• Cidade
Projeto ainda espera reforma de prédio

“PROJETO GURI” — Secretaria de Estado da Cultura deve fazer a compra de instrumentos musicais somente depois que a obra na antiga Escola de Comércio for iniciada


Prédio da antiga Escola de Comércio XX de Janeiro, destinado ao projeto Guri, ainda aguarda reformasMais de um mês após o anúncio da implantação do “Projeto Guri” em Santa Cruz do Rio Pardo, a Secretaria Municipal de Cultura ainda aguarda o início da reforma do prédio destinado pela prefeitura para sua implantação.
O projeto terá lugar no prédio da antiga Escola Técnica de Comércio, na avenida Tiradentes. A previsão é de que até junho a reforma esteja pronta e o projeto possa ser iniciado. A administração colocou no local, há mais de um mês, uma faixa anunciando para breve o Centro de Convivência da Juventude.
O orçamento da reforma do prédio, que tinha previsão de estar pronto no início de março, ainda não foi concluído. No começo do mês passado também foi realizado em São Paulo exame seletivo para professores do projeto.
Segundo o secretário municipal de Cultura, o ator Umberto Magnani Netto, os nomes já devem ter sido selecionados. “Até já existe o resultado, mas tudo ficou meio condicionado ao espaço, inclusive a compra dos instrumentos musicais”, disse o secretário.
Segundo Magnani, assim que a reforma for iniciada, a Secretaria de Estado da Cultura deve ser comunicada para iniciar a compra de instrumentos. Ele acredita que a reforma começa já na próxima semana. “Assim que terminar, instalamos o projeto”, afirmou.
Segundo Magnani, não existe risco da cidade perder o projeto devido à demora do início da reforma — em todo o Estado, apenas 36 municípios receberam o projeto.
“Evidentemente, existe o risco se isso for eternizado, mas estamos dentro do cronograma. A gente combinou de em junho estar pronto e o que tem que fazer lá deve levar cerca de um mês”, afirmou.
Outra questão ainda indefinida é a respeito da coordenação do projeto. O pagamento do salário do coordenador, de cerca de R$ 400,00, também será feito pela Secretaria de Estado da Cultura. Pelo menos duas pessoas já foram convidadas para assumir a coordenadoria e não aceitaram.
O projeto deve funcionar durante duas tardes por semana, com duas ou três turmas de cada vez. A intenção do secretário é ocupar as demais tardes, as manhãs e as noites da semana com outras atividades. “Já ganhei três oficinas culturais — de artes plásticas, teatro e de dança — da Secretaria de Estado da Cultura e vou usar o prédio nos outros dias”, explicou Magnani. Os monitores das oficinas serão pagos pelo Estado.