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PÁSCOA Dinheiro
das vendas do chocolate é dedicado à manutenção
do Centro Social São José e da Casa do Menor, que
atendem 400 menores carentes
Produzir cerca de quatro toneladas de
bombons e ovos de chocolate para a Páscoa deste ano é
a previsão do Centro Social São José, entidade
de Santa Cruz do Rio.
O dinheiro das vendas dos doces é usado na manutenção
de duas entidades sociais uma delas é o próprio
Centro Social e a outra, a Casa do Menor. Juntas, elas atendem
atualmente 400 menores carentes do município.
Ambas as entidades foram fundadas pelo frei Francisco Pessuto,
o Frei Chico, que morreu no ano passado. Atualmente o Centro Social
é presidido por Ângela Sato.
Para conseguir atingir a meta de produção, o Centro
Social São José conta com a ajuda de cerca de 50
voluntários (leia texto nesta página) que desde
o início do ano estão trabalhando na chocolateria
da entidade.
A chocolateria do Centro Social já existe há 13
anos. Nos últimos anos, porém, a produção
de chocolate vem sendo profissionalizada.
A chocolateria, além de uma fonte de renda para a entidade,
acaba sendo também uma forma dos jovens atendidos pelo
Centro Social aprenderem uma atividade que mais tarde poderão
exercer muitos deles auxiliam na produção
dos ovos.
Os meninos que têm aulas na marcenaria da entidade também
acabam participando. Eles montam brinquedos de madeira
caminhões, pequenos móveis para casa de bonecas
e caixas que depois são pintados e finalizados
por crianças e adolescentes atendidos na Casa do Menor.
Este ano, com ajuda da comunidade, a chocolateria ganhou um forro
de gesso detalhe importante para as normas de higiene.
O auxílio da comunidade, aliás, foi decisivo para
todo o processo de construção da chocolateria. No
ano passado, o espaço ganhou mais uma sala para depósito
da produção. O que encarece uma iniciativa desse
tipo são principalmente os cuidados higiênicos.
A chocolateria, por exemplo, possui dois banheiros para se lavar
as mãos e colocar as roupas adequadas ao trabalho. Além
disso, foi necessária a instalação de aparelhos
de ar condicionado em todas as salas, para evitar que o chocolate
derreta.
Segundo a assistente social e coordenadora do Centro Social São
José, Mônica Domingues Brandini, apesar da
profissionalização da chocolateria, a venda de ovos
continua sendo encarada como uma promoção da entidade.
Não é uma fábrica. Continua sendo um
trabalho artesanal, que conta principalmente com a ajuda dos voluntários,
afirma.
Interessados em fazer encomendas devem procurar a entidade pelos
telefones (14) 3772-2244 (da chocolateria, das 9h às 23h)
ou (14) 3372-3330 (secretaria do Centro Social, das 7h30 às
17h).