| EDITORIAL |
POLÍTICA Celio
Gimenez recebe ameaça depois de entrar com duas representações
contra prefeito Adilson Mira
O presidente da Comissão Provisória
do PT de Santa Cruz, Celio Valdemir Gimenez, diz que recebeu uma
ameaça pelo telefone na última quarta-feira. Uma
voz masculina não identificada ligou para o estabelecimento
comercial onde Gimenez trabalha. Essa pessoa teria dito para o
dirigente petista cessar o movimento que estava fazendo
em relação as ações contra a administração
municipal. Além disso, pediu para parar com as perseguições,
porque ele sofreria as conseqüências dos fatos.
A suposta ameaça ocorre duas semanas depois do dirigente
petista denunciar no Ministério Público irregularidades
administrativas no governo Adilson Mira (PSDB). Uma delas acusa
o prefeito pela instalação de placa com promoção
pessoal e de irregularidades na licitação para aquisição
de três computadores.
O petista registrou boletim de ocorrência no 1º Distrito
Policial e informou o promotor de Justiça Silvio da Silva
Brandini da ameaça. Gimenez também pediu orientação
ao Diretório Estadual do PT em face dos últimos
episódios envolvendo agressões e até morte
de lideranças do partido.
O presidente do PT acredita que a ameaça está relacionada
à sua atuação política, mas ele evitou
responsabilizar o prefeito. Não posso dizer que esteja
partindo do pessoal ligado ao prefeito [Adilson Mira], mas não
vou permitir que bandidos venham ameaçar a minha vida e
a da minha família.
O delegado Renato Mardegan pediu ao líder do PT para mudar
a rotina. Gimenez vai solicitar à Telefônica todas
as ligações recebidas na terça-feira na tentativa
de descobrir de onde partiu a ligação que teria
sido entre 10h30 e 11h30.
Outro fato que intriga o dirigente é atitude do prefeito
de ter chamado no gabinete o secretário do PT Benedito
Batista Ribeiro, do Sindicato dos Calçadistas.
Nesse encontro o prefeito criticou a minha postura e tentou
aliciar o secretário. O prefeito faltou com a verdade ao
dizer que o PT participava de um movimento para cassar o mandato
do prefeito. Se o prefeito tiver que ser cassado, será
um processo natural devido à má administração,
declarou.
Mira teria afirmado a Benedito, segundo o dirigente petista, que
há um grupo formado pelo médico Otacilio Parras,
Pedro Milton Pegorer, Clóvis Guimarães, entre outros,
para derrubar o prefeito. Com exceção do Dr.
Otacilio, só conheço as outras pessoas por nomes.
Gimenez disse que a relação com Otacilio Paras é
de médico e paciente.
A reportagem tentou ouvir o prefeito Adilson Mira (PSDB) na tarde
de sexta-feira. O jornal procurou-o por 4 vezes. Na primeira vez
conversou com o chefe de gabinete, Marcos Chiappa. Ele disse que
o prefeito estava ocupado e depois daria retorno.
Numa nova tentativa às 16h30, Chiappa alegou estar ocupado.
O assessor de imprensa Luiz Alberto de Mello retornou a ligação
às 17h, mas informou que o prefeito estava em reunião.
Depois de novos contatos, Mello se comprometeu a dar retorno,
mas não ligou mais até o fechamento da edição.