| Cartas |
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(a) Marcos Donato
Sanches Carlomagno (São Paulo SP)
O povo de Santa Cruz gostaria de comunicar à administração
atual e aos vereadores que nós, através do voto,
colocamos vocês aí e que também através
do voto podemos tirá-los. Vivemos numa democracia e ela
nos dá este direito. Então, está na hora
de começar a trabalhar e deixar de brincadeiras porque
nossa cidade já não suporta mais estes desmandos
de pessoas que não tem um pingo de bom senso. Já
está mais que na hora de deixar de lado as desavenças,
a autopromoção pessoal de imagem e outras coisas
mais que vem acontecendo em nossa política.
Um conselho ao nosso prefeito: quando a gente faz alguma coisa
não é necessário divulgar porque as pessoas
por si só vão ver, e sobre o que foi publicado no
jornal anterior (14/04/02), você não fez mais que
sua obrigação, pois é pago para isso. Então,
trabalhe mais. Não é que o DEBATE esteja
contra a administração atual ou os vereadores: o
jornal simplesmente está (e deve estar) a favor do povo.
Se trabalha direito, recebe elogios; senão, críticas.
Agora, se não são capazes de aceitar críticas,
a porta da rua é a serventia da casa. Para terminar, uma
pergunta que está no ar: por que 10 ou 12 funcionários
do alto escalão da prefeitura pediram a conta? O mais estranho
nisto tudo é que todos saíram alegando problemas
pessoais. O que será isto? Doença ou divergência?
(a) Maurício J. S. Cury (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
Esclarecimento
Nós, professoras da rede
municipal de ensino infantil, queremos esclarecer que não
recebemos abono no final do ano de 2001, porque não fazemos
parte do FUNDEF, pois esse fundo é destinado
somente ao ensino fundamental (1º A 8º série).
E que nosso salário está defasado em relação
aos demais municípios da região.
(a) Adriana G. Ortega Godoy, Adriane Lara contieiro,
Adriane P. Borges Scudeler, Alessandra Terezan F. Souza, Alethea
R. Martins R. Souza, Ana Rosa de Marchi Sakoda, Ana Madalena Biel
Lemos, Andréia F. Prozoto Gazola, Aparecida J. S. Casanova,
Aricia J. da Silva Oliveira, Beatriz G. Santos e Simão,
Cláudia Vieira Franciscon, Daisy Maria Sanches, Deise Dias
V. Sagae, Denise F. A. Fernandes, Denise de F. Lamino C. Silva,
Donata C. Marçola, Durcelina M. S. Pellegatti, Elesandra
M. Ferrari Gazola, Eliana F. Orlando Donini, Elis Ângela
M. Bacochini, Elsen Butignoli A. Molitor, Érika Alves Dinis
Andrade, Gisela Basseto F. Prates, Giselle Maria Salles, Helena
de Souza Cruz, Ieda Maria R. de P. Pereira, Inês A. Parmegiani
da Costa, Luci Damasceno Salandin, Lúcia Marisa Pinhata,
Maria Aparecida M. Barreto, Maria Benedita C. Pilato, Maria de
Lourdes Viol, Maria Goreti Bermejo Dário, Maria Helena
Nogueira Abreu, Maria José de A. Picinin, Maria Regina
R. P. Tozato, Maria T. Scarmen Simão, Maria Zumira E. Martins,
Marilza Ap. Pelegatti Rosso, Marisa Goreti B. A. A. de Jesus,
Marta E. Consalter Maitan, Marta M. Raimundo Bianchi, Maura Alice
B. Souza Pegorer, Meire de L. Gazzola Marsola, Natalina F. G.
Souza Ramalho, Noriko Izumi Kawabata, Norma A. Pilatos Camargo,
Olívia Helena F. S. Silva, Renata Dezo Singulani, Rita
de Cássia S. F. Vieira, Rita de Cássia T. T. Sanson,
Rosana Maria P. Pelegati, Rosângela C. Camparim, Rosária
Barbieri Castanho, Rose Letícia Morgueti, Rosenilda M.
B. da Silva, Sandra H. Faria Silva Lázaro, Silvana Roberta
B. Campos, Silvia Gomes Pinho, Simone Amaro Ferdin, Simone C.
Almeida Pegorer, Solange Maria Calvo, Tânia Regina de A.
Tulli, Vânia Regina Sabino Serra, Virgínia Regina
Sabino Serra, Simone Pradini Ribeiro Ferrari, Nara Regina Tajes
Salaro.
Matou a pau
No final de sua aula sobre Ciência
Política e Teoria Geral do Estado, o mestre nos dá
o tema para o próximo trabalho acadêmico: Hoje
no Brasil, existe Democracia ou demagogia?. É mais
um entre dezenas de trabalhos a serem entregues até o final
do semestre. E é preciso muita calma para não entrarmos
em pânico.
