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PROTESTO Segundo Zulmira
e Leonice, os postes existentes nas proximidades pertencem à
rede elétrica da empresa Marvi
Moradores
da rua Julio Ferreira (também conhecida por rua 4), no
bairro Nossa Senhora de Fátima, reclamam da escuridão
do quarteirão que fica próximo ao trevo de acesso
à rodovia Mello Peixoto. Naquele trecho não há
nenhum poste de iluminação. As moradoras Zulmira
Vilela e Leonice Maximiniano contam que, apesar da falta de postes,
os moradores pagam a taxa de iluminação pública.
Segundo elas, o único poste existente nas proximidades
fica no trevo, mas o foco de luz está voltado para a rodovia.
Os postes que têm aqui perto fazem parte da rede de
iluminação da empresa Marvi. Mas nessa rua não
há nenhum, afirmaram.
As donas-de-casa contam, ainda, que à noite a rua serve
de motel para os namorados. É tão
escura que os casais namoram dentro dos carros. Chega a fazer
até fila de carros aqui, disse Zulmira.
Ela também teme pela segurança das filhas. Em
época de aulas, fico no trevo esperando minhas filhas chegarem.
Tenho medo que elas andem nessa escuridão sozinhas,
disse.
Para Leonice, a falta de iluminação tem favorecido
a bagunça. Tem tido muita bagunça
na rua por causa do escuro. Acontece de tudo dentro dos carros.
A gente paga a taxa, não tem iluminação,
corre riscos e ainda tem agüentar tudo isso, desabafou.
Companhia explica O gerente regional da Companhia Luz e
Força Santa Cruz, engenheiro Lari Barbosa Junior, explicou
que a taxa de iluminação pública é
cobrada de todas as pessoas que têm unidade consumidora,
isto é, a taxa vem embutida na conta dos moradores que
têm energia elétrica em casa para que eles tenham
sua parcela de colaboração com a iluminação
de toda a cidade. A taxa é cobrada de quem tem conta
de luz, independente se a pessoa tem poste de iluminação
ou não em frente à sua casa, explicou.
Barbosa também explicou que a responsabilidade da iluminação
pública é da prefeitura. A Companhia faz a
manutenção. Existem dois tipos de tarifas: um é
o padrão da Companhia que é a colocação
de lâmpadas de 70w e 80w, e o outro é o padrão
da prefeitura, que pode optar por potências diferentes da
Companhia, disse.
Ele também explicou que no caso de uma rua que não
tenha iluminação pública, os moradores devem
fazer a solicitação à prefeitura, que por
sua vez pede à Companhia a elaboração de
projeto e orçamento. Entregamos o orçamento
à prefeitura com as opções dos padrões.
Com o projeto em mãos, a administração pública
decide se vai ou não atender os moradores. Em caso afirmativo,
a Companhia executa a obra, disse.
A reportagem do DEBATE Ourinhos procurou a secretaria municipal
de Planejamento para saber se existe uma solicitação
de iluminação pública para a rua Júlio
Ferreira. O secretário Roberto Oliveira não foi
encontrado.