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PHS de S. Cruz contesta prefeito

A direção do PHS vem esclarecer à população santa-cruzense que sempre foi e continua sendo um partido independente de rivalidades políticas, e ao contrário do que disse o prefeito municipal em entrevista a uma emissora de rádio em 19 de julho deste ano, não apoiou o PT nas eleições municipais de 2004, além de não ter lançado nenhum candidato a cargo majoritário, como também não terá nenhum benefício em um eventual afastamento do prefeito, haja visto que a vice-prefeita também pertence ao PSDB.
O PHS, com três vereadores no legislativo que integram a CPI, é um dos partidos com maior representatividade na Câmara Municipal e sabe das suas responsabilidades. Acusar membro dessa legenda é apenas um ato de avaliação precoce de um prefeito que, ao meio de lamas e ruínas no âmbito federal, com escândalos de mensalões e outras denúncias que mancham a imagem do nosso país, também está sendo investigado por supostas irregularidades administrativas no município. As investigações devem prosseguir com a mesma seriedade, sem interferências, havendo culpado ou culpados, a punição deverá ser aplicada.
O PHS tem o compromisso com a verdade e não admitirá impunidade a culpado ou culpados. O vereador Jorge Araújo preside a CPI municipal com isenção e equilíbrio e, assim como José Brasílio Romano, Samuel Reis da Silva e membros de outros partidos na CPI, está executando os seus deveres de representante do povo no legislativo com imparcialidade.

— Celio Gonçalves Guimarães (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)



Democracia

A democracia nos dá, entre outros direitos, a liberdade de expressão, mas o respeito às autoridades deve ser mútuo, coisa que não tenho visto nos últimos tempos em minha cidade. As constantes trocas de verbo de baixo nível nas emissoras de rádio têm derrubado cada dia mais o prestígio dos nossos representantes. É prefeito envolvido em escândalo, vereador acusando vereador, e constante desrespeito a uma comissão constituída, que é a CPI municipal. Respeitar essa comissão seria o mínimo a fazer, quem por ela está sendo investigado, triste política, que a verdade vença as mentiras...
Pois o dono da verdade não é quem fala mais alto, como na época do “Independência ou morte”, ou tantos outros líderes, imperadores que com suas espadas declaravam independência, demarcavam territórios e conquistavam tronos. Estamos no século 21, na era da comunicação, pois então devemos nos cuidar, afinal a verdade nem sempre está em quem ocupa espaço nos meios de comunicações para enviar sua mensagem.
Ainda nos restam políticos solidários com o povo. Eduardo Suplicy bateu de frente com sua bancada ao assinar o requerimento da CPI do mensalão. Em Santa Cruz do Rio Pardo o vereador Rui Reis bateu de frente com a bancada da situação ao sugerir o afastamento do prefeito durante os trabalhos da CPI municipal.

— Marcos Fernando Villas Boas (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)



