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Moradores impedem construção de barreira

OBRAS NA ESTRADA — Mureta deveria ser construída em frente da entrada de Caporanga, o que aumentaria em 10 quilômetros o acesso da população ao distrito



Trabalhadores tiveram que paralisar a construção das barreiras  da SP-225 em frente a entrada de Caporanga
Um grupo de aproximadamente 20 moradores de Caporanga e de propriedades rurais das proximidades do Posto Ypê impediram a continuidade da construção da mureta de concreto entre as pistas da rodovia João Batista Cabral Rennó (SP-225), em Santa Cruz do Rio Pardo.
Na manhã de segunda-feira, 17, os funcionários contratados pelo Departamento de Estradas e Rodagens (DER) trabalhavam na construção da mureta na rodovia, mas quando chegaram próximo do posto, tiveram de interromper o trabalho. Houve discussões com manifestantes. O prefeito Adilson Donizeti (PSDB) interviu junto ao governo estadual pedindo que a obra fosse paralisada para que seja construído um trevo de acesso ao distrito.
Segundo o assessor de imprensa da prefeitura, Luiz Fernando Wintemburg Santos, a atribuição da construção de um trevo no local seria do governo estadual e a prefeitura teria proposto parceria para colaborar com a construção.
Tal informação, entretanto, difere do que disse o engenheiro Jorge Masataka Mori, diretor do DER de Assis, em julho durante uma reunião com moradores do distrito de Caporanga.
“Esse trevo não está previsto no contrato de duplicação da rodovia. Se a comunidade tiver interesse, o município pode fazer convênio com o Estado e construir o trevo, mas a obra não vai ser catalogada como sendo do DER”, alertou o diretor do DER. “Os engenheiros do DER poderão até fazer o projeto do trevo e autorizar a obra, mas a manutenção será responsabilidade do município”, declarou Mori naquela ocasião.
Em julho os moradores fizeram a primeira manifestação contra as barreiras na rodovia. Eles não querem a mureta em frente da entrada do distrito de Caporanga porque isso aumentaria em 10 quilômetros o trajeto para acesso ao local e encareceria o escoamento da produção agrícola do distrito.
Outro problema apontado pelos moradores é de que a mureta poderia causar riscos aos pedestres que cruzam a pista por vários motivos, entre eles, para aguardar ônibus municipais e intermunicipais.
A construção das barreiras faz parte da obra de duplicação da rodovia. O objetivo é evitar colisões frontais entre veículos.