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Vereador aponta confusão e a lei
de castração de animais é adiada

LEGISLATIVO — Lei tenta conter animais de rua, mas há dúvidas sobre detalhes da cirurgia em cães e gatos



A Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Rio Pardo adiou novamente a votação de um projeto do prefeito Adilson Donizeti (PSDB), que prevê convênio com clínicas veterinárias da cidade para castração de cães e gatos. Embora o projeto não especifique, o objetivo da prefeitura é reduzir drasticamente a proliferação de animais de rua em Santa Cruz. As clínicas receberiam um custeio mensal parcial, no valor de R$ 2,1 mil, para efetuar cirurgias nos animais.
O vereador Leandro Mendonça (PSDB) disse que o projeto iria complementar a lei de zoonoses, de sua autoria — que está sendo promulgada pela Câmara — e fez um apelo para que os vereadores aprovassem a proposta.
Segundo o vereador governista, a implantação de um canil municipal em Santa Cruz “é inviável”, explicando que o projeto de castração surtirá efeitos “a médio e curto prazo”.
No entanto, o vereador Pastor Samuel Reis (PHS) decidiu apresentar uma emenda estipulando que o profissional responsável pela castração ficará responsável pelo animal pelo menos 7 dias após a cirurgia. Segundo ele, um animal operado pode sofrer uma infecção ao ganhar novamente as ruas. “Alguém precisa se responsabilizar pela cicatrização total do animal que passa pela cirurgia”, explicou Samuel Reis.
A proposta do vereador do PHS trouxe outras dúvidas entre os parlamentares. Como exemplo, onde ficaria o animal durante os 7 dias em que o veterinário ficaria responsável por ele? Além disso, onde seriam soltos os animais capturados para a cirurgia de castração? E quem faria a captura?
Antes da votação da emenda e do projeto, o presidente da Câmara, Edvaldo Godoy (PPS), pediu o adiamento da proposta. Segundo ele, há muitas dúvidas e o correto será convocar veterinários para debater melhor o assunto.