Ali-Babá

Assistindo à TV Câmara e TV Senado sigo o dia-a-dia da CPI dos Correios e fiquei perplexo com esse governo que tanto falou em passar o Brasil a limpo, ou na verdade limpar o Brasil, cortar na carne ou cortar a carne (picanha, alcatra etc...). Esse partido, o qual foi o berço do atual presidente, é símbolo das falcatruas. Dentro desse contexto, assimilei a famosa fábula de Ali-Babá e os quarenta ladrões, a qual foi publicada na primeira edição da coleção Tesouro da Juventude publicada por volta da década de 1.920. Eu quero divulgar um pequeno trecho:
“No reino da Pérsia, nos estados de Harun-Al-Raschid, havia dois irmãos, um dos quais se chamava Cassim e outro Ali-Babá. O pai tinha-lhes deixado poucos bens, e como os tinha distribuído por partes iguais, parece que suas fortunas deviam ser iguais, mas o acaso dispôs as causas de outra maneira.
Cassim casou com uma mulher que, pouco depois do casamento, herdou uma loja bem provida, um armazém com gêneros da melhor qualidade e ainda vários bens. Assim veio a ser Cassim um dos comerciantes mais ricos da cidade.
Ali-Babá, pelo contrário, tinha casado com uma mulher pobre, vivia numa humilde casinha, e sua única ocupação era ir cortar lenha em um bosque que havia ali perto e depois ir vendê-la para a cidade, acompanhado de três burros que tinha para esse fim.
Um dia estava Ali-Babá no bosque e viu uma grande nuvem de poeira que se elevava no ar e que se aproximava do sítio onde ele estava. Olhou com atenção e viu um grupo de pessoas a cavalo.
No país não se falava em ladrões, mas apesar disso, Ali-Babá pensou que aqueles o podiam ser, portanto, sem querer olhar para seus burros, desatou a fugir, pois o que queria acima de tudo era salvar seu próprio pêlo. Subiu para uma árvore tão copada e com ramos tão unidos que dela podia observar sem ser visto por ninguém. Os cavaleiros chegaram perto de uma rocha e apearam-se; Ali-Babá contou quarenta, e não duvidou um instante que fossem ladrões devido ao seu traje e aparência, e realmente não se enganava. Não prejudicavam nada os arredores e iam roubar para muito longe voltando depois ali, onde tinham as suas reuniões; com que viu e ouviu esta opinião confirmou-se.
Cada um deles atou as rédeas do seu cavalo a uma árvore, pôs-lhe ao pescoço um saco de cevada que levava na garupa e carregou-o com sua respectiva mala. A Ali-Babá pareceram-lhe algumas muito pesadas e imaginou que estariam cheias de ouro e prata...”
A estória ilustra a realidade, e a realidade fica na história. Qualquer semelhança é mera coincidência. “Todo câncer um dia aparece”.

— José Antônio Figliolia (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)



