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DENÚNCIA Policiais
teríam buscado menor em casa
A aposentada Cecília Gonçalves Antônio, 62,
denunciou na Promotoria de Santa Cruz uma suposta invasão
de três policiais militares em sua residência, na
vila Saul, para apreenderem seu neto, J.P.G.A., 16, que teria
acidentalmente esbarrado em um deles durante uma quermesse na
escola Zilda Comegno Monte, na noite de sábado, 13.
Cecília contou que não estava em casa no momento
da invasão. Quando cheguei já tinham levado
meu neto. Eles deixaram vários móveis revirados
nos fundos da casa e marcas de sapatos no chão, disse
a aposentada.
No momento da invasão, estariam na residência três
netos e uma filha de Cecília. Os policiais forçaram
a porta para entrarem, agrediram até mesmo minha filha
e outro neto que tentou proteger J.. Depois o pegaram pelo pescoço
para levarem na delegacia. Deixaram uma criança de dois
anos que estava dormindo muito assustada com o barulho,
relatou.
Após o tumulto, a aposentada foi até a Delegacia
do Município para apanhar o neto. Eu disse que queria
registrar uma queixa de invasão, mas não me deixaram,
reclamou. Na terça-feira, como tinha uma audiência
com a promotora Renata Catalano Rios, devido atos infracionais
de J., ela denunciou também a invasão.
A minha preocupação é entender o que
estava acontecendo no início da briga para saber se os
policiais poderiam entrar na casa sem mandato judicial,
disse a promotora Renata. Ela afirmou que deverá ouvir
na próxima semana a família do menor novamente,
os policiais envolvidos e as testemunhas apontadas pelos netos
de Cecília que teriam presenciado o início da briga.