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O CASO PC Comissão
quer apurar primeiro se o preço pago pelos computadores
foi superfaturado
O assessor especial de informática da prefeitura, Alberto
Takeshi Suzuki, foi indicado para presidir a sindicância
que vai apurar indícios de fraude e superfaturamento na
compra de 3 computadores a um custo superior a R$ 18 mil. Anteontem,
Takeshi revelou que o prefeito Adilson Mira (PSDB) determinou
que a sindicância seja concluída até o dia
27 de abril.
Além do assessor de informática, integram a comissão
o advogado Luciano Cintrão e o secretário de Finanças
Armando Cunha. A primeira reunião foi realizada na terça-feira,
dois dias após o DEBATE denunciar a suposta fraude na licitação.
A compra dos três computadores foi realizada em outubro
do ano passado e o preço R$ 18.261,00 logo
gerou desconfiança de superfaturamento. Na Câmara,
o vereador José Antônio Fonçatti (PTB) solicitou
cópia de todos os documentos da licitação,
enquanto o dirigente do PT santa-cruzense, Célio Gimenez,
fez o mesmo. Durante meses o prefeito Adilson Mira (PSDB) se recusou
a fornecer a documentação, aumentando a desconfiança.
Somente quando o caso foi denunciado ao Ministério Público
pelo PT , os documentos vieram à público.
Através deles, o DEBATE descobriu que houve fraude na licitação
porque a empresa vencedora é diretamente ligada a outra
licitante através dos donos Edney Pereira e Adnilson Pereira.
Ambos são praticamente sócios, conforme admitiu
Adnilson, que participou da licitação em nome da
Direct PC de Ourinhos. Edney venceu com a empresa
Risc Tech, de São Carlos. A proposta de São
Carlos é datada de Ourinhos. Além disso, os computadores
não foram entregues de acordo com a especificação
do edital, com algumas peças inferiores às exigidas,
como HD e CDroom.
Preço Segundo Takeshi, a primeira linha de atuação
da comissão de sindicância será obter um parâmetro
do provável preço real do modelo do computador adquirido
pela prefeitura de Santa Cruz. Ele disse que entrou em contato
com a HP fabricante do equipamento pedindo auxílio.
No entanto, Takeshi sabe que a tarefa será difícil,
uma vez que o modelo adquirido pela prefeitura já não
é mais fabricado e, além disso, os computadores
atuais têm processadores mais potentes. É difícil
comparar o preço de uma máquina que já não
é fabricada, mas estamos contando com a ajuda da HP para
obter um preço sugerido para a época, afirmou.
O assessor também ressaltou que a comissão vai visitar
todas as empresas envolvidas na licitação. O
objetivo, neste caso, é saber se todas estão legalmente
constituídas e estabelecidas.
Takeshi adiantou, entretanto, que pelo menos uma irregularidade
já foi detectada pela comissão: os computadores
entregues pela empresa Risc Tech não estão
em conformidade com o exigido no edital de licitação
em pelo menos dois quesitos: o tamanho do HD e a velocidade do
CDroom. Segundo ele, o advogado Luciano Cintrão explicou
que a saída para regularizar esta situação
é intimar a empresa vendedora do produto para trocar imediatamente
as peças pela exigida na licitação. O Ministério
Público também apura o escândalo.