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Toninho Horta, Arrigo Barnabé,
Eudóxia de Barros, Oswaldo Lacerda, Bob Wyatt e muitos
mais estarão em Ourinhos na próxima semana
Durante os próximos sete dias,
a música passa a preencher todos os espaços disponíveis
de Ourinhos: palcos, hotéis, lojas e até mesmo as
calçadas. A partir deste domingo, 18, começa o 4º
Festival de Música de Ourinhos, que reúne professores,
músicos e leigos que têm em comum o gosto pela música
de boa qualidade. E a qualidade da música que será
produzida na próxima semana em Ourinhos é incontestável.
O time do festival reúne nomes como Toninho
Horta, Arrigo Barnabé, Eudóxia de Barros, Oswaldo
Lacerda, Djalma Dias, Bob Wyatt e inúmeros outros.
Com um investimento de R$ 80 mil, o festival é realizado
pela Secretaria Municipal de Cultura de Ourinhos e oferece cursos
a custo de R$ 25,00. Este ano, centenas de pessoas de São
Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal
e até Ceará vão passar pelo evento ourinhense.
Ter grandes nomes na programação pedagógica
e artística tornou-se uma marca do Festival de Ourinhos,
que é realizado há quatro anos. Em 2002, os participantes
puderam participar de palestra com o maestro e compositor Chiquinho
de Moraes e tiveram o privilégio de assistir ao show de
um dos compositores brasileiros mais aclamados da atualidade
Guinga com o clarinetista Paulo Sergio Santos.
No ano passado, foi a vez do músico Paulo Jobim
filho do maestro Antonio Carlos Jobim subir ao palco do
Teatro Municipal Miguel Cury.
A estrela do festival deste ano é o compositor
Toninho Horta, que teve seu nome eternizado pelo movimento musical
mineiro Clube da Esquina. Horta estará ministrando o workshop
Além das Montanhas somente para alunos avançados
de terça-feira, 19, a quinta-feira, 22, além de
realizar uma apresentação na sexta-feira, 13.
Outro músico de renome internacional, Arrigo Barnabé,
também estará participando do festival, promovendo
o workshop Composição e orientação
estética, na terça-feira, 19.
Além dos shows e dos cursos, o Festival de Música
traz uma programação paralela que acaba contagiando
toda a cidade. São várias atividades abertas ao
público, ligadas ao tema da música.
A
Escola Municipal de Bailado, por exemplo, estará se apresentando
de terça-feira, 19, até sexta-feira, 23, sempre
às 19h, na praça Mello Peixoto.
Na quinta-feira, 22, a praça será local de exibição
do filme Paulinho da Viola Meu tempo é hoje. Dirigido
por Izabel Jaguaribe, com Paulinho da Viola, Marina Lima, Zeca
Pagodinho, Marisa Monte e grande elenco, o documentário
leva às telas um painel afetivo do cantor, compositor e
instrumentista Paulinho da Viola.
Outro evento de entrada franca é a palestra Cognição
Musical, às 11h da quinta-feira, 22, no Centro Cultural
Tom Jobim, com o professor Marcelo Mello.
Na sexta-feira, 23, às 17h, a professora Fabiana Lopes
da Cunha estará em um encontro no Centro Cultural Tom
Jobim, sobre seu livro Da marginalidade ao estrelato
O samba na construção da nacionalidade (1917
- 1945).
Durante todos os dias de realização do festival
o público ainda pode conferir a exposição
Música, Som e Harmonia: coleção filatélica,
no Centro Cultural Tom Jobim. A mostra da Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos retrata a história
da música, a técnica musical, os instrumentos, os
grandes compositores e as canções que os imortalizaram.
A realização é da própria Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos. A exposição
Esculturas em Ferro, dos artistas plásticos Domingos e
Daniel Zupa, retrata o universo musical.
Na galeria de artes do Teatro Municipal, a exposição
A música em Minas Gerais Discos do Clube da Esquina
reúne capas de discos e publicações sobre
a música mineira, especialmente do grupo Clube da Esquina,
formado por Milton Nascimento, Lô Borges, Wagner Tiso, Flávio
Venturini, Beto Guedes, entre outros.
Aderindo ao clima musical que a cidade adquire nesse período,
os lojistas de Ourinhos participam do 1º Concurso de Decoração
de Vitrines.
O regulamento prevê que entre o período de 12 a 26
de julho as lojas participantes devem manter em suas vitrines
uma decoração ligada ao tema da música. Uma
comissão designada pela Secretaria Municipal de Cultura
vai escolher as três melhores decorações.
