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CHAVANTES Marcelo
Saliba pede na Justiça para prefeitura suspender cobrança
O promotor Marcelo Saliba pediu terça-feira na Justiça
a suspensão do pagamento de três taxas que a prefeitura
está cobrando dos moradores de Chavantes.
A juíza Raquel Grellet Pereira Bernardi deve se pronunciar
a favor ou contra o pedido da Promotoria na segunda-feira. Se
for favorável, a prefeitura vai ter que suspender a cobrança.
Saliba alega na ação civil pública que são
inconstitucionais a cobrança pela prefeitura das Taxas
de Iluminação Pública (TIP), de Coleta e
Destinação de lixo e de Limpeza Pública.
Segundo o promotor, a Lei Orgânica e as Constituições
Estadual e Federal vedam a cobrança de taxas que não
sejam divisíveis. Da forma como elas foram lançadas,
o serviço prestado pelo município é genérico
e impossível de dimensionar o gasto de cada um dos contribuintes.
A prefeitura usa a testada do imóvel como base de cálculo,
o que é ilegal.
O promotor pede a suspensão da cobrança do Imposto
Predial e Territorial Urbano (IPTU) deste ano porque a prefeitura
não obedeceu o princípio da anterioridade. O Código
Tributário Nacional não permite fixação
do imposto para ser cobrado no mesmo exercício. A prefeitura
publicou a lei com os novos valores do IPTU no mês de janeiro
deste ano. Esse ato administrativo violou o princípio da
anterioridade. Em 1997, o Tribunal de Alçada Civil julgou
procedente ação civil pública do Ministério
Público contra a prefeitura de Santa Cruz. A prefeitura
cobrava a taxa de iluminação na conta de energia
elétrica dos santa-cruzenses.