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LEGISLATIVO Vereadores
criticam assessor de imprensa que assumiu culpa por propaganda
ilegal
Dois vereadores da oposição
fizeram declarações sobre a possibilidade de pedir
o afastamento do prefeito Adilson Donizeti Mira (PSDB) na sessão
da Câmara de segunda-feira, 15.
José Antônio Fonçatti (PTB) chegou a ser aplaudido
pelos servidores públicos que lotaram a Câmara ao
se referir ao assunto. Está no momento de instaurar
uma CPI para apurar as faltas administrativas cometidas pelo prefeito.
Ou moralizamos ou vamos continuar nessa baderna implantada pelo
governo, afirmou, sob aplausos, o vereador. Segundo Fonçatti,
já há até abaixo-assinado na cidade para
pedir o afastamento do prefeito.
O vereador Israel Benedito de Oliveira (PMDB), o Nenê Mamona,
referiu-se ao prefeito como uma pessoa truculenta e sem
credibilidade. No ano passado houve locação
de imóvel ilegal e teve ainda os casos do remédio
vencido, do gás mais caro da região, da propaganda
pessoal, das passagens aéreas, do computador superfaturado,
do prefeito que não obedece os prazos da Câmara,
citou.
O vereador incitou os vereadores a resolver um impasse.
Ou essa Câmara passa para a história da cidade
como uma moralizadora e séria, ou fará parte da
história negra de Santa Cruz, afirmou. Para Mamona,
está passando da hora da Câmara propôr
o impedimento do prefeito.
Caso da placa Os vereadores criticaram principalmente o
fato de o assessor de imprensa Luiz Alberto de Mello assumir a
responsabilidade pela instalação de placa com promoção
pessoal do prefeito no terreno destinado à futura sede
da Polícia Militar. Fonçatti, que se referiu ao
assessor como laranja, acha estranho o fato da sindicância
aberta para apurar o caso durar cerca de uma semana, enquanto
outras, com abertura anterior, não serem concluídas.
Inclusive ludibriaram a consciência do vereador Dorival
Parmegiani, que passou informações baseadas nas
do prefeito que, num total desrespeito com seu vereador, mentiu
dizendo que a PM pagaria essa placa, afirmou.
O petebista acredita que o assessor deveria ter sido afastado
do cargo durante a sindicância. Fonçatti também
fez críticas ao departamento jurídico da prefeitura.
Deixam cometer essas barbaridades e depois aparece alguém
dizendo que foi ele, não é afastado do cargo e se
apura rapidamente para tentar acobertar a falta de transparência
da municipalidade, afirmou. Para Fonçatti, o assessor
de imprensa deve ser demitido. Ou será que ele está
lá para assumir também a compra superfaturada dos
computadores, a compra da passagem?, questionou.
Mamona afirmou que o prefeito está transformando Santa
Cruz do Rio Pardo num Maranhão, em alusão ao escândalo
envolvendo a governadora Roseana Sarney (PFL). Existe uma
testemunha de aluguel do primeiro escalão do prefeito que
ganha a irrisória quantia de R$ 1,6 mil para assumir as
falcatruas e barbaridades, afirmou. Ele fez parte
também do governo não transparente do Toshio Misato
[ex-prefeito de Ourinhos] e participou de todas aquelas falcatruas,
criticou Mamona. O prefeito Adilson Mira foi procurado pela reportagem
na sexta-feira, mas não deu retorno às ligações.