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Cresce procura por autobronzeadores,
considerados opção segura para a pele

BELEZA — Produto deixa pele bronzeada sem exposição ao sol, mas não elimina necessidade do filtro solar



A dermatologista Ana Lúcia Beltrame não vê mal nos autobronzeadoresDisponíveis em géis, cremes, sprays e loções de várias marcas de cosméticos e até de indústrias farmacêuticas, os autobronzeadores conquistaram o gosto — principalmente das mulheres — no verão chuvoso desse ano.
Esses produtos se popularizaram porque permitem a manutenção do bronzeado durante todo o ano. Além disso, resolvem um drama de consciência: quem usa fica com a pele bronzeada e não precisa se expor à radiação solar — que acelera o envelhecimento e aumenta os riscos de câncer de pele.
Os autobronzeadores possuem substâncias que, em contato com queratina da pele, provocam uma reação química. Essa reação ocorre na camada mais externa da pele e produz um pigmento que deixa o aspecto de bronzeado.
A cor não é a mesma de um bronzeado obtido pelo sol, mas é muito semelhante.
A dermatologista Ana Lúcia Beltrame, de Santa Cruz do Rio Pardo, explica que o bronzeamento pelo sol é uma reação de defesa da pele. “A radiação atinge a célula da pele e estimula a produção de melanina, que é o pigmento natural. Essa reação é uma tentativa do organismo de se defender da agressão do sol”, explica Mara Lúcia. A dermatologista observou que em geral os autobronzeadores não são tóxicos e não causam problemas à pele — diferente do sol. As exceções são para quem têm sensibilidade ou alergia a componentes do produto. Ela também não indica os autobronzeadores para crianças, cujas peles são mais sensíveis.
Para evitar problemas, a dematologista aconselha testar uma camada do produto numa pequena área da pele e observar se não há reação alérgica antes de usar em todo o corpo.
Aplicação — A aplicação é simples, mas requer cuidados para não manchar a pele. Deve-se passar o autobronzeador com a pele seca, o corpo nu e deixar agir de 15 a 30 minutos. Depois é preciso lavar bem a pele. A roupa pode impedir que o produto aja de forma igual em todo o corpo.
O autobronzeador deve ser aplicado em menor quantia nos joelhos, cotovelos e tornozelo, porque esses locais têm pigmentação mais escura do que do restante do corpo. Também deve-se ter cuidado em aplicar sobre manchas. Elas podem ficar ainda mais escuras.
“Uma dica é fazer uma esfoliação um dia antes de aplicar o autobronzeador. O esfoliante deixa a pele mais homogênea e permite que o autobronzeador aja de forma igual na pele”, orienta a dermatologista.
Outro cuidado é não depilar no mesmo dia em que for fazer a aplicação do autobronzeador. A depilação pode deixar a pele irritada e mais sensível. Se o autobronzeador for aplicado em cima dessa pele, pode causar alergia.
Ao usar esse tipo de produto, é preciso lembrar que as unhas e cabelos também têm queratina e, portanto, reagem aos autobronzeadores e podem ficar pigmentados. Para evitar que isso ocorra, pode-se utilizar luvas durante a aplicação no corpo e tomar cuidado para não passar nas sombrancelhas e cabelos.
Assim que terminar a aplicação no corpo, deve-se aplicar na parte superior das mãos e tomar cuidado para não passar nas palmas.
No rosto, o ideal é usar autobronzeador específico facial. “Quem tem pele oleosa deve preferir autobronzeador sem óleo para evitar a formação de acnes e cravos”, alerta a dermatologista.
O efeito dura enquanto houver o uso do produto. Se a utilização for interrompida, o tom bronzeado desaparece com o tempo, na medida em que a pele descamar naturalmente.
Filtro solar — O uso de autobronzeadores não elimina a necessidade do filtro solar. “Muitos acham que precisam tomar sol para o autobronzeador fazer efeito. Não é assim, tanto que o produto pode ser usado à noite. Mas se for tomar sol, é preciso usar também o filtro solar. Uma opção é comprar autobronzeador que já tenha o filtro solar junto”, orienta a dermatologista.
Segundo Ana Lúcia, esses produtos não têm efeito acumulativo na pele porque só agem nas camadas superficiais. Por isso não há problema em ser usado por longos períodos. Um dos objetivos é justamente manter a cor bronzeada durante todo o ano, inclusive no inverno. Por não alterar a sensibilidade da pele em contato com o sol, eles não aumentam os riscos de câncer de pele.
Rosélia Garcia, da Lella’s , notou aumento na venda de autobronzeador
Falta de tempo também
inspira as compradoras

Além de não serem nocivos à pele, como a exposição ao sol, o autobronzeador também é uma boa opção para quem não tem tempo para ir à piscina, praia ou a câmeras de bronzeamento artificial.
A comerciante Rosélia Azevedo Garcia, proprietária da loja de cosméticos e perfumaria Lella’s, notou que a falta de tempo para tomar sol leva muitas mulheres a comprar os autobronzeadores.
“Esses produtos podem ser usados durante a noite, são fáceis de serem aplicados e qualquer pessoa pode usar em casa”, diz Rosélia.
Ela constatou que no último ano houve grande crescimento da variedades de marcas e produtos que prometem deixar a pele bronzeada, sem agressão. Além dos vários tipos de autobronzeadores (com ou sem filtro solar, facial e corporal, para pele escura e clara, etc.), há acelerador de bronzeamento, prolongador de bronzeamento, creme pós-sol e muitos tipos de filtros e bloqueadores solar adequados às diferentes variedades de pele.
O preço dos autobronzeadores variam de R$ 20,00 a R$ 120,00.
“Hoje é fácil exibir um belo bronzeado, mesmo quando o tempo está chuvoso ou no inverno, sem precisar passar pela fase do ‘vermelhão’ na pele”, notou a comerciante.

SERVIÇOA dermatologista Ana Lúcia Beltrame atende com hora marcada pelo endereço avenida Dr. Ciro de Melo Camarinha, 433. O telefone para contato é (14) 3372-7835.