiais militares chegaram à residência,
viram a menor lavando roupa em um tanque. Ela teria olhado para
o fundo do quintal e avisado alguém sobre a presença
dos policiais, com a frase os hómi tão aí
(sic). Quando entraram, os policiais viram Paulo Tito e um outra
outra pessoa, identificada apenas como Magrão
que fugiu do local.
Paulo Tito teria confessado aos policiais militares o homicídio,
afirmando estar sozinho no momento do crime.
Em um primeiro momento, ele disse ter jogado a arma usada no crime
no rio. Depois, mostrou o local onde o revólver estava
escondido um toco no quintal da casa. A arma tinha apenas
um projétil. Paulo Tito ainda levou os policiais ao lugar
onde teria jogado as cinco cápsulas deflagradas, na beira
do ribeirão, mas não foram encontradas.
A polícia também encontrou com Paulo Tito uma mala
com roupas, o que leva a crer que ele estava se preparando para
deixar a cidade.
Ele foi preso em flagrante por homício doloso qualificado
com pena de 12 a 30 anos de reclusão e está
na Cadeia Pública de Santa Cruz. Orlando Simões
foi indiciado por favorecimento pessoal, já que Paulo Tito
e a arma estavam em sua casa.
A polícia ainda não sabe os motivos da discussão
entre Paulo Tito e Filipe, mas há suspeita de que seja
uma dívida de entorpecentes.
No bolso da vítima foi encontrado um cheque em branco,
mas assinado. O correntista afirmou que emprestou o cheque a Filipe
para uma luva, para a compra de um bar.
Na delegacia, Paulo Tito não quis prestar depoimento. Em
entrevista à Rádio Difusora Santa Cruz, porém,
ele confessou ser o autor do crime, mas disse que não tinha
intenção de matar Filipe e afirmou estar arrependido.