Os premiados recebem ingressos para todos os shows da programação
artística e o primeiro colocado ainda terá direito
a estrelar uma reportagem em um jornal diário.
Programação A programação artística
do festival começa neste domingo, 18, com a apresentação
do recital da pianista Eudóxia de Barros, a partir das
20h30, no Teatro Municipal Miguel Cury a entrada
é franca, com convite.
Considerada uma das melhores pianistas brasileiras, Eudóxia
redescobriu Ernesto Nazareth em 1963, ocasionando o ressurgimento
do chorinho. Com 31 LPs e 10 CDs, Eudóxia atualmente é
vice-presidente do Centro de Música Brasileira e pertence
à Academia Brasileira de Música desde 1989, como
intérprete, além de fazer parte da Academia Pernambucana
de Música. Em 1995, a pianista recebeu o Prêmio Nacional
da Música, outorgado pela Funarte, como intérprete.
Eudóxia também é vencedora do concurso para
solista da North Carolina Symphony ficou em primeiro lugar
por unanimidade.
Realizou recitais em Miami, Houston, Chicago e na cidade do Porto,
em Portugal. Foi escolhida a Melhor Recitalista de 1997 pela Associação
Paulista de Críticos de Arte (APCA).
Apresentou-se, a convite do Itamaraty, no Paraguai, Peru, Bolívia,
Colômbia, Equador, Nicarágua, Panamá e Honduras.
Também se apresentou várias vezes em Paris, Londres,
Suíça, New York (Town Hall e Carnegie Hall), Washington
e em Montevidéu. Em 2003, percorreu várias capitais
do Brasil como recitalista. Foi solista da Orquestra de Americana,
da Orquestra de Florianópolis e da Orquestra Sinfônica
de Santo André e da Orquestra Petrobrás Pró-Música.
Eudóxia de Barros é uma das pianistas brasileiras
que mais tem se dedicado à divulgação da
música nacional. Já realizou numerosos recitais
no Brasil e no exterior, onde apresentou dezenas de primeiras
audições de obras de compositores brasileiros de
todas as épocas.
Na terça-feira, 20, a atração do festival
é o Michel Leme Quarteto, a partir das 20h30, no Teatro
Municipal Miguel Cury, a preço popular: os
ingressos custam R$ 5,00. O Quarteto é formado por Walmir
Gil (trompete), Sérgio Frigério (baixo) e Rodrigo
Braz (bateria).
O quarteto foi formado em outubro de 2003 e tem tocado para se
preparar para gravar seu primeiro CD, com lançamento previsto
para o início do segundo semestre deste ano.
No repertório há composições inéditas
do guitarrista Michel como o maracatu/baião Mãos
Dadas, o samba-canção Fino Trato, os sambas 100
segredos, Bem Simples e Pretexto, o 3/4 Plêiades, entre
outras.
Na quarta-feira, 21, o Grupo de Choro Quebrando Galho
é a atração, às 20h30, no teatro.
A entrada custa R$ 3,00. Criado em março de 1993, é
um dos grupos existentes dentro do Curso de MPB e Jazz do Conservatório
de Tatuí.
É composto por Altino Toledo e Alexandre Bauab (que o idealizaram),
além de Marcelo Gonçalves (cavaco) e Rodrigo Moura
(percussão), e tem como objetivo divulgar e estudar o choro,
música instrumental 100% brasileira.
O Quebrando Galho já fez várias apresentações
pelo estado, destacando-se a participação no 30º
Festival de Inverno de Campos de Jordão, onde fez mais
de 40 apresentações.
Com arranjos próprios e transcrições feitas
especialmente para o grupo, o Quebrando Galho oferece
um repertório que inclui os maiores nomes da música
brasileira no gênero, como Tom Jobim, Paulinho da Viola
e Pixinguinha, mostrando um trabalho de alto nível e de
grande riqueza musical.
Na quinta-feira, 22, às 20h30, a Orquestra Sinfônica
Paulista se apresenta com ingressos a R$ 5,00. Criada pelo maestro
Antonio Carlos Neves Campos, a orquestra é formada por
professores e alunos do Conservatório de Tatuí.
Sua proposta é apresentar música instrumental erudita
e popular, nacional e internacional.
Em 96, gravou CD em homenagem ao compositor Tom Jobim, tendo como
solistas Altamiro Carrilho, Nivaldo Ornelas, Wagner Tiso, Victor
Biglione e Zimbo Trio, realizando concerto no Teatro Nacional,
de Brasília. A orquestra participou ainda de turnê
pelo Brasil, acompanhando Wagner Tiso, Victor Biglione, Maurício
Einhorn, André Gereissati e Arthur Moreira Lima, entre
outros.