Desculpas

Nas últimas semanas, foram noticiados pela imprensa alguns casos de grande repercussão nacional, envolvendo nomes de peso no cenário político. Ops! Pensando bem, acho que pesada mesma deve ser a consciência dessas pessoas.
Os diversos escândalos que assolam nosso país não merecem comentários porque já são há muito tempo conhecidos. Ademais, mudam-se os sujeitos, mas os atos ilegais continuam os mesmos. Sabemos até o final. Assim não tem graça! Cadê a surpresa?
Não bastassem esses episódios, algo nos chama a atenção, tamanha a monstruosidade com que se está instalando. Alguns indivíduos parecem que estão contaminados por uma nuvem negra de exibicionismo econômico.
Hoje fala-se em milhões de reais, como se estivéssemos colhendo dinheiro em árvore. Afinal, é “plantando” que se colhe. Dizem que é só adubar. Lembram da propaganda: é só adubar, que “roubando” dá...
Depois, falam da grande e inequívoca disparidade social. Será que o disco não muda? Já decoramos isso, mas pra que mudar? Afinal quem vai se beneficiar com uma sociedade mais igualitária? Serei eu? Ou quem sabe, você? Deixa pra lá...
A propósito, viva a democracia! Como é bom respirar o ar da liberdade! Seremos eternamente gratos às pessoas que doaram seu sangue para conquistá-la, mesmo sem ter a chance de sentir sua presença.
E, diante disso, devemos dizer então muito obrigado. Certo? Errado! Talvez a palavra que melhor se aplica seja “desculpas”. “Desculpas” por não termos a mesma garra dos brasileiros que perderam a vida de forma gratuita. “Desculpas” por nossa omissão quando os reclamos da moralidade nos chamam a exaltá-la. “Desculpas” pela atual supremacia do individualismo sobre a coletividade, quando foi essa inversão de interesses responsável pela independência do agir e pensar humano. No final, qual o saldo a apurar? Vejamos:
É cediço que a Polícia Federal realizou uma operação, diga-se, aliás, muito bem sucedida, envolvendo a Daslu, considerada a maior loja da América Latina, onde seus preços devem ser também diretamente proporcionais.
A despeito, todos os veículos da imprensa divulgaram o caso, alguns com grande propriedade e competência jornalística que a classe exige. Entretanto, um programa de TV do SBT, foi muito infeliz ao tratar o assunto, sendo protagonistas as apresentadoras Hebe Camargo e Adriane Galisteu. Ainda bem que o galo já dormia...
Espantem caros leitores. O que era de se esperar ficou no esquecimento. A corda arrebentou. Quem caiu? Bingo! A Polícia Federal! Acredite se puder! As apresentadoras não economizaram elogios para desabonar a atitude dos policiais. Ora porque a ação policial utilizou-se de número excessivo de policiais, ora porque a megaloja gera números expressivos de empregos e renda, ora porque exerce atividade assistencial junto a pessoas carentes, etc...
Digam-me, imaculados! Esses escassos argumentos têm o condão de excluir a responsabilidade social, para não se falar criminal, das pessoas investigadas? Claro que não! Insta esclarecer às nobres apresentadoras que os traficantes de entorpecentes e drogas afins, por exemplo, também promovem a assistência social no seio comunitário a qual pertencem, quer patrocinando medicamentos, quer fornecendo alimentos aos desprovidos financeiramente. Do mesmo modo, incabível aceitar tal permissa. Se assim fosse, estaríamos à mercê de uma benevolência assistencial. Por óbvio que a atuação da Polícia Federal não interessa aos mais afortunados. Pensem... onde essas pessoas irão adquirir seus pertences...talvez passem a comprar na 25 de Março, no Brás, na José Paulino, quem sabe...
Essa é a gratidão daqueles que detêm a possibilidade de externarem ao público algo de concreto para o desenvolvimento intelecto-social. Bem ou mal, ao menos para grande maioria, a persuasão de suas palavras convencem alguns e adivinhe... você está contaminado! Critica-se tanto a moralidade da administração pública, mas quando somos chamados a pronunciar sobre algo do gênero, o que fazemos? Simplesmente somos políticos, cúmplices de uma ditadura moral, que ainda reina no consciente de alguns cidadãos. Isso mesmo, no consciente!
Pagou-se tão caro pelo livre arbítrio e, no entanto, continuamos reféns não mais do autoritarismo, mas sim do “eu”. A razão pela qual esse fenômeno ocorre é tão cristalina e oportunista. Chama-se “interesse”. Como seres inteligentes, guiamos nossos comportamentos e expressamos nossas opiniões de acordo com o interesse que motiva cada um de nós. Isso é extremamente importante, afinal, o que não beneficia o “eu” é irrelevante.
Realmente o Brasil é impressionante! Gigante pela própria natureza... Pobre no comprometimento moral, ético e material dos brasileiros... Somos responsáveis por aquilo que repetimos. Salve a democracia! “Desculpas” aos que merecem nossa gratidão...

— Pablo Paiva Palma (Bauru-SP)



Solidariedade

Uma vergonha o que ocorre em nossa cidade relativamente à Saúde. Temos um sistema insano e mal administrado que não conhece as diretrizes básicas de apoio aos insalubres, especialmente a quem depende do serviço emergencial do pronto-socorro local. Como no caso de nossa visitante Sra. Maria Zoraide S. Bragante, da cidade de Lins, que veio por força do destino a conhecer as barreiras salutares das quais o próprio povo santa-cruzense sofre conseqüências. No tocante à matéria enviada ao DEBATE e publicada na edição de 17 de julho, ela tem toda razão quanto ao Sistema Único de Saúde compreender um serviço descentralizado e humanitário, porém, uma grande massa da população carece de informações objetivas dos famigerados órgãos de saúde reguladores dos direitos dos pacientes, que por certo lhes convêm não divulgar.
A Lei Estadual nº. 10.241/99 deixa bem claro em seu artigo primeiro que a prestação de serviços e ações de saúde, de qualquer natureza e condição no Estado de São Paulo, deve ser universal e igualitária, bem como os demais itens que encerram a referida lei, enfatizando outras responsabilidades não cumpridas por nossos socorristas. No entanto, a Resolução nº. 1.451/95 do Conselho Federal de Medicina, já previa a obrigação de prontos-socorros em dar continuidade à assistência no local ou em outro nível de atendimento. Ainda assim, um serviço de relevante importância para a população, diz respeito ao Ministério da Saúde que nos têm à disposição um serviço de atendimento ao cidadão pelo telefone 0800-61-1997, mormente em horário comercial de segunda a sexta-feira, e que inclusive oferece oportunidades para uma suposta denúncia contra maus atendimentos em certos estabelecimentos.
Para internautas existem links disponíveis nos sites: www.portalmedico.org.br e www.cfm.org.br, e ainda no www.sau-de.gov.br, serviços esses com a certeza de que todos serão bem atendidos e devidamente orientados, e por incrível que possa parecer esses acessos funcionam. Em oportuno, uma sugestão para que os nossos vereadores busquem leis semelhantes nos órgãos federais de saúde e obriguem por lei municipal que as entidades assistenciais as afixem em locais visíveis aos usuários, a substituir as famosas plaquinhas que inibem o cidadão contra desacato de funcionários, muito embora seja parte deles que nos oprime.

