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PRESERVAÇÃO
Museu pode ter parceiros
Uma proposta de convênio entre
a Unidade Diferenciada da Unesp de Ourinhos e o Museu Municipal
está em discussão. O objetivo é dinamizar
os trabalhos do museu e aproximar os estudantes da universidade
do tema da preservação histórica da cidade.
A professora da Unesp e escritora Fabiana Lopes da Cunha, entusiasta
da idéia, vê vantagens para os envolvidos. A
parceria prevê o encaminhamento de estudantes para estágio
e realização de projetos para captação
de recursos e pesquisas para a preservação da história
do município, afirma. Segundo ela, no início
do ano a Unesp encaminhou sete estudantes para estagiar no museu,
sem remuneração. Devido a problemas burocráticos
e administrativos não resolvidos, a prefeitura dispensou
os alunos. Fabiana afirma que está decepcionada pelo fato
do assunto ainda não ter sido solucionado. O mesmo acontece
com os alunos.
A idéia é de firmar uma parceria para viabilizar
a realização de projetos que seriam encaminhados
para o Ministério da Cultura, através do Fundo Nacional
da Cultura. Com isso, haveria a possibilidade de se obter recursos
para custear despesas com a preservação e adaptação
dos imóveis do Centro de Convivência Benedicto
da Silva Eloy, no centro histórico da cidade. Fabiana
contou que o projeto prevê a realização de
exposições temáticas utilizando as casas
do Centro de Convivência e a criação de um
Arquivo Municipal no prédio do antigo Museu, em frente
ao Terminal Urbano, equipado com estrutura para pesquisa e digitalização
de documentos. Estamos pensando em organizar uma associação,
para facilitar a tramitação dos projetos e conseguir
mais adeptos para a causa da preservação histórica
na cidade, explica.
O projeto seria intermediado pela universidade. Não
sei o que aconteceu. Até agora não entendi. O secretário
falou que não estava sabendo direito que convênio
era aquele, lamenta Fabiana. Ela afirma que fez contato
com o prefeito Toshio Misato (PSDB) para explicar o projeto. Há
algumas semanas veio um comunicado da prefeitura dizendo que,
a partir de agora, estágio não se faz mais direto
com a prefeitura, mas com o CIEE. Se já estava difícil
direto, imagine agora.
Rodrigo Andrey Ramos, responsável pelo museu, acredita
que a parceria vai ajudar os trabalhos do museu. Ele explicou
que a dispensa dos estagiários aconteceu porque não
havia um decreto de cooperação entre a Unesp e a
prefeitura e, por isto, a carga horária cumprida pelos
estudantes não podia ser reconhecida pela universidade.
Porém, o convênio não deverá ser nos
mesmos moldes do que é feito com as outras universidades.
Expliquei para o jurídico que o convênio com
o museu precisa ser mais abrangente, visando cooperação
na pesquisa e captação de recursos, além
do encaminhamento de estagiários, afirma.