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LEGISLATIVO Câmara
de Santa Cruz rejeita limitar limite para transferência
de verbas entre secretarias
A peça orçamentária para
2005 foi aprovada segunda-feira à noite na Câmara,
dando poderes ao prefeito Adilson Donizeti (PSDB) para abrir créditos
adicionais e suplementares até o limite de 40% sem precisar
de autorização legislativa. O total da receita é
estimado em R$ 28,6 milhões.
Os vereadores rejeitaram a emenda do vereador José Antonio
Fonçatti (PTB) de baixar o limite para 10%. A suplementação
é um recurso contábil para transferir recursos de
uma secretaria para cobrir gastos de outra pasta. Pela proposta
o prefeito pode fazer a transferência por decreto até
o limite de 40% do orçamento. Se reduzisse a 10%, o prefeito
ficaria dependente da Câmara quando o limite estourasse,
o que seria temerário no próximo mandato, já
que a oposição terá, em tese, maioria no
legislativo. O vereador Dorival Parmegiani (PSDB) afirmou que
a emenda de Fonçatti poderia engessar a administração.
Para Fonçatti, porém, o limite de 40% é um
percentual muito alto, deixando a administração
sem controle da Câmara.
Direcionado A concessão de direito real de uso
remunerada de um imóvel do município de 2 mil m2
na avenida Carlos Rios, na entrada de Santa Cruz, motivou discussões
sobre direcionamento da área a um empresário. O
terreno foi retomado recentemente pelo município de uma
associação de dentistas, que não conseguiu
construir sua sede, conforme cessão da área feita
em gestões passadas.
O prefeito Adilson Donizeti (PSDB) pediu autorização
à Câmara para ceder a área a quem se interessar
em pagar aluguel pelo uso do terreno. A concessão é
pelo prazo de cinco anos, mas dependerá de licitação
pública. A administração não apresentou
aos vereadores avaliação do custo do aluguel do
imóvel. A concessão foi aprovada por 10 votos a
favor e 3 contrários.
O vereador José Antonio Fonçatti (PTB) disse que
o projeto é direcionado: Só existe um interessado
por esta área. É dilapidação do patrimônio
público. Tudo [imóveis] que o município tinha,
foi cedido pela prefeitura. O petebista também questionou
a possibilidade de a prefeitura não ter a posse do imóvel
localizada na Chácara Peixe.
Benedito Valadão Sobrinho (PL) disse que se a prefeitura
não tem a escritura definitiva, não pode doar a
área. A concessão deste terreno é direcionada
para pagar favor político de campanha. Ali ninguém
vai querer alugar terreno, o único interessado é
uma pessoa. Por que tanto interesse em alugar um terreno? Não
haverá concorrente na licitação. Sou a favor
de vender esse imóvel.
O vereador Dorival Parmegiani (PSDB) afirma que o aluguel vai
gerar receita à prefeitura e o terreno receberá
manutenção do futuro locatário.
O vereador Ademir Basseto (PDT) lembrou que o terreno não
seria doado. Um dos interessados pela área
se ganhar a concessão vai iluminar e conservar o
terreno. Não quero saber se a prefeitura vai arrecadar,
o importante é o destino de um imóvel ocioso.
Na mesma sessão os vereadores rejeitaram a emenda à
Lei Orgânica que alterava o artigo 35 que estabelece a criação
de Comissão Especial de Inquérito (CEI). Pela proposta,
bastaria o requerimento com um terço de assinaturas sem
a necessidade de aprovação com quórum de
dois terços. Em 1º turno, 7 votaram contra e 6 a favor,
insuficientes para implantar a nova medida seriam necessários
9 novos. Outro pedido de alteração na Lei Orgânica
proibição da reeleição dos
membros da mesa diretora foi rejeitado por 7 votos a 6.