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ADMINISTRAÇÃO
José Celso Locali afirma que reportagem sobre caminhão
de lixo estava correta, enquanto prefeito afirma que
foi totalmente inverídica
O secretário municipal de Administração,
José Celso Locali, desmentiu na tarde da última
segunda-feira as declarações do prefeito Adilson
Donizeti (PSDB), feitas nas duas emissoras de rádios da
cidade, a respeito de uma suposta notícia inverídica
publicada pelo DEBATE na última edição. Donizeti
ocupou os microfones das rádios para rebater a reportagem
sobre a devolução de um caminhão de lixo,
pela Codesan, à concessionária que venceu a licitação
para compra do veículo, no final do ano passado.
A reportagem explica claramente que o veículo foi devolvido
porque o governo federal não havia realizado o depósito
da verba de R$ 100 mil, provenientes de uma emenda da deputada
federal Zulaiê Cobra Ribeiro (PSDB) no orçamento
da União. A reportagem cita ainda que o prazo do convênio
para a compra do caminhão havia sido prorrogado e que a
verba ainda poderá ser liberada.
Donizeti, porém, alegou nas rádios que a reportagem
seria totalmente inverídica e acusou o DEBATE
de ser tendencioso. Donizeti justificou que a Codesan não
poderia ter devolvido o caminhão porque não teria
comprado nenhum veículo.
O DEBATE baseou a reportagem em declarações que
haviam sido dadas pelo secretário José Celso Locali.
O secretário foi indicado para falar do assunto pelo próprio
presidente da Codesan, Éder Pereira, que afirmou desconhecer
o fato.
Procurado novamente pela reportagem na última segunda-feira,
Locali manteve suas declarações e afirmou que o
único erro de informação foi o jornal citar
que a revendedora era de Bauru na realidade, é de
Ourinhos.
Locali voltou a confirmar que o caminhão chegou a ser entregue
à Codesan, permanecendo no pátio da empresa. Segundo
o secretário, o caminhão não foi devolvido
pela Codesan, mas sim retirado pela concessionária
do pátio ele entende que há diferença
entre os dois atos. O secretário tornou a afirmar que o
veículo chegou a ser até faturado pela concessionária.
Quando eles faturaram eu devolvi a nota de imediato. Mandaram
com a nota, mas foi devolvida de imediato, só deixaram
o caminhão ali, disse, referindo-se ao pátio
da Codesan.
Locali afirma que a prefeitura procurou a concessionária
e solicitou que o caminhão fosse retirado, por temer que
houvesse danos ao veículo que ainda não tinha sido
pago devido ao atraso no repasse da verba federal. Nós
não íamos assumir responsabilidade com o que acontecesse
com o caminhão. Quem faturou o caminhão foram eles
próprios. Disseram que iam retirar porque também
não queriam correr o risco, disse.
Locali concordou que os motivos de devolução do
caminhão foram devidamente explicados na reportagem. A
única coisa que saiu errado foi citar que a empresa era
de Bauru, e não era: é de Ourinhos. Para mim o único
erro que saiu lá foi falar que era uma empresa de Bauru.
Só isso. Até comentei com o assessor de imprensa:
eles [DEBATE] colocaram [a matéria] e de fato foi isso
mesmo, contou.
O secretário afirmou não ter ouvido o prefeito rebater
a reportagem na rádio e esquivou-se de comentar o fato.
Se houve alguma coisa eu não ouvi. Não vou
entrar nesse mérito. Da minha parte acho que ficou claro,
só o nome da empresa saiu errado, tornou a afirmar
José Celso Locali.