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Santa Cruz registra o primeiro caso de dengue

SAÚDE PÚBLICA — Santa-cruzense contraiu a doença durante viagem ao Rio de Janeiro; quadras ao redor dos locais onde mora e trabalha receberam aplicação de inseticida


A equipe de combate à dengue no município aplicou inseticida na região central da cidadeFoi confirmado na tarde de quinta-feira, 7, o primeiro caso de dengue em Santa Cruz do Rio Pardo. O paciente tem na faixa de 40 anos, trabalha no fórum da cidade e contraiu a doença durante viagem de férias ao Rio de Janeiro.
No dia seguinte à confirmação, a equipe de combate à dengue do município iniciou a nebulização (aplicação de inseticida) das quadras ao redor dos locais onde ele trabalha e mora, no bairro Jardim Eldorado.
Segundo análise do coordenador da equipe de combate à dengue de Santa Cruz, Danny Anderson Menezes Cunha, o caso seria menos preocupante se tivesse sido diagnosticado durante o período de transmissão da doença, o que não aconteceu.
“Nós só ficamos sabendo que ele tinha os sintomas na terça-feira. No mesmo dia fez o exame de sangue pela Secretaria Municipal de Saúde, mas o resultado demorou dois dias. Ele passou todo o período de transmissão trabalhando, o que aumenta o risco de transmissão”, contou Cunha.
O ideal, segundo Cunha, é que a nebulização tivesse sido feita logo após ele ter manifestado os primeiros sintomas.
“A aplicação com certeza seria mais eficaz se fosse feita na época certa”, destacou o coordenador da equipe de combate à dengue.
Transmissão — A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se procria nas águas paradas. Ele repassa a doença após picar uma pessoa infectada. O período de transmissão inicia um dia antes de começar a aparecer os sintomas e dura aproximadamente uma semana.
Cunha avalia que, se houve transmissão em Santa Cruz, os sintomas deverão aparecer logo após o Carnaval, por causa do período de incubação da doença no organismo. Os sintomas da dengue são febre alta, dor no corpo e manchas na pele.
Em Santa Cruz foram localizados focos do mosquito transmissor da dengue em vários locais, inclusive em terrenos próximo à residência da pessoa infectada. Apesar disso, o índice betrau — i.b. (que mede a quantidade de focos na cidade) ainda é aceitável pela Organização Mundial de Saúde.
O último i.b. medido no município foi de 1.6, enquanto o aceitável é até 5.0. “Mas essa medição ocorreu na primeira semana de janeiro, antes da enchente. Ele já pode ter aumentado”, alerta Cunha.
Na região há um caso confirmado de dengue em Ourinhos (importado do Rio de Janeiro). Há outras sete suspeitas no mesmo município e um em Chavantes.