• Cartas
• As cartas para esta coluna deverão conter nome completo e endereço. A redação se reserva no direito de publicar trechos do texto ou adiar sua publicação, por problemas de espaço. Por E-Mail, o endereço é: jdebate@uol.com.br



Edvaldo esclarece orçamento da Câmara de S. Cruz

Quero prestar alguns esclarecimentos à população de nosso município, face ter o senhor prefeito Adilson Donizeti se manifestado a respeito do orçamento da Câmara Municipal.
Para começo de conversa, quero deixar bem claro que se um prefeito, para conseguir administrar, tem que trabalhar com orçamento destinado à Câmara Municipal, quer dizer que alguém está sendo incompetente nessa história. Cito um comentário do senhor governador Geraldo Alckmin, há alguns meses, quando esteve em uma cidade vizinha e disse que as verbas destinadas aos municípios são mais que suficientes para suas necessidades. Cabe aos prefeitos saberem administrá-las. Para bom entendedor, meia palavra bastaria... Dizer que a Câmara está atrapalhando — sinceramente senhor prefeito! E pior ainda — dizer que a arquibancada do estádio da Esportiva ficará comprometida porque o presidente da Câmara está exigindo orçamento muito elevado!!! Vergonhoso, senhor prefeito! Tenha competência e construa essa arquibancada. Pare de tentar incitar a população contra os vereadores. Trabalhe! Mostre para o que foi eleito.
E quer saber? Vamos falar em números, então. O valor do orçamento destinado à Câmara Municipal neste ano é de 630 mil reais, dividido em doze parcelas de 52 mil reais. Isso para todas as despesas da Câmara, inclusive para pagamento de funcionários ativos e aposentados e subsídios dos vereadores. Aliás, se a Câmara não utilizar todo esse valor, o restante é devolvido no final do ano à prefeitura, que poderá gastá-lo como quiser. Agora, os senhores querem saber qual é o valor somente da verba de gabinete do prefeito Adilson Donizeti??? R$ 556.350,00. E tenho especificado como é repartido esse valor lá dentro do gabinete: R$ 191.600,00 para assessoria jurídica (aliás, pela quantidade de assessor jurídico que ele tem, dá até para entender esse valor tão alto). Depois tem R$ 116.355,00 só para a assessoria de Imprensa do senhor prefeito. Agora o maior valor de todos, senhores leitores: R$ 248.395,00 somente para a chefia de gabinete, ou seja, quase 250 mil somente para o senhor prefeito gastar (viagens, hotéis de luxo, viagens de avião, água mineral, passagens, combustível e assim por diante). Somando esses valores que acabei de mencionar, temos o total de R$ 556.350,00 para a verba de gabinete. E esse valor, atualizado até agosto, passa para o total de 616.350,00. Ou seja: em valores atualizados, toda a Câmara Municipal tem neste ano de 2005 apenas R$ 13.650,00 a mais que o senhor prefeito Adilson com sua verba de gabinete.
Senhores, sinceramente! E vem o senhor prefeito falar que a Câmara Municipal, através deste vereador, quer atrapalhar a construção de uma nova arquibancada? Sou fã da Esportiva, sou esportista, acompanho os jogos no estádio, pela rádio e TV. Quero Santa Cruz do Rio Pardo projetada no Estado junto com o time da Esportiva Santacruzense. Agora, tentar incitar a população contra a Câmara de Vereadores? O povo não é bobo, senhor prefeito! A Câmara, neste ano de 2005, tem dotação orçamentária de 2,96%. Para 2006 estou exigindo 3,67%, que é uma média dos percentuais repassados à Câmara do ano 2000 até 2005, e assinada pelo senhor Armando Cunha, secretário de Finanças da prefeitura. Isso significa que a Câmara, em 2006, estará aumentando a dotação 0,71% a mais que o percentual deste ano. Senhor Adilson, não é esse percentual que vai atrapalhar sua tão ilibada e transparente administração... Senhor prefeito: vamos lá, arregace as mangas! Trabalhe mais! Fale menos! Dizer que não tem a Câmara a seu lado é fácil demais. Todos os vereadores, e não apenas os três que o senhor sempre brada, querem trabalhar pelo desenvolvimento do município. São sérios, estão abertos a conversas e pessoalmente não tem nada contra o senhor, apesar de o senhor dizer o contrário. Porém não são ingênuos e muito menos aceitam imposições.
Faça a arquibancada, senhor prefeito, mas não só ela — faça o cinema funcionar, a pista de skate, rodoviária, o shopping do calçado, a ciclovia ligando o Parque das Nações ao trevo do posto São Paulo, asfalte e ilumine ruas, atraia indústrias, gere empregos. E, principalmente, corte seus gastos supérfluos. E fale menos. É o mínimo que o povo espera do senhor.

— Professor Edvaldo Godoy, presidente da Câmara Municipal (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)



Ourinhos cinzeiro?

Os ingleses são espertos. E inteligentes. Recentemente divulgaram um estudo que mostra os enormes prejuízos à sociedade e aos cofres públicos causados por chicletes jogados nas ruas e calçadas de lá. Isso mesmo. Eles detectaram o problema e afirmam que o prejuízo é de milhões de libras esterlinas (cada libra esterlina vale mais que R$ 3). Hoje em dia quem é pego jogando o que restou de sua goma de mascar pelas ruas inglesas recebe uma multa de quase R$ 1.500,00. Em Ourinhos o problema é ainda maior. As queimadas nas plantações de cana estão a todo vapor, e quem paga o pato somos nós, munícipes. As casas ficam imundas, ‘inundadas’ pelos restos das queimadas. A SAE (Superintendência de Água e Esgoto) deve ter dados que comprovam o aumento no consumo de água durante as queimadas. É só a gente dar uma volta pela cidade para se deparar com inúmeras pessoas tentando livrar, temporariamente, suas residências da sujeirada. Até quando a cidade de Ourinhos será cinzeiro dos usineiros e agricultores irresponsáveis? Não seria a hora de o poder público realizar um estudo para verificar o impacto ambiental e financeiro causado pelas fuligens das queimadas de cana em nossa cidade?

