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Para relator, não apareceu prova
concreta da entrega dos R$ 30 mil

ESCÂNDALO DO ITBI — Localli admite que vai inocentar o prefeito


Celso Localli, relator da CPI, conversa com o advogado do prefeito, João Gabriel Lemos FerreiraO vereador José Celso Localli, que pertence à bancada do prefeito na Câmara e é o relator da CPI, admitiu na última segunda-feira ao DEBATE que vai inocentar o prefeito Adilson Donizeti (PSDB) do suposto crime de ter recebido R$ 30 mil do empresário Francisco Falavigna, em agosto do ano passado. “Já está definido: se não houver nenhum fato novo no caso do dinheiro, vou relatar que não há crime algum”, disse.
Segundo Localli, por enquanto o que existem nos autos da CPI são depoimentos contraditórios, sem nenhuma prova concreta. “Nada foi esclarecido e são meras suposições, a menos que a polícia aponte algum elemento a mais na investigação”, afirmou o relator da CPI. “O que vimos é alguém acusando e outro se defendendo, nada mais”, disse.
O vereador, porém, disse que ainda não tem opinião formada a respeito da outra linha de investigação da CPI — a existência de improbidade administrativa no processo que culminou com a isenção de ITBI ao empresário Francisco Falavigna. “Eu não tenho conhecimento jurídico, pois sou apenas vereador. Por isso, estou tomando o cuidado de encaminhar pedidos a algum órgão jurídico — ou mesmo um jurista — para esclarecer em que ponto dos acontecimentos se deu a improbidade administrativa, se é que houve”, antecipou Localli.
O relator disse que já começou a trabalhar na elaboração do relatório final da CPI e vai pedir à presidência um prazo de 30 dias. “Já comecei a relatar a partir dos depoimentos das testemunhas”, afirmou.
As declarações de Localli ratificam as suposições de vários vereadores da CPI, de que o tucano vai tentar absolver o prefeito Adilson Donizeti (PSDB) de todas as denúncias apresentadas na comissão. Com isso, é praticamente certo que haverá dois relatórios na CPI, um do próprio Localli e um segundo de outro membro da comissão. Neste caso, haverá uma votação interna na CPI para avaliar qual o relatório será o oficial.