— Paulo José Patrocínio (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)



Praça ameaçada

A praça Octaviano Botelho de Souza está morrendo aos poucos. Sou taxista há 20 anos, nesta praça, embaixo dessas lindas árvores, mas apareceram uns irresponsáveis e puseram veneno em 1,2,3,4... Enquanto brigávamos por 2, mataram 3, e agora 4. Nós, 6 motoristas, já estamos no sol, das 6h às 6h. Revoltados, chamamos a polícia florestal e constataram o envenenamento; passei o assunto para um amigo vereador (Rui Reis), que é neto do senhor Otaviano Botelho de Souza, genro de Sebastião Botelho de Souza, casado com a Terezinha Botelho.
Agora, o que nós queremos é, com o prefeito Adilson Donizeti e a Câmara completa, um documento autorizando uma cobertura — a conversa aqui é a seguinte: não querem mais ponto de táxi na praça. E nós não atrapalhamos em nada. Plantamos 8 árvores novas, mas existem comentários de que elas já estão condenadas; nós já não temos mais banheiro, lutaram até derrubar, agora querem cortar a água da praça que não é nossa; aqui passam por dia mais de 100 pessoas que usam dessa água.
As pessoas de fora pedem um banheiro, a gente fala que não tem e é muito chato isso, o que adianta uma igreja de milhões, com banheiros ao lado, mas trancados com cadeado? O que Deus quer não é isso. Deus quer que o bom cristão pregue o amor, a paz, o entendimento entre o povo; você tem que acordar cedo e pedir: Jesus venha morar comigo, em meu coração; mas num coração puro, não num coração imundo, cheio de má intenção e inveja. Quando você, que fez isto, for fazer uso deste veneno, faça para si próprio, deixe o resto das nossas árvores dar a sombra para os pássaros e para nosso povo santa-cruzense.
Eu tenho levantado até três vêzes na noite e passado pela praça, mas não vi ninguém. Se eu encontrar alguém a coisa vai ser diferente.
Por isso peço para você ler este texto, fazer um exame de consciência e deixar de cometer esses crimes.
— Genésio Demarqui (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
Agradecimentos
No dia 08/07/2005, os dirigentes do Lar São Vicente de Paulo, de Santa Cruz do Rio Pardo, tiveram a grata satisfação de receber a visita pastoral do senhor Bispo de nossa Diocese Revmo D. Salvador Paruzzo, acompanhado pelo Frei Estevão Nunes, da Paróquia de São Sebastião.
Durante a visita tiveram a oportunidade de conhecer todas as dependências do Lar. O senhor Bispo fez questão de cumprimentar individualmente a todos os idosos. Na hora da refeição abençoou a todos.
Após a visita foi servido um almoço aos presentes, onde tivemos a oportunidade de um diálogo para troca de experiências com respeito ao atendimento dos idosos da nossa vivência como vicentinos.
Ficamos sensibilizados com as visitas, que nos deram mais incentivo para continuarmos o trabalho com nossos idosos, que necessitam não só de alimentação para o corpo físico como também ao corpo espiritual.
A seguir transcreveremos o termo de visita do Senhor Bispo: “Quero expressar a minha alegria e gratidão à coordenação do Lar pelo trabalho nobre de servir Jesus nos irmãos idosos e doentes. Que a bênção de Deus acompanhe todos e Nossa Senhora nos proteja. Ass: D. Salvador Paruzzo”.

