• Coluna de João José Corrêa

Ele foi assim

João José Correa
Da Equipe de Colaboradores

Teve, mas não deu!
Soube, mas não ensinou!
Pôde, mas não fez!
Foi, mas é como se não tivesse sido!
Recebeu, mas não passou adiante!
Vai, sem que ninguém o note!
Quando chegou à “última idade”, se deu conta de que foi apenas uma polia louca — girando a mil —, com seu enorme potencial, mas desligada de todas as outras engrenagens com que deveria fazer contato. Isolou-se, não servindo a ninguém e nem a si mesmo. Frustrou-se.
Sabe que não vai deixar saudade. Por outro lado, se conscientizou de que não vai levar tudo o que amealhou. Vai partir como chegou!...
Quanta gente a gente conhece como esta de minha crônica? Quem sabe até nós mesmos?
Hoje pensei seriamente nesse assunto — ter — saber — poder — ser — receber — dar. E mais — ser notado — ser presente — ser ligado — ser lembrado.
Para tanto, preciso rever posições, antes de ser uma polia louca.
Devo ser menos egoísta e mais solidário; dar mais que receber; estar presente; servir!...
Mas, cadê força? Quem sou eu para fazer tanto?
Será que posso?...O jogo está perdido?...
Resolvi que vou tentar. Afinal, sempre é tempo.
Quem sabe, ainda consigo empatar a partida. Por que não, vencer numa prorrogação? Nos pênaltis?
Em último caso, receber, como o Maradona, u’a mãozinha do juiz?...
E, por que não?...