• Coluna de João José Corrêa

Heranças

João José Correa
Da Equipe de Colaboradores

Todos nós já ouvimos histórias sobre heranças, ou até fizemos parte delas. Dividir irmãmente, com justiça o que se recebe de mão-beijada, deveria ser a coisa mais fácil do mundo. Mas, não é!
Heranças causam discussões, brigas, disputas judiciais e até mortes.
Há pessoas que dão, em vida, com as “mãos quentes”, como se diz — a seus filhos, tudo o que têm.
Muitas acabam, sabe Deus onde e como!...
Há quem não dê aos herdeiros naturais, o que seria de direito. E transfiram a terceiros, netos e instituições diversas, tudo o que amealhou durante toda a vida.
Poucos dão à herança, o devido valor. E sabem ser gratos!
Eu acho que, aqueles que não pensam assim, não merecem o que recebem — seja muito, ou pouco.
Não seja você um desses filhos desnaturados e ingratos, meu caro leitor! E, para amenizar esta crônica baixo-astral, uma prosa de boteco:
— Você recebeu alguma herança, na sua vida?
— Algumas!
— Cara rabudo! Me conta!
— Minhas heranças genéticas!
— Não entendi!
— Eu explico. Herdei, do lado de minha mãe, pressão alta e diabetes, além de uma dívida no Banco do Brasil.
— Caramba!...
— E, o lado de meu pai, uma incontrolável tendência para jogos de azar e bebida!
— Que gelada, mêo!...
— E... por falar em gelada, que tal uma saideira?
A conversa foi longe e a saideira de verdade, só chegou de madrugada!
Heranças...
Não são um caso de polícia?...