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SAÚDE O professor
de educação física Edson Luiz de Lima, de
Ourinhos, lançou livro sobre natação infantil
A
maioria dos pais mesmo os de primeira viagem
sabem que fazer exercícios físicos desde
a infância é importante. O difícil é
saber quando começar e qual atividade escolher para as
crianças.
Por diversos fatores, a natação tem sido cada vez
mais a atividade eleita pelos pais. Há academias que iniciam
o treinamento com bebês logo após o nascimento. Nesses
casos, é necessário preparo especial de profissionais
e da própria piscina. A água, por exemplo,
tem que estar na temperatura certa, cita o professor de
educação física e proprietário de
uma academia de Ourinhos, Edson Luiz Lima.
Lima lançou no mês passado o livro A prática
da natação para bebês, pela editora
Fontoura (leia texto ao lado). Ele trabalha com atividades aquáticas
há 24 anos. Fiz o primeiro curso de natação
para bebês em 1978, recorda-se.
O professor de educação física diz que os
bebês normalmente aprendem a mergulhar e logo depois a nadar
com muita facilidade. Todo bebê tem um atrativo natural
pela água já que, enquanto feto, permaneceu todo
o tempo da gravidez dentro do líquido amniótico
(na útero da mãe). Por esse motivo, a água
não é um meio estranho à criança.
Se a piscina estiver em condições ideais,
o bebê irá se sentir confortável por associar
essa sensação ao ambiente do ventre materno,
compara Lima.
Outra característica apontada pelo professor é o
reflexo de glote que a criança possui até
cerca de 10 meses. Por esse reflexo, o bebê evita a entrada
de água na boca. Além disso, Lima notou que o medo
ou a insegurança dentro dágua, muitas vezes
são reações que a criança adquiriu
da própria mãe. A criança até
um ano desconhece o perigo, observou.
Saúde Os principais benefícios da
natação, segundo o professor, são os relacionados
à saúde. A atividade ajuda no desenvolvimento muscular
e na coordenação motora, além de prevenir
ou colaborar no tratamento de doenças respiratórias.
Há mães que colocam os bebês para fazer
natação com queixas de que eles apresentam problemas
de sono, falta de apetite ou são hiperativos. Após
algumas aulas, elas já percebem melhora. O resultado é
muito rápido, garante Lima.
A principal razão que leva os pais a matricular os bebês
em aulas de natação é a prevenção
a acidentes em piscinas domésticas ou de clubes. É
uma forma de tentar garantir o auto-salvamento da criança.
Lima costuma dar aulas para bebês a partir dos três
meses, em grupos de dez e com a participação dos
pais. Crianças com deficiências física ou
mental também podem participar das aulas, com a adaptação
necessária de acordo com a deficiência.
As aulas de natação costumam ser o primeiro
contato dos bebês com o meio social. Eles crescem achando
normal ter um amiguinho que tem, por exemplo, síndrome
de Down, destaca o professor.
A natação também têm algumas contra-indicações,
mas na maioria dos casos são passageiras, como gripes e
inflamações. No caso de crianças com rinite
(reação inflamatória da membrana mucosa nasal)
há divergência de opiniões médicas.
Alguns indicam a natação e outros não aconselham.
Outro problema comum em bebês é a alergia a cloro.
No entanto, as academias estão começando a usar
cloro orgânico ou sal no tratamento das piscinas, o que
evita reações alérgicas.
A natação para bebês começou a se tornar
uma saudável mania na década de 70,
nos Estados Unidos, quando houve uma proliferação
de piscinas domésticas. O Brasil acompanhou a tendência
logo depois. Atualmente, segundo Lima, os professores brasileiros
de natação são considerados os melhores do
mundo pela didática, dinamismo e propostas diferentes durante
as aulas.
Ourinhense lança livro sobre a
prática da natação para bebês
O professor
de educação física Edson Luiz de Lima lançou
no último mês o livro A prática da natação
para bebês, pela Editora Fontoura.
O livro resultou da dissertação de mestrado em Educação
Física e Saúde, pela Universidade Estadual do Paraná
(Unespar).
A obra, segundo o autor, tem o objetivo de suprir uma deficiência
do mercado sobre o assunto. Decidi escrever sobre natação
para bebês a pedido das próprias livrarias especializadas,
conta Lima.
O livro aborda o dia-a-dia das aulas de natação
e dá dicas a profissionais da área sobre cuidados
na piscina, técnicas de aprendizagem, de como tornar a
aula mais atrativa para os bebês e como integrar alunos
com deficiências mentais.
Lima desenvolveu ainda uma pesquisa pela Internet sobre natação
para bebês. Ele entrevistou 44 profissionais de academias
de diversas Estados do Brasil e pais de bebês que praticam
natação em uma academia de Ourinhos e outra de Uberlândia-MG.
Por meio da pesquisa, Lima constatou, entre outras coisas, que
as academias consideram como principais efeitos educativos da
natação para bebês: o desenvolvimento psicomotor,
autoconfiança, afetividade e socialização.
A grande maioria dos pais disseram ter matriculado os filhos na
natação para que eles aprendam a defender-se na
água.
A pesquisa já foi tema de palestras que Lima ministrou
em Portugal e deve ser assunto de um artigo de uma revista espanhola.
O livro de Lima pode ser adquirido em livrarias especializadas
ou na Academia Nadbem, em Ourinhos. Mais informações
podem ser obtidas pelo telefone (14) 3322-4532.