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Há 18 anos o sobrenome
Beguetto é sinônimo de sorvete em Santa Cruz e mais
100 cidades
Há 18 anos nascia uma pequena
fábrica artesanal de sorvetes no bairro da Estação.
O comerciante Odair Beguetto, dono de uma pequena mercearia, iniciou
uma modesta produção somente para surprir seu negócio.
Dezoito anos mais tarde, o sobrenome Beguetto passou a ser associado
a sorvete numa região que compreende pelo menos
100 cidades em torno de Santa Cruz locais onde os sorvetes
Bequetto são distribuídos.
Na linha de produção, tudo mudou. Antes, o processo
era quase todo artesanal. O sorvete era resfriado dentro de formas
ou tambores de metal que ficavam parcialmente imersos num tanque
com salmoura. A mistura de ingredientes e frutas era feita com
ajuda de uma pá e os picolés eram embalados manualmente.
Hoje os equipamentos estão presentes em toda a etapa de
produção. Nós acompanhamos todo o processo
e não há mais contato manual com o sorvete,
relata Alex Alessandro Beguetto que desde os nove anos
acompanha o pai, Odair, na fabricação de sorvetes.
Nos primeiros anos, a marca Beguetto se limitava a apenas dois
carrinhos que percorriam a cidade na venda de picolés de
sabores tradicionais. Atualmente, só em Santa Cruz, 40
carrinhos e 35 pontos comerciais vendem as iguarias feitas pela
indústria familiar.
A
Beguetto produz impressionantes 130 sabores de sorvete. Um
diferencial nosso é que usamos a própria fruta e
a barra de chocolate no preparo de sorvetes. Algumas fábricas
usam apenas essências, diz Alex.
A indústria também tem uma linha de sorvetes diet
e light, mas o consumo é pequeno. Como o custo desses
produtos é maior, a venda é bastante restrita,
conta o empresário.
No verão a produção diária gira em
torno de 10 a 12 mil picolés e 2.000 litros de massa. Durante
o inverno, a produção cai em média 50%. Porém,
nos últimos anos a venda de sorvete tem aumentado mesmo
durante os meses mais frios do ano, graças à inovações
como caldas quentes e o sorvete frito produzido
em algumas sorveterias de cidades das quais a Beguetto é
fornecedora. Nesses locais, os funcionários das sorveterias
envolvem uma bola de sorvete numa massa especial e jogam no óleo
quente para fritar. É muito rápido e não
dá tempo do sorvete derreter, explica Alex.
A família Beguetto defende a idéia de que o sorvete
é um alimento e não apenas um refresco para os dias
quentes. Ele tem proteínas e propriedades nutricionais.
Não é só para refrescar, diz Alex.
A
primeira grande ampliação da fábrica Beguetto
ocorreu em 1992, com a construção do prédio
atual e a compra de diversos maquinários. Junto com o crescimento
da empresa, aumentou a participação da família
na indústria. Além de 15 funcionários, dois
filhos de Odair Alex e Fabrício trabalham
na produção. A mulher e duas filhas Rosângela,
Bianca e Lucilene fazem tortas e bombons de sorvete.
Planos A família tem projetos ambiciosos.
Um deles é abrir um ponto comercial na região central
de Santa Cruz para fazer demonstração
de sorvetes. Além disso, pretende ampliar a fábrica
para diversificar e aumentar a produção, de olho
em novos mercados.
Alex acredita que os maiores concorrentes atuais da Beguetto sejam
as gigantes nacionais Yopa (da Nestlé) e Kibon. Na
região existem muitas fábricas de sorvete, mas poucas
são fornecedoras como a nossa, explica.
Para o próximo verão, a família pretende
investir em novos lançamentos. Um deles será o picolé
para crianças com formato e sabores diferentes dos tradicionais.
Para o público adulto, os lançamentos são
os picolés napolitano e um outro com formato maior que
o tradicional, que deverá ser recheado.
Processo de produção O primeiro passo na produção
do sorvete é o teste de acidez do leite. Se estiver normal,
o leite é levado para a pasteurização. Em
quatro segundos ele é elevado a uma temperatura de 80ºC
e depois resfriado para 4ºC. Junto ao leite natural são
adicionados alguns produtos, entre eles o leite em pó.
A seguir, essa base passa por várias etapas de produção,
com a adição de sabores e incorporação
de polpas. O sorvete sai pronto da máquina, mas antes de
ser comercializado precisa ficar por alguns minutos dentro da
câmara fria, a 30ºC negativos.
A água usada na produção é outro segredo:
vem de poço artesiano, não tem cloro e é
filtrada. Periodicamente essa água é analisada
pelo laboratório da Fundação Educacional
do Município de Assis [Fema], conta o empresário
Alex.