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INTERNET Criada pelo
universitário Rafael Salomão Cruz, 21, comunidade
sobre Santa Cruz do Rio Pardo dentro do Orkut já tem mais
de 400 membros
Na onda mundial da febre do site Orkut,
mais de 400 pessoas que moram ou têm afinidade com Santa
Cruz do Rio Pardo dispõem-se a entrar com uma certa freqüência
na página para se encontrar virtualmente.
A comunidade Santa Cruz do Rio Pardo foi criada pelo
universitário santa-cruzense Rafael Salomão Cruz,
21, em julho deste ano. Rafael atualmente mora em São Paulo
e procura acessar a página todos os dias para verificar
os papos que estão rolando.
Criei essa comunidade na esperança de que promovesse
o encontro de pessoas que não se conheciam ainda, apesar
do tamanho da cidade. O legal é que existem pessoas que
nunca foram a Santa Cruz, mas se juntam à comunidade por
terem parentes na cidade. Ela serve também para atualizar
os membros que moram foram da cidade sobre os acontecimentos importantes,
bailes e assuntos polêmicos, explica Rafael, que imaginou,
inicialmente, uma adesão máxima de 100 pessoas.
Mas como existem mais de 2,3 milhões de pessoas conectadas
aos Orkut, acho que 410 nem é um número exorbitante
para amigos da cidade de Santa Cruz, avalia.
Segundo Rafael, apesar do número relativamente alto de
membros, são poucos os que deixam mensagens e participam
ativamente das discussões.
Mas mesmo assim é válido. Estou satisfeito
e sempre tento estimular os outros membros a participarem também,
diz.
O que torna o Orkut relativamente atrativo, principalmente para
os mais jovens, é que na prática o site atua como
uma comunidade de elite. O internauta só pode
entrar se for convidado, via email, por alguém que já
faz parte do clubinho.
Discussões A comunidade santa-cruzense,
porém, tem demonstrado uma certa utilidade na discussão
que assuntos que não são, necessariamente, fúteis.
Nas discussões iniciadas pelos membros do grupo é
possível vislumbrar aspectos sociais e até políticos.
É o caso de uma discussão sobre o aumento do número
de manos na cidade, que resvalou para uma conversa
de certo nível sobre a desigualdade social do município.
Outro exemplo foi a discussão sobre o número de
cachorros soltos na rua e alternativas para lazer além
da ingestão de bebidas alcoólicas.
Mas a discussão que gerou o maior barraco da
comunidade foi política. No final de julho, uma integrante
iniciou uma discussão sobre em quer votar para prefeito.
Surgiram críticos e defensores do atual prefeito, Adilson
Donizeti (PSDB), dos candidatos Otacílio Parras Assis (PT)
e Wanda Rios (PFL) e até mesmo do DEBATE.
Também houve uma insistente propaganda política
por parte de um candidato a vereador inclusive com seu
número.
A discussão prosseguiu normalmente até meados de
setembro, quando o assessor jurídico da prefeitura, João
Gabriel Lemos Ferreira, passou a comentar as críticas dos
participantes, inclusive lembrando que deveriam provar as acusações
que faziam ao prefeito Donizeti.
A partir de então, alguns dos participantes passaram a
ironizar a participação de João
Gabriel com frases do tipo não me processe por perguntar.
Antes da discussão ser encerrada, pelo próprio João
Gabriel, em outubro, uma das integrantes aconselhou: Gente,
não falem mal do Mirinha, ele é fofo, magnânino,
poderoso, vitaminado, lindo, fotogênico, humilde, humanitário,
simpático, e se ele ficar sentido com o que dissermos,
cabeças vão rolar. Cuidado, o advogado dele (ou
da prefeitura) visita o Orkut, falem baixo, ironizou a internauta
santa-cruzense.