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Festival de Música reafirma vocação cultural da cidade

CULTURA — Nelson Ayres diz que em país tão carente de projetos na área cultural, o Festival de Ourinhos é uma referência; evento encerra-se neste domingo, 24



Nelson Ayres e Toninho Carrasqueira, em show no Teatro Municipal
O 5º Festival de Música termina na manhã deste domingo, 24, com apresentação no Teatro Municipal “Miguel Cury” dos grupos formados durante o evento. O festival reuniu músicos, estudantes e professores numa semana de cursos e apresentações. O homenageado deste ano foi o flautista Toninho Carrasqueira, que se apresentou na quinta-feira, 21. No programa do show, obras de Pixinguinha e Bach, com a participação de sua irmã, a pianista Maria José Carrasqueira e do violoncelista Guerra Vicente. O flautista encerrou sua apresentação com “Os Borulóides”, peça para duas flautas e piano composta por Edmundo Villani-Cortes, que foi professor do festival em 2003 e 2004. A presença do flautista no show de Nelson Ayres, na terça-feira, 19, foi um dos momentos emocionantes do Festival. Dentre as atrações deste ano, houve a participação da ourinhense Gisele Nacif Witkowski, em um concerto com o também pianista Fábio Witkowski. Gisele foi a solista da Orquestra Paulista que se apresentou no Teatro no sábado, sob a regência de Juliano Arruda. Apesar do apoio dos músicos e da população, o evento foi alvo de críticas de opositores políticos no passado recente. O ex-vereador Winston Edirnelian, por exemplo, ocupou a tribuna da Câmara em várias ocasiões durante a administração passada, exigindo a prestação de contas dos recursos recebidos pela Sociedade dos Amigos de Festivais de Ourinhos, a ONG que celebrou convênio com a prefeitura para realizar o evento. Apesar das críticas, a entidade prestou contas regularmente dos recursos recebidos. Escolas de Bailado e Música fizeram o show de abertura do festival, no domingo, 17A realização do Festival de Música também foi alvo de polêmica no ano passado, quando um grupo de vereadores, liderados por José Claudinei Messias (PMDB) criticou o repasse no valor de R$ 50 mil que seria feito para pagar as despesas com o evento. Na época, os vereadores afirmaram que os recursos deveriam ser investidos em projetos na área da saúde. Neste ano o mesmo valor foi aprovado pela Câmara, onde o prefeito Toshio Misato tem folgada maioria. A rotina dos músicos inscritos no festival incluiu aulas todos os dias e apresentações à noite no teatro. Após os shows, aconteceram as “canjas”, separadas por estilo musical. No restaurante Tropical reuniram-se os amantes do chorinho. Quem preferiu MPB ou jazz escolheu outro endereço para esticar a noite: a esfiheria Genius, na avenida Rodrigues Alves. O maestro Nelson Ayres manifestou satisfação com a continuidade do evento, que começou em 2001.“Em um país tão carente de projetos na área da cultura, a continuidade do Festival de Música Ourinhos é um referencial”.