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Ricardo Moral retorna ao cargo que
estava ocupado pela própria mulher

ADMINISTRAÇÃO — Manobra permitiu receber o salário durante campanha



O assessor deixou a mulher no cargo quando disputou a eleição
Com a volta de Ricardo Moral Lopes ao cargo de Assessor de Tecnologia e Informação, ficou comprovada a manobra que o prefeito Adilson Donizeti (PSDB) utilizou ao nomear a mulher de Moral — Vânia Aparecida Chavatti Moral Lopes — no cargo durante o período eleitoral. Ela ficou durante três meses só para garantir o salário ao marido. Dois dias depois da eleição, o prefeito baixou a portaria 279 de nomeação de Ricardo e a demissão de Vânia Chavatti da assessora de Tecnologia e Informação. Lopes teve que se desligar do cargo três meses antes da eleição por imposição da lei eleitoral, porque concorreu a uma vaga na Câmara. Como não se elegeu, voltou à mesma função ao substituir a mulher.
A manobra possibilitou que ele recebesse indiretamente o salário de R$ 1.800. Há duvidas se a mulher ou o próprio Ricardo Moral têm conhecimento específico na área, como dispõe a lei que criou o cargo de assessor de tecnologia e informação. O vereador José Antonio Fonçatti (PTB) declarou na última sessão de segunda-feira que a administração só se preocupa em nomeação “para resolver problemas de apaniguados políticos”. De acordo com ele, a creche Gente Feliz, do jardim São João, ficou sem diretora durante todo o período eleitoral e só depois que descobriu-se a falta de funcionário a prefeitura publicou edital com data retroativa para contratação.
“A creche ficou sem diretora, mas na Câmara foi encaminhada um caminhão de portarias de nomeações, uma delas a da mulher de Ricardo Moral para garantir vencimento à sua família. Isso é imoral e ilegal”, disse o petebista, com trocadilhos. O vereador afirmou que durante todo o período eleitoral a administração não se preocupou em nomear nenhuma diretora para a creche.