— Nilda P. S. Caricati, vice-presidente e diretora (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)



Pior sem ele

É curiosa essa dúvida atual sobre se o presidente Lula sabia ou não de toda essa maracutaia que envolve seu governo. É claro que sabia. Ou alguém pode acreditar que um bode expiatório igual a Delúbio Soares e outros mais fariam tudo isso por conta e risco próprio?
A dúvida que de fato incomoda é se deve-se ou não insistir no assunto, preocupados com conseqüências desastrosas, tais como o retorno de gente do tipo Artur Virgílio e sua turma ao poder. Há quem ache que ruim com Lula, muito pior sem ele, afinal corrupção não é algo inédito no país, ela está apenas aparecendo mais, sendo esmiuçada, deixando de ser ardilosamente abafada como nas administrações anteriores.

— Habib Saguiah Neto (Marataízes-ES)



CUT e Ministério

A indicação de Luís Marinho, presidente da CUT, para Ministro do Trabalho, pelo presidente Lula e a aceitação do mesmo, demonstram mais uma grande contradição entre as lutas e anseios da base da Central e a postura de parte de seus dirigentes; pois ninguém tem dúvidas de que, frente à grave crise que assola o governo, a opção do presidente Lula não é por mudanças na política de alianças e nem nos rumos da economia, mas ao contrário, pelo aprofundamento das alianças com setores fisiológicos da política nacional e pelo aprofundamento ainda maior da política econômica, agora com a ajuda de Delfim Neto, que está propondo o chamado “Déficit Nominal Zero”, que representará mais ataques à educação, à saúde, à seguridade social e maiores dificuldades para a população brasileira. Ao invés de aceitar cargo no governo, a postura de um dirigente da Central neste momento deveria ser de total independência e autonomia, com a implementação de ações e lutas que dessem conseqüência à exigência de mudança na política econômica, com suspensão do pagamento da dívida e rompimento com as políticas do FMI. Deveria ser de reafirmação da defesa dos direitos trabalhistas e sociais, contra as políticas neoliberais; de defesa intransigente das reivindicações do funcionalismo público, em greve há mais de 40 dias, com seus sindicatos penalizados com multas judiciais e sem resposta séria por parte do governo. As promessas de criação de 10 milhões de empregos não passam de falácia e as políticas sociais até agora anunciadas, ou não saíram do papel ou não superam a lógica de políticas compensatórias localizadas, que não apontam para a solução dos graves problemas sociais vividos pela população brasileira.
As graves denúncias de corrupção nas empresas públicas e estatais envolvendo partidos da base aliada e do próprio PT demonstram a continuidade da política do “toma lá da cá” de governos anteriores, com a condenável compra de votos de parlamentares corruptos, que aprovam medidas e reformas contra o povo. Para nós, toda essa crise vivida pelo governo Lula neste momento é conseqüência da opção consciente do presidente Lula em fazer e manter aliança com setores corruptos da burguesia nacional, para dar continuidade ao projeto de desmonte das políticas públicas de submissão ao grande capital internacional. Por tudo isso e por não demonstrar nenhuma intenção em cumprir com o projeto de mudanças e transformações para qual foi eleito, inclusive, com o apoio da CUT, entendemos ser um grave equívoco o presidente da Central Única dos Trabalhadores, sem sequer comunicar à direção da central, aceitar um cargo em um governo que coloca em curso reformas que são prejudiciais aos trabalhadores brasileiros, como a reforma sindical e trabalhista; que não tem demonstrado nenhuma intenção de mudar os rumos de sua desastrosa política econômica, e de desvencilhar de suas más companhias, que tantos males já causaram ao nosso país.
Por independência e autonomia sindical, já!

