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SUCESSÃO Em
13 municípios da região de Santa Cruz do Rio Pardo
e Ourinhos, serão 23 vagas a menos de vereadores na próxima
legislatura, que começa em 2005
O corte de vagas nas câmaras municipais
vai tornar a eleição dos vereadores mais acirrada.
O Senado rejeitou a proposta de emenda constitucional que recuperava
40% das 8.538 vagas de vereadores cortadas pela Justiça
Eleitoral.
Para as eleições de outubro valerá a resolução
do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que reduz em 14,1% o número
de vereadores no país. Na região o índice
atinge 16% das cadeiras.
Na sub-região de Ourinhos, as 142 cadeiras existentes na
atual legislatura vão cair para 119 em 13 cidades sob jurisdição
da União dos Municípios da Média Sorocabana
(Ummes). Ourinhos perde 6 vereadores e Santa Cruz do Rio Pardo
5. Em 12 cidades a composição do legislativo passa
a 9 e só Ourinhos terá 11 (veja tabela nesta página).
Na terça-feira, a proposta de emenda que recuperava 40%
das 8.528 vagas no país foi rejeitada pelos senadores.
O placar foi de 41 votos a favor da matéria oito
a menos do que o necessário para aprová-la
e 11 contra, em sessão conturbada.
A confusão começou depois que o Supremo Tribunal
Federal (STF) julgou procedente uma ação civil pública
movida pelo Ministério Público contra a Lei Orgânica
de Mira Estrela. Os ministros foram a favor da tese de proporcionalidade
na fixação de vagas no legislativo.
Pela medida, cada grupo de 47.619 habitantes terá um novo
vereador, respeitado o número mínimo de nove cadeiras
por cidade. Por exemplo, todas as cidades com menos de 47.619
habitantes terão nove vereadores.
Contra A repercussão do corte de vagas na Câmara
teve opiniões divergentes entre vereadores de Santa Cruz.
Para Luiz Vanderlei Freire de Souza (PFL), será ruim para
a cidade a redução de 14 para 9. O pefelista citou,
para efeito de comparação, que municípios
menores que Santa Cruz como Chavantes, Canitar e Bernardino
, vão ter suas casas legislativas compostas pelo
mesmo número de cadeiras de Santa Cruz. Por que Santa
Cruz tem o dobro da população e vai ter nove parlamentares?
A nossa cidade perdeu com a redução. Com mais vereadores
na Câmara é mais fácil trabalhar e conquistar
benefícios. Com menos vereador, se enfraqueceu, comentou
Vanderlei.
O pefelista admite que para disputar a eleição de
outubro vai ficar mais difícil buscar a reeleição.
De acordo com ele, o candidato vai necessitar de mais votos. Vanderlei
não acredita que a medida vai representar economia para
os cofres públicos. Segundo ele, os limites de gastos serão
os mesmos, com 9 ou 14 vereadores.
O vereador Wilson Primo de Souza (PTB) acredita que com menos
vereador ficou mais difícil disputar a eleição.
Ele acha, porém, que com nove vereadores a Câmara
funciona melhor. Não vai ter muitas brigas, o difícil
é concorrer como candidato. Vou ter que trabalhar muito
senão não ganho. Primo afirmou que depois
que ficou sabendo da mudança decidiu intensificar a campanha.
O presidente da Câmara, Luiz Besson (PP), recebeu com surpresa
a redução do número de vereadores, embora
tenha admitido que é favorável ao corte no número
de parlamentares em Santa Cruz. Vai gerar economia grande
para o município. Aliás, sou a favor que o vereador
não tenha remuneração, declarou o pepista.
Besson acredita que o quociente eleitoral deve aumentar e dificultar
a reeleição. Pelos cálculos dele, serão
necessários 2.800 votos para eleger um vereador. É
muito alto e acredito que poucos têm possibilidade para
se eleger.
Ele calcula que a economia para o município com menos cinco
vereadores será de R$ 10 mil/mensais. Somadas, por ano
serão R$ 120 mil e em torno de meio milhão durante
todo o mandato.
O vereador Idilio Biroca Nelson Rodrigues (PSDB) declarou-se a
favor da redução do número de vereadores.
O tucano acredita que o legislativo com 9 parlamentares é
mais fácil dialogar com seus integrantes. Haverá
menos briga, disse. Não é questão
de custo. A Câmara é mantida com o repasse do duodécimo.
Com o corte de cinco vão sobrar recursos, porque diminui
a folha de pagamento, mas acredito que existirá maior representatividade.
Só vão se eleger vereadores com mais votos. O povo
esperava essa decisão. Idilio diz que é contra
aumentar o salário. Nos próximos meses, o legislativo
deve fixar a remuneração dos parlamentares para
a próxima legislatura. A medida deve ser aprovada antes
das eleições municipais, conforme determina a legislação.
Convenção O corte de vagas provocou problemas
para vários partidos formarem as chapas de vereadores para
as eleições. A maior parte havia planejado as vagas
calculando a composição da Câmara de Santa
Cruz para 15 vagas na próxima legislatura. Pela lei eleitoral,
cada legenda pode lançar uma vez e meia o número
de candidatos. Repentinamente, antes da convenção,
as legendas tiveram que fazê-la baixando para 18 candidatos.
Houve desavenças em vários partidos. O PMDB, por
exemplo, corre o risco de não atingir o quociente eleitoral
número de votos necessários para uma sigla
eleger um vereador. Os peemedebistas negociaram com o PL para
os dois partidos se coligarem, mas houve desavença na hora
de fechar a lista de candidatos.
O PL discordava em tirar candidatos para permitir a inclusão
de nomes do partido adversário, o mesmo ocorrendo com o
PMDB. Na última semana o PL decidiu lançar chapa
própria à eleição proporcional. O
PMDB deve disputar a campanha com oito candidatos. No PTB também
houve discussões na hora de cortar nomes.