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Bancário de S. Cruz
coleciona cédulas antigas HISTÓRIA O bancário Oswaldo Scucuglia Junior coleciona notas de moedas nacionais e estrangeiras; a mais antiga é o Réis brasileiro, que circulou do período imperial até 1942 Elaine DamascenoDa Reportagem Local Do Mil-Réis ao Cruzeiro Real, o bancário Oswaldo Scucuglia Junior, conhecido como Queijo, conseguiu juntar, ao longo de 20 anos de coleção, mais de 70 cédulas do dinheiro nacional. Todas já estão fora de circulação no Brasil. A curiosidade pela variedade de formatos, nomes e cores da moeda também levou o funcionário do Banespa a começar uma coleção, um pouco mais modesta, de dinheiro estrangeiro. A grande maioria foi presente de amigos que sabem do hobby de Queijo. A coleção teve início em 1982, quando Scucuglia trabalhava como caixa no banco e a inflação corroía rapidamente a moeda nacional. Comecei guardando as notas que saíam de circulação e, com o tempo, a coleção foi crescendo, conta Scucuglia. O bancário conseguiu reunir cédulas da Hungria, África do Sul, França, Bélgica, Uganda, Alemanha, Holanda, Líbano, Birmânia e de quase todos os países da América do Sul (Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile). A cédula mais antiga conseguida por Scucuglia é a de 1$000 (mil Réis), de 1921. Foi presenteada junto com outras três notas, também de Réis, pelo amigo João Eugênio Cruz, o Pitaca, que tinha uma pastelaria em Santa Cruz. Entre as cédulas nacionais, há alguns costumes que se repetem com o passar dos anos. Uma delas é o corte de zeros, uma alternativa para tornar mais viável as operações matemáticas no período em que a inflação no país era muito alta e a desvalorização do dinheiro ocorria rapidamente. Os mil-réis terminaram com Getúlio Vargas, que instituiu o cruzeiro como moeda nacional. Em 1966, o Cruzeiro (Cr$) passou a se chamar Cruzeiro Novo (NCr$) e perdeu três zeros. As cédulas receberam um carimbo do Banco Central com o novo valor e nome. A nota de Cr$ 1.000 recebeu um carimbo de NCr$ 1 e circulou até a Casa da Moeda colocar em circulação as cédulas novas. Em 1989, a história se repetiu com o Cruzado (Cz$), que passou a se chamar Cruzado Novo (NCz$). Durante alguns meses a moeda circulou com carimbo do Banco Central indicando a nova denominação. A coleção de Scucuglia também mostra que o costume de escrever no dinheiro também é antigo. Ele possui uma nota de Cr$ 1.000 com uma frase escrita a mão: Esse dinheiro vale mais que o cruzado. Outras notas têm assinaturas com nomes de pessoas, palavrões e dedicatórias. As mudanças na moeda no Brasil foram tão rápidas que algumas circularam por poucos meses, como o Cruzeiro Real (RCr$) usado na transição do Cruzeiro para o Real em 1994. As cédulas atuais são mais resistentes e difíceis de serem falsificadas, principalmente a de R$ 10, fabricada com material plástico. Mas essas ainda não estão em minha coleção, pois só entram quando deixarem de circular, observa o bancário. |
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Dinheiro ficou conhecido por sua figura, o "barão" |
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