Em 2003 passou a ter como regente titular o maestro Adriano Machado,
e sob sua batuta se apresentam solistas como Gilberto Tinetti
(Piano), Raffaeli Trevisani (Flauta), Arnaldo Cohen (Piano), Tatjana
Vassiljeva (Cellista vencedora do Prêmio Rostropovch), entre
outros.
Com trabalho novo a orquestra tem sido convidada a se apresentar
em diversas salas do país, como Teatro São Pedro
(SP), Sala São Paulo (SP), Palmas (Tocantins), entre outros.
Na sexta-feira, 23, o músico convidado do festival, Toninho
Horta, faz apresentação no Teatro Municipal.
Os ingressos custam R$ 20,00 para o público em geral e
R$ 10,00 para inscritos no festival (veja perfil de Toninho
Horta no texto abaixo).
No sábado, 24, às 20h30, ocorre a apresentação
final do festival no Teatro Municipal. A entrada é franca,
com convite.
Na manhã de domingo a Big Band da Escola Municipal de Música
de Ourinhos encerra o festival no Centro Cultural Tom Jobim,
com entrada franca.
Toninho Horta faz seu show no dia 23
Toninho Horta, Arrigo Barnabé, Eudóxia de Barros, Oswaldo Lacerda, Bob Wyatt e muitos mais estarão em Ourinhos na próxima semana
Grande atração
do 4º Festival de Música de Ourinhos, o mineiro Toninho
Horta faz sua apresentação na sexta-feira, 23, no
Teatro Municipal. Ele começou na música aos 10 anos,
por influência da mãe e do irmão mais velho,
o baixista Paulo Horta. Sua veia musical está enraizada
em algumas cidades do interior de Minas Gerais, por onde seu avô,
o maestro João Horta, deixou sua marca como compositor
de música sacra e popular.
Mesmo antes do Clube da Esquina, movimento que marcou a história
da MPB nos anos 70 pela sua originalidade musical e criatividade
de seus integrantes, Toninho já bebia na fonte do jazz
nos anos 50 e 60. Em Belo Horizonte, cidade onde nasceu, um seleto
grupo de músicos mineiros era liderado pelo seu irmão
Paulo: o Jazz Fã Clube.
Hoje reconhecido internacionalmente pela crítica mundial,
Toninho leva na bagagem 20 CDs, além de centenas de gravações
ao lado de muitos artistas consagrados, como Gal Costa, Nana Caymmi
e Milton Nascimento.
Considerado o quinto melhor guitarrista do mundo pelo magazine
londrino Melody Maker em 1977 e o sétimo melhor em 1988,
Toninho consagrou-se como um dos líderes do ranking dos
melhores e mais admirados músicos da atualidade.
Sua versatilidade com o violão e a guitarra, o vocal e
os arranjos originais, fazem de Toninho um mestre do bom gosto.
Com uma concepção sofisticada, ele é um dos
músicos mais inspirados do mundo no que diz respeito à
melodia e à harmonia, como diria o guitarrista americano
Pat Metheny.
Nos anos 70 Toninho morou no Rio de Janeiro, onde se projetou
para o mercado nacional. Na década de 80 voltou para Minas
e, nos anos 90, pôde mostrar toda a sua arte nos Estados
Unidos, onde esteve radicado em Nova York. A partir daí,
seguiu viajando ininterruptamente para o Japão, Coréia
e Europa.
O músico está preparando o Livrão da Música
Brasileira, que será um marco histórico para os
apreciadores, pesquisadores e profissionais da nossa música.
Trata-se de uma coletânea com 680 partituras dos principais
compositores brasileiros. Toninho quer, ainda, colocar no mercado
nacional toda a sua obra lançada apenas no exterior, através
de seu selo, Minas Records.
O primeiro lançamento foi em dezembro de 2000 com o álbum
From Tom To Tom Um Tributo a Tom Jobim, uma sensível
homenagem ao mestre Tom Jobim. Em 2001 foram lançados os
CDs Quadros Modernos, From Belo To Seoul e, em 2002, foi relançado
o disco homônimo de 1980, Toninho Horta, que conta com a
participação de Pat Metheney em duas músicas,
incluindo a histórica Manuel, o Audaz!
Para 2004, a Minas Records está em fase final de mixagem
do CD Toninho Horta com o Pé no Forró que contará
com a participação especial de Dominguinhos, Elba
Ramalho e Vagner.