— Walter Tavares Júnior (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)



OURINHOS
É preciso coragem para
remover os trilhos da cidade

A remoção dos trilhos da área urbana de Ourinhos é um sonho antigo que a população acalenta há mais de 50 anos. Houve época em que até projeto foi apresentado, inclusive com o trajeto alternativo, mas foi abandonado em face de resistência de comerciantes e influentes especuladores imobiliários, que viam na medida um esvaziamento da cidade. Realmente, no período a ferrovia movimentava pessoas e riqueza. Apenas os grandes administradores — verdadeiros estadistas — podiam vislumbrar a importância do projeto para nossa cidade. Outras cidades, como Avaré, realizaram essa medida e o traçado urbano ganhou nova dimensão.
Portanto, não se discute que a providência é bem vinda — mesmo diante das imensas dificuldades existentes poderia marcar um novo período de progresso e vitalidade para a Rainha do Vale do Paranapanema. É bom lembrar que outras áreas degradadas — como é caso da avenida Jacinto Sá — também poderiam merecer um tratamento urbanístico moderno, mediante remoção de indústrias, armazéns obsoletos e áreas vazias ali existentes praticamente abandonadas. Seria um projeto a ser implementado a médio e longo prazo, cuja visão imediatista de nossos administradores públicos não consegue ousar apresentar como proposta de governo.

— Noel Gonçalves Cerqueira - (Guarujá-SP)



Lula, o ilusor

A patriota e corajosa senadora Heloisa Helena disse pela rede de TV que conviveu com a gangue do PT e que Lula, o ilusor, sabia de tudo o que se passava no PT e no seu governo. Era ele quem articulava tudo, e nomeou seus amigos apadrinhados, a grande quadrilha. A campanha eleitoral de Lula para presidente da República foi milionária. De onde veio toda essa dinheirama? É fácil saber: veio das agências de publicidade, das centenas de Marcos Valérios e Josés Dirceus da vida. E dos cento e sessenta milhões de reais dos empréstimos que o PT recebeu de bancos para eleger o Lula. Gente entendida de finanças diz que o PT teria que pagar mensalmente mais de seis milhões de reais em juros. Dívida impagável, ou seja, a falência do PT.
O José Dirceu do exponencial aos labirintos da corrupção foi executado pelo seu próprio cadafalso. Caiu com ele sua arrogância, suas mentiras e todo esse mar de desonestidades. José Dirceu, de ditador arrogante, com a surpresa revelada na voz mostrando ecfonema, sofreu de um histerismo delirante. Agora o todo poderoso leão selvagem é um cordeirinho manso.
Todos os santos dias nós recebemos notícias ruins e escabrosas dos escândalos. Como carregar dinheiro em espécie em malas, cuecas ou aviões. Esses métodos são novidades, porque qualquer cidadão normal depositaria em uma agência bancária e retiraria em outra. O filho de Lula é sócio de empresa publicitária e presta serviço ao governo federal. O Lula diz que não fica sabendo nada sobre a vergonhosa e imoral publicidade, mas é claro que sabia de tudo. Até que parte do empréstimo do dinheiro foi usado na festa da posse. Por dinheiro no PT até matam, como o caso do prefeito de Santo André.
Como bem disse o senador Arthur Virgílio com todas as letras: “Lula é corrupto, ou no mínimo um idiota”. Enquanto o país está pegando fogo com lágrimas e lamentações, o sr. Lula está se deliciando nos prazeres, aproveitando o cargo e viajando como jamais outro presidente fez, levando a vida que pediu a Deus. Levou para a França centenas de pessoas por conta do governo federal, para comemorar com prandias e grandes churrascadas que consumiram quase uma tonelada de carne de primeira. Junto com ele, o ministro da Cultura faz o papel de coadjuvante. Para encerrar a festança, Lula comprou doze aviões usados da França pelo custo de cento e setenta e três milhões de reais. A Embraer, empresa nacional fabricante dos melhores aviões do mundo, foi desprezada por ele. Isto é uma afronta para a Embraer e para o Brasil. É desprestígio para a indústria nacional.

