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Leônidas quer abrir ‘Junidance’ ao público

EDUCAÇÃO — Um dos principais eventos da escola, realizado há cinco anos, o festival de danças poderá ser apresentado à comunidade no segundo semestre deste ano


Alunas do "Leônidas do Amaral Vieira" apresentam a coreografia de abertura do 5º JunidanceUm dos projetos mais tradicionais da escola “Leônidas do Amaral Vieira”, de Santa Cruz do Rio Pardo, poderá ser aberto ao público no segundo semestre. O Junidance, um festival de dança que envolve os 1,2 mil alunos da escola, é realizado há cinco anos, mas com apresentações sempre restritas aos estudantes.
O diretor da escola, João Beneti, afirmou que a direção pretende promover apresentações gratuitas para o público no segundo semestre. “Nós vamos abrir bem mais a escola à comunidade”, explicou.
Segundo Beneti, até hoje não houve apresentações para a comunidade porque há dificuldade de acomodação de público junto com os alunos, já que o espaço destinado às apresentações comporta cerca de 500 pessoas.
Para tornar a escola mais próxima da comunidade, em agosto a direção quer promover um “forró mecânico” na escola e, no período de 23 a 27 de setembro, haverá a Feira Científica Cultural.
O 5º Junidance foi realizado na última sexta-feira, nos períodos da tarde e da noite. As apresentações de 27 grupos tiveram participação de cerca de 100 alunos de todos os períodos da escola.
O diretor da escola, João BenettiO tema deste ano foi “Paz no 3º Milênio”, promovendo uma viagem cultural pela história. Durante um mês e meio, os alunos realizaram pesquisas sobre o tema para idealizar os números de dança e também a decoração do evento — que destacava os principais momentos históricos das décadas de 50, 60, 70, 80 e 90. “Temos os beatniks dos anos 50, o movimento hippie dos anos 70, alusão à guerra nas gravuras de uma exposição de artistas palestinos e israelenses no palco e estamos começando a trabalhar a pixação e o grafite”, explicou o professor de Educação Física Luiz Carlos da Silva, o Cascão, um dos coordenadores do 5º Junidance, além das professoras Rita de Cássia Gonçalves, de Educação Artística, e Eunice de Andrade, do Magistério.
Na decoração das paredes, os alunos ilustraram fatos marcantes de cada década, como a explosão do rock nacional brasileiro nos anos 80 e o impedimento do presidente Collor na década de 90.
Os alunos também lembraram os movimentos contra a ordem social e política vigente no Brasil durante a ditadura militar e mais tarde, nos anos 90, contra a miséria e a corrupção política.
A premiação do Junidance para o melhor grupo de cada período de apresentação é um troféu. Para cobrir as despesas com o evento, os organizadores venderam números para o sorteio de um discman.