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ADMINISTRAÇÃO
Em várias ruas da Vila Joaquim Paulino e Chácara
Peixe, a estatal tapou buracos com terra batida; empresa diz que
usou solo-brita
Sem emulsão asfáltica
para tapar os inúmeros buracos existentes pelas ruas de
Santa Cruz do Rio Pardo, a Companhia de Desenvolvimento Santacruzense
(Codesan) apelou para outro tipo de produto: terra batida.
A reportagem foi acionada por moradores que telefonaram à
redação indignados com o serviço prestado
pela estatal. Eles discordam do uso de terra batida porque não
tapa os buracos e provoca mais sujeira nas vias públicas.
O trecho da rua Bejamim Constant tem de ser recapeado, pois
o asfalto está todo estragado, declarou Rosangela
Scarpim.
Segundo ela, depois que construíram a rotatória
na esquina da avenida Tiradentes com a Joaquim de Souza Campos,
o trânsito de veículos pesados foi desviado para
a travessa José Pires de Moraes e Manoel Mendonça,
vias secundárias que não suportam o peso de caminhões
e ônibus. Na época alertamos que o asfalto
dessas ruas não suportaria o movimento pesado de veículos,
mas não adiantou. O resultado são buracos em toda
a via, declarou a moradora.
Ela contou que em novembro do ano passado a prefeitura jogou chapisco
nos buracos, mas a chuva levou toda a emulsão asfáltica
deixando abertos os buracos novamente. Já reclamamos
diversas vezes, mas não tomam providência,
declarou.
Descontente, a moradora já pensou em depositar em juízo
o Imposto Predial Territorial Urban (IPTU) em protesto contra
o descaso da administração por não arrumar
o asfalto nas imediações da rua onde reside. Para
que pagar imposto se mandam caminhão de terra para tapar
os buracos da rua? Santa Cruz está regredindo. O pior é
ligar na prefeitura e ninguém atende direito, reclamou
a moradora.
A reportagem procurou a prefeitura de Santa Cruz enviando um questionário
com várias perguntas sobre o novo tipo de operação
tapa-buraco. A norma do governo para o DEBATE, instituída
há meses pelo prefeito Adilson Donizeti (PSDB) é
que todas as perguntas sejam enviadas por escrito, para serem
respondidas de igual forma.
O assessor de imprensa Wellington Menon respondeu o questionário
dizendo que não é de responsabilidade da prefeitura
tapar os buracos da cidade. Segundo ele, essa tarefa é
da Codesan. Menon disse que consultou a empresa estatal que o
informou que a operação tapa-buraco na região
da Chácara Peixe e imediações do ginásio
de esporte utilizou solo-brita com cimento. Tal
base necessita de tempo para secar. Na semana que vem os buracos
com as bases secas vão receber capa asfáltica,
prometeu o assessor de imprensa do prefeito Adilson Donizeti (PSDB).
A reportagem percorreu sexta-feira à tarde trechos das
ruas Hideshi Yoneda, José Pires de Moraes, Manoel Mendonça
e José Antonio Ramos na Vila José Paulino. Em todas
elas havia apenas terra batida nos buracos e nada de solo-brita.