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REMÉDIOS Sindicância
ainda não acabou
O laudo do Instituto de Criminalística
de Marília confirmou que os remédios encontrados
pelos vereadores José Antônio Fonçatti (PTB)
e Israel Benedito de Oliveira (PMDB), no Centro Odontológico
da Secretaria Municipal de Saúde de Santa Cruz, em novembro
do ano passado, estavam vencidos.
Segundo o laudo, assinado pelas peritas Lucilena Martins Kayo
e Patrícia Eloin Moreira, os remédios já
estavam vencidos na data em que foi protocolado o pedido de perícia.
As peritas apontaram as datas de vencimento de diversos medicamentos,
que vão desde junho de 1998 até setembro de 2001.
Segundo as peritas, os remédios não poderiam estar
sendo utilizados e se fossem usados após a data de vencimento,
poderiam ter a eficácia comprometida.
O laudo foi enviado à Câmara pelo delegado Renato
Caldeira Mardegan, que realizou a apreensão dos medicamentos.
O vereador José Antônio Fonçatti (PTB) afirmou
que na época da apreensão as ampolas de anestésico
estavam na mesma caixa que outras, de validade normal. Só
o fato de a administração manter os remédios
vencidos depositados já é crime, disse.
Fonçatti já solicitou à prefeitura informações
sobre o andamento da sindicância aberta para apurar a denúncia.
O vereador Israel Benedito de Oliveira afirmou que o principal
objetivo da administração ao abrir a sindicância
era punir os vereadores.
Embora a sindicância não tenha sido concluída,
a dentista Junko Sato foi demitida e foi colocada à disposição
da Diretoria Regional de Saúde (DIR) logo após o
caso se tornar público. Ela foi apontada como denunciante
da existência de medicamentos vencidos na Secretaria de
Saúde, mas nega.
Presidente da comissão de sindicância, o advogado
João Gabriel Lemos Ferreira afirmou na última semana
que apuração ainda não foi concluída.
Mandei um ofício para o 1º Distrito Policial
na semana passada e na quarta-feira me disseram que o relatório
estava pronto, mas não me encaminharam a cópia,
afirmou. Segundo o advogado, a secretária municipal de
Saúde Luizete Alexandre Pereira deveria estar verificando
o fato na sexta-feira.
Ferreira achou o laudo enviado à Câmara meio
vago e insatisfatório. Acho por hora insuficiente.
Quero analisar com cautela, analisar com o prefeito e concluir
a sindicância, explicou. O advogado informou que também
solicitou à delegacia os depoimentos das testemunhas do
caso. Nós ouvimos algumas pessoas, mas eu queria
comparar os depoimentos. Mandei o ofício dia 11 e não
obtive a reposta. Talvez até tenha chegado à prefeitura
porque foi em nome do prefeito, mas estou aguardando para concluir,
disse.