• Dicas

• VOLTA — Apesar do recesso parlamentar, vereadores de Santa Cruz já foram convocados para sessão extraordinária e retornam às atividades no próximo dia 1º de agosto.

Quem mentiu?

O advogado que defende o prefeito Adilson Donizeti (PSDB) na CPI, João Gabriel Lemos Ferreira, reclamou, na reunião de segunda-feira, do tratamento que o DEBATE deu ao fato da diretora da secretaria geral da prefeitura, Maria de Lourdes Motta Moretto, ter revelado que foi o procurador jurídico Antônio Manfrin Júnior quem elaborou o decreto que regulamentou a lei de isenção do ITBI. Em depoimento anterior, Manfrin havia negado a autoria. Para João Gabriel, a reportagem insinuou que Manfrin mentiu, mas, segundo ele, pode ser Maria de Lourdes quem está faltando com a verdade.

Tática

O prefeito Adilson Donizeti pediu a convocação do suplente Luiz Besson para compor a CPI por uma razão matemática: com 7 membros, o prefeito passaria a ter 3 votos (contando com Roberto Mariano Marsola). Neste caso, basta cooptar mais um para arquivar qualquer relatório da CPI.

Marcação cerrada

O vereador Roberto Mariano Marsola (PTB) foi escalado pelo prefeito para tentar cooptar o vereador José Basílio Romano (PHS), membro da CPI. Nos últimos dias, Marsola tem permanecido diariamente, durante horas, no estabelecimento de Basílio. Este, por sinal, esboçou nos últimos dias um descontentamento com seu grupo político. Mas Marsola já admitiu a vereadores que se a maioria se manifestar pela cassação, ele votaria a favor.

Rebatendo

O prefeito Adilson Donizeti (PSDB) atacou o presidente da CPI, Jorge Araújo (PHS), em rádio na segunda-feira. No dia seguinte, o repórter da rádio Morena localizou Araújo e o entrevistou. Minutos depois de ir ao ar a entrevista do parlamentar, o prefeito já estava ao vivo na mesma emissora para rebater o vereador da CPI e fez novos ataques. O tucano chegou a criticar o fato de os vereadores fazerem um relatório em separado, o que é plenamente legal.

Ato falho

O vereador Luiz Besson (PP) tornou público na quarta-feira que “infelizmente” o prefeito Adilson Donizeti (PSDB) não entregou um cargo de secretário a um dos vereadores eleitos do PSDB que permitiria ao pepista assumir uma vaga na Câmara. Besson presidiu o legislativo na gestão passada num dos períodos de maior subserviência da Câmara junto ao Poder Executivo. Besson, por exemplo usava telefones da Câmara para encomendar a compra de caixões de defunto de sua funerária. Até hoje nem Ministério Público e nem Tribunal de Contas do Estado (TCE) se interessaram pelo assunto. Sorte de Besson.

Quebra

A quebra de sigilo bancário e telefônico é o que tem revelado para o Brasil os esquemas de corrupção envolvendo deputados no Congresso, o tesoureiro do PT Delúbio Soares e Marcos Valério. Em Brasília, as CPIs estão mostrando o mundo sujo da política. A nação não agüenta mais propinas, mensalões e outros expedientes de políticos corruptos.

• Frases

DE ONTEM

“A prefeiturta virou cabide de emprego para puxa-sacos”.
Adilson Donizeti Mira, vereador, em março de 1995 em pronunciamento na Câmara durante sessão ao criticar reajuste de IPTU proposto na gestão de Manoel Carlos Manezinho.

DE HOJE

“O Judiciário não tem verbas e nem capacidade de organizar o acompanhamento de forma mais eficaz".
Mauricio Saliba, professor sobre aplicação de medidas sócio-educativas a menores infratores previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

• Coisas da política

Jânio e o “Pasquim”

Quando começou a tímida redemocratização do Brasil, ainda no governo de João Figueiredo, o jornal “Pasquim” começou a dar espaço para vários políticos cassados ou perseguidos pela ditadura militar. Um deles seria o ex-presidente Jânio Quadros, que sempre teve fama de beberrão. Porém, a equipe do satírico jornal — entre eles Jaguar, Ziraldo e outros — não ficava atrás na questão etílica.
Assim, marcaram uma entrevista coletiva com o ex-presidente, na casa de Jânio, para falar sobre a situação do Brasil.
E o uísque foi correndo solto, enquanto Jânio falava aos interlocutores. No entanto, foi a equipe do “Pasquim” que pediu trégua. Não agüentavam mais beber e não viam a hora de sair daquela casa.
Quando Jânio foi à cozinha buscar mais bebida, todos aproveitaram a deixa e saíram por uma porta lateral. Já na rua, percebem alguém correndo atrás. Era o ex-presidente, querendo continuar a entrevista, para desespero dos jornalistas.