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Sindicato fará protesto na quinta-feira

FUNCIONALISMO — Ato público será o segundo em duas semanas; funcionários públicos municipais lotaram a Câmara na sessão de segunda-feira


Ademir Palko falou na tribuna livreO Sindicato dos Servidores Públicos de Santa Cruz do Rio Pardo realiza às 16h da quinta-feira, 25, um ato público em frente da prefeitura como protesto pela interrupção das negociações da campanha salarial entre a entidade e a administração.
Durante a manhã, um carro de som estará percorrendo as ruas e convocando servidores municipais para o ato. O protesto terá participação de entidades sindicais que apóiam a campanha salarial dos servidores, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sindicato dos Bancários e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados e Vestuários.
A presidente do sindicato, Stefânia Angélica Fernandes Tavares, afirmou que o objetivo é conseguir negociar um índice de reposição salarial. “Dependendo do resultado vamos tomar outras medidas, como organizar passeatas e até paralisação”, afirmou.
O protesto é o segundo em duas semanas. Na sessão de segunda-feira, 15, os servidores municipais lotaram a Câmara no primeiro ato público da campanha salarial. O diretor do sindicato Ademir Palko ocupou a tribuna livre para expor aos vereadores a atual fase da negociação com a administração. Ele lembrou que em 1999 o sindicato conseguiu, em negociação com a então secretária da Administração Wanda Rios e o gerente da cidade, Pedro Milton Pegorer, uma reestruturação de cargos que aumentou o menor salário, de R$ 171,77, para 225,00. “De lá para cá não houve nenhum avanço. Chegamos à conclusão que o servidor público teve nesses dois anos uma perda de 18%”, avalia.
Segundo Palko, o sindicato tem tentado negociar com o prefeito Adilson Donizeti Mira (PSDB) desde o ano passado. “Só conseguimos avançar quando usamos essa tribuna e fizemos um ato público”, afirmou, lembrando a proposta de implantar o convênio médico — que só agora está sendo efetivada — a liberação de um agente sindical, fixação de data-base, eleição de diretores de creche e adiantamento de 13º salário.
O diretor criticou a proposta de abono salarial de até 8% em dezembro, feita pelo prefeito este ano. “O servidor precisa é de reajuste salarial. Se continuar dessa forma, daqui a pouco 100% não vai pagar o prejuízo do servidor público”, disse.
Segundo Palko, há inclusive controvérsia sobre essa proposta. O diretor afirma ter recebido interpretação diferente do secretário de Finanças, Armando Cunha, e do próprio prefeito. “Pedi ao prefeito para esclarecer e ele disse que está claro. Para ele pode estar, mas para os servidores não”, afirmou o sindicalista.
Outro ponto de crítica do sindicato é em relação à legalidade da proposta. “Conforme a lei eleitoral, três meses antes e três depois da eleição não se pode conceder aumento. Até janeiro ele não pode conceder nada. Como promete que vai dar 8% em dezembro? Dá impressão que está querendo confundir as coisas”, afirmou Palko.
O sindicalista ainda criticou a falta de abertura do prefeito para discussão. “A gente chama o prefeito para negociação e ele está procurando servidores no local de trabalho, inclusive ameaçando que não vai mais negociar nem reconhecer o sindicato. Isso é antidemocrático e chato, porque estamos aqui para representar o servidor”.