Durante toda a semana estive pesquisando por livros e mais livros
sobre o assunto, querendo demonstrar que na verdade, por parte
do povo existe sim a Democracia. E podemos perfeitamente observá-la,
principalmente quando da nossa convocação para cada
pleito, seja ele Municipal, Estadual ou Federal, não importa.
Por outro lado, por parte daqueles que nos representam
já que nossa Democracia é representativa
o que existe na verdade é a mais pura demagogia. Os interesses,
as vontades e as necessidades das classes públicas majoritárias
se perdem, juntamente com a Democracia, em meio aos interesses
das classes dominantes e minoritárias, representadas na
maioria das vezes pelos partidos políticos e seus constituintes
demagogos que anseiam incansavelmente pelo poder às custas
das mazelas sociais.
Deu um pouco de trabalho, é claro, mas com base nessas
idéias consegui desenvolver o trabalho na exigência
desumana, diga-se de passagem, de suas vinte laudas. Depois de
concluído, com capa e tudo mais, me chegou às mãos
a obra Ciências Política, de Paulo Bonavides,
onde o autor cita a seguinte frase: O partido onipotente,
a essa altura, já não é o povo nem a sua
vontade geral. Mas ínfima minoria que, tendo os postos
de mando e os cordões com que guiar a ação
política, desnaturou nesse processo de condução
partidária toda a verdade democrática. O pior
é que o Bonavides menosprezou as minhas vinte e poucas
páginas e deu o seu veredicto em duas linhas. E como diria
o meu mestre Reinéro, matou a pau.
(a) Fabrício Dias de Oliveira (Santa Cruz do
Rio Pardo-SP)
Crítica ao jornal
Um amigo experiente em administração
púbica me disse uma vez que dinheiro de Prefeitura
é um só, referindo-se à prática
rotineira de deslocamento de recursos de um setor para outro.
O orçamento público, apesar de aprovado com destinações
fixas para cada setor, é sabidamente flexível, permitindo
adequações de forma a atender necessidades não
previstas ou mudança de prioridades.
O DEBATE, em sua última edição, fez coro
com os descontentes de plantão, ao destacar em manchete
que recursos da saúde foram desviados para a cultura,
referindo-se à suplementação de verbas do
Departamento de Cultura para a obra do término do Centro
Cultural, em Ourinhos. É necessário lembrar que
a construção do Centro Cultural está prevista
no orçamento do município desde 1992. Em 1995, o
então prefeito Claury tomou as primeiras providências
para que o projeto fosse realizado, e em 1996 a obra teve início,
com recursos do município, em local privilegiado, entre
duas das maiores escolas da cidade. Ao longo desses anos, a vida
cultural ourinhense deu um grande salto em quantidade de pessoas
envolvidas e qualidade do trabalho apresentado. Foram criadas
as Escolas Municipais de Música e Bailado, que abrigam
sua grande clientela em prédios alugados, com acomodações
que estão longe de atender suas necessidades. Há
uma grande expectativa, acumulada em anos de espera, de podermos
acomodar melhor nossos alunos e professores.
É preciso que se diga também que o orçamento
destinado à cultura nos municípios, estados
e governo federal é quantia ínfima. Em Ourinhos,
com todo o equipamento cultural existente, a Prefeitura gastou
no ano passado 2,38% de seu orçamento com a Cultura. Para
esse ano há previsão de que 2,59% dos recursos sejam
encaminhados para o setor. E aí, quando o Prefeito Claudemir
toma a iniciativa de retomar construção desse espaço,
que se encontra paralisada e que vai abrigar 2 mil alunos hoje
atendidos em espaços alugados, surgem vozes isoladas que
insinuam que os doentes ficarão sem remédios,
a saúde ficou em segundo lugar, e outras demagogias.
Nenhum governante sensato iria tirar recursos da saúde
e prejudicar a população. Trata-se de um recurso
contábil, de suplementação de verbas, para
que a obra possa ser concluída. Além disso, a destinação
estipulada de recursos para cada setor é uma questão
de organização administrativa, pois na prática
é muito tênue a linha que separa a educação
da cultura, da saúde ou do bem estar social. É evidente
que quem possui mais acesso à educação e
cultura terá uma saúde melhor, pois o acesso à
informação é decisivo na prevenção
de doenças. E nem estou falando de saúde mental,
de equilíbrio emocional, para os quais as atividades culturais
são indicadas pelos profissionais da área.
Resumindo, acredito que investir em cultura é também
investir em saúde, porque é pouco inteligente resumir
o serviço público na área ao atendimento
nos postos de saúde. Pelo exposto, manifesto minha tristeza
pela maneira como o DEBATE se referiu ao assunto, pois
o título da matéria apenas repetiu a ladainha dos
que tentam impedir o progresso da cidade, e querem colocar a população
contra a retomada dessa obra tão importante.
(a) Neusa Fleury Moraes
(Diretora de Cultura Ourinhos-SP)