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OURINHOS Claudemir
Alves da Silva (PTB) tem 10 dias para apresentar defesa à
Comissão Processante instalada pela Câmara
A
Comissão Processante encontrou dificuldades para notificar
o prefeito Claudemir Alves da Silva (PTB) no começo da
última semana. O petebista se ausentou do município
durante pelo menos dois dias e só recebeu a notificação
na quarta-feira. Ele tem 10 dias de prazo para apresentar sua
defesa por escrito. Porém, ganhou dois dias a mais porque
o prazo final cai no sábado, que não é contado
como dia útil. Assim, a defesa deverá ser enviada
à Câmara no dia 22 de novembro.
O assessor jurídico Celso Cruz negou que o prefeito viajou
para escapar da notificação. Segundo ele, a viagem
já estava agendada para a capital com antecedência.
O prefeito Claudemir não correu da notificação,
pois ele precisou viajar na segunda à tarde, justificou
o assessor.
Após a Comissão Processante receber a defesa por
escrito, ela decide se prossegue com o processo ou o arquiva.
O prefeito tem direito a indicar testemunhas para serem ouvidas
e pedir a produção de provas. Com a entrada do recesso,
será necessária sessão extraordinária
para marcar a sessão de julgamento.
A Câmara instalou na semana passada uma Comissão
Processante para cassar o mandato do prefeito. O petebista é
acusado de autorizar supostos pagamentos indevidos nas obras de
conclusão do Centro Cultural.
No mesmo dia em que foi aberta a CP, com base no requerimento
protocolado por João Cesar Rosa, o presidente da Câmara,
Sussumo Ikuno (PTB), arquivou o relatório da Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada em agosto para
apurar as obras do Centro Cultural. O relator da CPI, Frednês
Correia Leite (PP), protocolou um documento sem as assinaturas
necessárias, não obedecendo o prazo final estabelecido
pelo regimento interno. A CP baseia as irregularidades no laudo
do perito Geraldo Nogueira da Rocha Filho, contratado pela Câmara
para fazer inspeção na obra.
Rocha Filho aponta várias irregularidades, entre elas alteração
nas datas de aditamento do contrato, indícios de superfaturamento
e pagamento indevidos de obras não executadas. Segundo
Celso Cruz, o perito não acusa diretamente o prefeito,
mas faz referências a funcionários sem indicar o
responsável pelas irregularidades. A CP é presidida
pelo vereador Flávio Ambrozim (PSDC), aliado do prefeito,
Sussumo Ikuno (PT) e Anisio Felicetti.
Sussumo Ikuno criticou o assessor Celso Cruz na última
sessão. O presidente da Câmara defendeu a contratação
do perito técnico para prestar serviço à
CPI do Centro Cultural.