— Renato Luz (Ourinhos-SP)



O poder da Globo

É impressionante o poder da Rede Globo. Se o canal sair do ar, ainda assim manterá 25 pontos de audiência. Serão aquelas pessoas que ficarão assistindo bolinhas e aguardando a volta da “programação normal”.
O canal vem dando grande cobertura acerca da avalanche de denúncias envolvendo os corruptos, quer dizer, políticos brasileiros. Jô Soares entrevistou o deputado-bomba Roberto Jefferson (PTB/RJ). Falou e falou e no final até cantou. Não foi sério.
Em uma entrevista ao Jornal da Globo, Delcídio Amaral (PT/MS), presidente da CPI dos Correios, fugiu claramente de todas as perguntas. Perguntavam qual a cor do cavalo branco de Napoleão e ele respondia que a imparcialidade iria prevalecer sempre e blablablá. Chegou a ser cômico. Dei boas risadas antes de dormir.
O que está me instigando é porque até agora todos inocentam o presidente Lula de qualquer acusação. Não acredito que nosso presidente seja uma marionete, como alguns gostam de dizer para defendê-lo. É difícil imaginar que Lula não sabia de nada dessa sujeirada. Tudo bem que ele viaja muito, mais do que FHC inclusive, mas quando dá uma passada por aqui deveria se inteirar do que acontece na terra tupiniquim.
Com toda essa lambança acontecendo em Brasília, lembro do impeachment de Collor. Importante ressaltar que aqueles jovens com caras pintadas vestidos de preto não cassaram ninguém. Nem poderiam, é claro. Como iriam cassar alguém se a maioria nem sabia o porquê de suas caras estarem pintadas? Assim como a Globo deu a vitória a Collor, com aquele debate editado, voltou atrás e o cassou. Igual aquele árbitro de futebol que dá um pênalti para cada lado para se isentar. Resta saber até quando a Globo vai proteger o presidente. Resta saber até quando Lula presidente será conveniente com a Globo. Por enquanto ele é o nosso presidente, até que Globo nos separe.

— Bernardo Fellipe Seixas (Ourinhos-SP)



Tudo confuso

E o Ernesto me diz que não entende mais nada, que bagunça!
Ele me perguntou e eu não soube responder, e acho que ninguém vai. Olha só a dúvida do rapaz: “Se vivemos numa cidade que faz parte de uma federação, portanto, deveria seguir os rumos que a mesma segue, há algo torto! Pois, se espocam no Congresso denúncias de compra de parlamentares, através do nomeado mensalão, porque nos municípios não começaram a tentar saber o porquê de muitos eleitos por um partido, que em princípio era oposição ao prefeito eleito, de uma hora pra outra, ficaram inclusive sem legenda partidária, e agora fazem coro e apóiam a bancada que então seria governista? E olha que muitos eram inclusive do partido do candidato oponente!” Aí só pude dizer: — Não sei!
E vejam só: o povo está — diferentemente dos políticos — vendo a democracia como ela realmente deveria ser, ou seja, o governo do povo, pelo povo e para o povo.
Porém, acho absurdo, com tantas taxas, impostos, ICMS daqui, ISS dali e outras coisas, termos nós os ourinhenses que arrecadar fundos, através de uma conta bancária quase anônima, para termos uma viatura de resgate para o Corpo de Bombeiros, e melhorar as condições de trabalho dos mesmos. Não que eles não mereçam e que não seja necessária a viatura, porém, já não pagamos essa conta? E pra fechar: “Salve o tricolor paulista, amado clube brasileiro...”. Acho que posso, já que nosso presidente, mesmo com todo seu protocolo, vive falando por aí de outro time! E que ele comece a colocar aquela barba de molho. A água suja tá raspando!

— Delci Silva (Ourinhos-SP)