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CEF simplica financiamento para quem tem ‘nome sujo’

ECONOMIA — Nova medida vai facilitar concessão de empréstimo para casa própria a quem tem o nome bloqueado em serviço de proteção ao crédito


O gerente da CEF de Santa Cruz, José Antonio Vogel, diz que agência já adotava norma estendida a todo o paísA Caixa Econômica Federal anunciou medidas para facilitar a concessão de empréstimos para a compra da casa própria. A mudança ocorrerá no processo de entrevista para a avaliação do mutuário, abrindo a possibilidade de liberação de crédito para clientes com o nome “sujo” na praça — nome lançado no cadastro de inadimplentes em serviço de proteção ao crédito.
A entrevista será simplificada e serão mantidas apenas perguntas sobre dados que não precisam ser comprovados. Segundo o gerente da agência de Santa Cruz do Rio Pardo, José Antônio Vogel, a CEF já atuava dessa maneira no processo de entrevista no município antes de a medida ser estendida para todas as unidades do banco.
Ele explicou que o primeiro passo para o candidato obter o financiamento é a entrevista, feita pelos funcionários do setor de habitação, para verificar quais as intenções de financiamento da pessoa, o valor que ela necessita, se possui algum recurso próprio que possa ser investido na compra da casa própria, se ela possui Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e se pode utilizá-lo como parte do pagamento. “Nessa entrevista o candidato é também orientado sobre as despesas que terá, desde aquelas referentes a impostos até as taxas da própria Caixa”, completou Vogel.
Para ele, o cadastro é muito simples e auto-explicativo. Após o preenchimento, o candidato a mutuário terá que apresentar seus documentos para a análise. Em cerca de cinco dias já saberá qual o valor aprovado para seu financiamento.
O nome no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) ou Serasa deixou de ser algo automaticamente eliminatório no processo da concessão do financiamento. “Aquelas pessoas que possuem o nome sujo na praça podem efetuar o cadastro e serem aprovadas, porém há um período de seis meses para que quitem as suas dívidas e possam procurar uma casa no valor do financiamento concedido”, explicou o gerente da agência de Santa Cruz. Assim, segundo ele só será negado crédito se comprovado, através de entrevista e avaliação da Caixa Econômica Federal, que o cliente não possui recursos para o pagamento das prestações. Elas são calculadas com base na renda familiar.
No caso do não pagamento das prestações, a CEF tem o direito de leiloar o imóvel, fato que já ocorreu várias vezes em Santa Cruz. “Por esse motivo é necessário que se priorize o pagamento das prestações”, aconselhou o gerente da agência.
Atualmente a Caixa Econômica Federal oferece vários tipos de financiamentos, desde aqueles provenientes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) até outros, com recursos próprios do banco. No primeiro caso, algumas restrições são necessárias: o valor máximo do imóvel deve ser de R$ 72 mil e a renda máxima familiar não deve ultrapassar R$ 2.900. Além disso, o candidato não deve possuir outra residência e a casa deve ser para habitação própria. A segunda opção é destinada aos candidatos que não se enquadram no perfil anterior e não tem limite de crédito. Segundo Vogel, em Santa Cruz o modo mais procurado é o financiamento pelo FGTS que, embora tenha o limite de R$ 72 mil, possui taxas de juros menores. “Nossa agência tem feito uma grande divulgação dos financiamentos disponíveis, tanto dos que se destinam à compra do imóvel e construção, quanto àqueles que têm por finalidade a compra de materiais de construção, modalidade que também tem muita procura devido as facilidades que dispõe”, contou.
Vogel acredita que as facilidades oferecidas pelo banco terão resultados positivos. “Acredito que o novo método irá funcionar, mas é necessário que as pessoas saibam corretamente as exigências da Caixa. Uma delas é a quitação das dívidas antes do fechamento do contrato”, advertiu.