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OURINHOS O prefeito
Claudemir Alves consegue aprovar uma reestruturação
administrativa que cria mais 48 cargos de chefia; sessão
terminou na madrugada de terça
A Câmara de Ourinhos aprovou a
organização administrativa no quadro de pessoal
do prefeito de Ourinhos, Claudemir Alves da Silva (PSDC). Ela
cria duas novas secretarias, 4 cargos de diretores, 48 cargos
de chefia, redenomina e extingue alguns cargos no primeiro, segundo
escalões e amplia 212 vagas para contratação
de pessoal.
O projeto foi votado em regime de urgência segunda-feira
à noite. A sessão terminou à 1h12 da madrugada
de terça-feira por causa de longos debates contra e favor
ao projeto por vereadores que apóiam o governo e de oposição.
Na nova estrutura administrativa são criadas as Secretarias
Municipais de Cultura e Turismo e de Esporte e Recreação.
O prefeito extinguiu outros 19 cargos de confiança da antiga
estrutura administrativa. A Secretaria de Serviços Urbanos
foi incorporada pela Secretaria de Obras.
O vereador José Claudinei Messias (PMDB) contestou a extinção
da Amespor provocada pela criação da Secretaria
Municipal de Esporte.
Ele discorda do argumento da administração municipal
de que a autarquia de esporte vai ser fechada por não ter
receita própria.
Na opinião dele, ao criar a Secretaria Municipal de Esporte
ela também não terá receita própria.
O peemedebista criticou a criação de 48 cargos de
confiança, 19 deles na estrutura da nova Secretaria de
Esporte que substitui a Amespor e a ampliação
de 212 cargos efetivos na administração municipal.
Para Messias, o projeto de organização administrativa
do quadro de pessoal aumenta a despesa por mudar a referência
de alguns cargos, por isso o prefeito teria de apresentar o impacto
financeiro das novas medidas.
De acordo com ele, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) considera
irregular e lesivo ao patrimônio público a geração
de despesa sem apresentar a estimativa do impacto financeiro da
medida para os dois anos subsqüentes.
Ele destacou que a LRF estabelece o aumento permanente da receita
nos períodos seguintes quando há aumento de despesa.
Terá que haver compensação, mas não
há nada disso no projeto enviado à Câmara.
Na opinião do vereador, o projeto é votado justamente
no ano eleitoral. Esse projeto visa regularizar a situação
de vários funcionários, mas é público
e notório a quantidade de pessoas que estão sendo
admitidas tanto na administração direta como na
indireta.
A favor O vereador Frednês Correia Leite (PPB)
defendeu o projeto sob argumento de que o objetivo da administração
é corrigir falhas da administração anterior,
de Toshio Misato (PSDB).
Existe funcionário que passou em concurso público,
foi admitido e não há o cargo para ele ocupar. O
Tribunal de Contas apontou irregularidade. Se o projeto não
for aprovado agora, traz intraqüilidade a esses funcionários
que não podem ser efetivados.
Sobre o esvaziamento da Amespor, o pepebista disse que, quando
foi criada, esperava-se que a autarquia fosse resolver o problema
do esporte no município, mas ela não tem verba própria.
Ela ficou dependente dos recursos da prefeitura e necessitando
de estrutura jurídica e administrativa própria,
explicou o vereador que apóia a administração.
Sem moral O presidente da Câmara, José
Nunes Safera (PTB), rebateu as críticas de vereadores da
oposição contra o projeto.
O petebista levou uma lista com nomes de 13 funcionários
contratados pela administração passada lotados na
Amespor. O Tribunal de Contas apontou os contratos como irregulares.
Se eles [vereadores de oposição] participaram
de um governo que cometeu irregularidades, como é que vêm
aqui dizer que o ato é nulo? O ato do ex-prefeito feriu
a Constituição Federal por contratar funcionários
sem a existência de cargos.
Safera explicou que a Secretaria de Educação e Cultura
cresceu muito, por isso houve necessidade de separá-las.
Ao mesmo tempo o governo fundiu as Secretarias de Obras e Viação
com a de Serviços Urbanos.
Sobre a criação de novos cargos, principalmente
na Secretaria de Saúde, Safera explicou que visa dar agilidade
e melhorar o setor.
Ele rebateu as declarações do vereador José
Migardo Torres (PMDB) de que a Amespor é subsidiada pela
Unimed. A Unimed subsidia o Centro Esportivo, entidade de
utilidade pública. Qual a credibilidade desse vereador
ao dizer isso? Eles participaram de um governo com irregularidades
imensas. No final da sessão, Mingardo reconheceu
ter se equivocado.
O petebista disse que a organização administrativa
corrigia falha do governo passado. Tenho aqui várias
portarias com nomeações irregulares. Os professores
não têm culpa se os presidentes que passaram pela
Amespor contratou-os. Eles são todos cedidos pela prefeitura,
embora a autarquia não tivesse receita própria.
Safera disse que o governo passado teve quatro anos para elaborar
o Plano de Carreira sem fazê-lo. Não fizeram
coisas simples, mas aumentaram os números de cargos. Eles
preferiram contratar irregularmente do que mandar um projeto à
Câmara criando os cargos.