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ESCÂNDALO DO ITBI
Donizeti não gostou da foto de cadeira vazia publicada
no site do jornal na internet e disse que cenário
foi armado pela oposição
Depois
de fugir do depoimento na Comissão Parlamentar
de Inquérito que apura corrupção no caso
ITBI, o prefeito Adilson Donizeti (PSDB) ocupou os microfones
das emissoras de rádio de Santa Cruz do Rio Pardo para
atacar o que chamou de armação na CPI.
Ele ficou furioso com uma foto publicada na página do DEBATE
na internet, mostrando uma cadeira vazia no plenário da
CPI na segunda-feira, quando Donizeti deveria depor. Armaram
um circo para que meu inimigo capital fizesse fotos de uma cadeira
vazia, disse o prefeito, referindo-se ao diretor do DEBATE.
Segundo ele, todos já sabiam que eu não iria
à CPI, fazendo menção aos pronunciamentos
nas emissoras de rádio na manhã de segunda-feira,
horas antes do horário marcado para o depoimento. Na verdade,
a comissão não pode aceitar um pronunciamento em
rádio como comunicado oficial do prefeito. Assim, a CPI
decidiu aguardar a presença do prefeito no plenário
da Câmara durante mais de uma hora.
Para Donizeti que tem contrato publicitário com
as emissoras de rádio , houve uma montagem
de cenário, com cada vereador em sua poltrona, para que
meu inimigo ficasse tirando fotografias. Segundo o prefeito,
há pelo menos três pessoas que querem cassá-lo
de qualquer jeito, citando os nomes do empresário
Francisco Falavigna com quem tinha ótimo relacionamento
até que o empresário denunciou que entregou dinheiro
ao prefeito , o vereador Jorge Araújo (PHS), presidente
da CPI, e o jornalista Sérgio Fleury Moraes, diretor do
DEBATE. Segundo o prefeito, a CPI é política
e foi criada pela oposição com o único objetivo
de abrir uma Comissão Processante e cassar seu mandato.
É (sic) cartas marcadas, disse Donizeti, para
quem o presidente da CPI, Jorge Araújo, estaria interessado
nos holofotes da mídia. Demonstrando confiança
em continuar governando Santa Cruz, o prefeito garantiu que a
oposição vai continuar tentando cassá-lo
nos próximos 3 anos e meio. Ele lembrou, ainda, que nas
últimas eleições já enfrentou um processo
de cassação, que foi arquivado pela Justiça
Eleitoral de São Paulo.