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A paralisação
dos servidores do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) continua
na unidade de Santa Cruz. A greve teve início no dia 6
de junho, e por enquanto não há previsão
de quando o atendimento ao público voltará a funcionar.
Segundo funcionários da Previdência Social de Santa
Cruz, nas últimas semanas nenhuma proposta foi feita, e
a situação continua a mesma. A unidade de Santa
Cruz atendia em média 130 pessoas por dia, de 13 cidades
da região. Os sevidores pedem reposição
de 18%, índice correspondente às perdas acumuladas
no governo Lula. A greve atingiu 94 das 164 agências do
INSS no estado de São Paulo. O governo federal alega que
como não houve acordo entre as partes vai retirar da mesa
de negociação as propostas que já foram apresentadas
para a categoria. Para pressionar os grevistas a retornar ao trabalho,
o Ministério do Planejamento informou que determinou o
corte do ponto na folha de pagamento. Ou seja, ameaça descontar
dos salários dos grevistas dos dias parados. Em nota oficial,
o Planejamento informou que apresentou aos grevistas várias
propostas para encerramento da greve. Uma delas previa pagar R$
140 milhões em gratificações aos funcionários
a partir de 2006. No entanto, essa gratificação
seria vinculadas ao aumento de produtividade. Os servidores queriam
que a gratificação fosse fixa. Os servidores pediram
para que a gratificação começasse a ser incorporada
ainda aos salários de 2005 da categoria sem ocorrer acordo.