— Bernardo Fellipe Seixas (Ourinhos-SP)



Carta aberta

Venho por este intermédio, comunicar aos sevidores estaduais que no próximo dia 4 de outubro de 2005 (terça-feira), às 19h30, na EESG “Leônidas Amaral Vieira”, uma reunião da Comissão Municipal do IAMSPE de nossa cidade terá a finalidade de convocar voluntários para constituir uma nova diretoria a fim de dar continuidade à luta pela manutenção e melhoria deste convênio tão importante e indispensável a todos aqueles servidores estaduais e seus dependentes. Nesta ocasião, estarei me despedindo da atual diretoria por motivos particulares e repassando aos colegas da comissão — e a quem de direito — a responsabilidade da mesma, justificando que as dificuldades sempre vão existir e que a luta continua para o bem de todos os sevidores, seus familiares e de nossa comunidade.
Nesta oportunidade, agradeço de coração a todos aqueles que colaboraram conosco nesta jornada, autoridades, colegas (em especial Raul Leite de Carvalho), administração da Santa Casa local, médicos, funcionários, de modo mais expressivo ao atual provedor Sr. Mércio de Souza, pelo seu empenho, dedicação e paciência, ao mesmo tempo pedindo a Deus para que todos sejam abençoados e continuem prestando relevantes seviços na área médica de nossa cidade e região.

— Maria Lúcia Comegno Bestold, membro da Comissão Municipal do IAMSPE (S. Cruz do Rio Pardo-SP)



Norival Vieira

Ler e refletir sobre a entrevista do Professor Norival é um grato exercício de volta às minhas origem. Primeiro, quando ele menciona seu pai — senhor Tertuliano —, dono de um armazém de secos e molhados na rua Paraná, onde minha avó Pedrina Alcântara Gonçalves, cotidianamente, nos mandava comprar alguma coisa, como se fosse uma extensão de sua casa. Aliás, meus avós maternos Aureliano Antonio Gonçalves e sua mulher Pedrina, conviveram com os Vieiras desde a época em que as duas famílias residiram em Santa Cruz do Cruz Rio Pardo. Minha mãe, Eunice, ostentava com muito orgulho sua condição de santacruzense. Para ser fiel à sua cidade, mesmo morando em Ourinhos, costumava ir fazer suas compras de tecido na Casa Yoneda, com suas portas de madeira de duas folhas. Meu avô Aureliano foi sitiante em Santa Cruz do Rio Pardo. As minhas tias Diná e Maria ainda choram a perda da Figueira, área rural então de propriedade da família, em decorrência da crise de 29. Aureliano também enfrentou altos e baixos na militância política, já que se opunha à liderança de Tonico Lista. Voltando ao Professor Norival, gostaria de lembrar sua campanha para vice-prefeito, na chapa do José Maria Paschoalick. Ainda criança cantava pelas ruas da cidade — “Norival, Norival é melhor e não faz mal”. Meus irmãos Aurealiano, Tércio e Dinorá foram seus alunos. Foi através de suas aulas que surgiram em minha casa os livros do historiador Paulo Setubal. Diretamente não usufrui desse privilégio de ter Norival como meu professor — retornei aos estudos depois de adulto, via curso Santa Inez — mas continuo a beber da história contada pelo ilustre mestre.
O professor Norival, talvez por modéstia, não tenha comentado sobre o Cine Clube, que ele e outros apreciadores do cinema criaram em Ourinhos. Isso deve ter ocorrido na década de 50 (final). Cheguei a assistir filmes naquele recinto.

— Noel Gonçalves Cerqueira (Guarujá-SP)



28 anos do jornal

Caro Sérgio Fleury, Aurélio, Telma e equipe: Parabéns pelo aniversário do nosso DEBATE, e que outros aniversários se repitam indefinidamente, sempre com a dignidade e integridade que tem sido norteado nestes 28 anos.

— Geraldo Generoso (Ipaussu-SP)



Formulamos o presente com a finalidade de levar ao conhecimento de V. Sa., que esta Edilidade houve por bem aprovar a moção número 402/2005, de autoria do nobre vereador Frednês Corrêa Leite e subscrita pelos vereadores Flávio Luiz Ambrozim, Salim Mattar, Terezinha Paixão Bueno, Osvaldo Barbosa, Fauez Salmen, José Roberto Nunes, Hélio Migliari e José Claudinei Messias, cuja proposição estamos encaminhando através de cópia.

— José Claudinei Messias, presidente da Câmara de Ourinhos-SP

Moção nº 402/2005:

De congratulações ao jornal DEBATE, de Santa Cruz do Rio Pardo, pelo transcurso do 28º. ano de existência.
O DEBATE, dirigido por Sérgio Fleury Moraes, está comemorando 28 anos, sendo que a primeira edição circulou em Santa Cruz do Rio Pardo e região no dia 17 de setembro de 1977. O semanário possui um moderno parque gráfico, caracterizando-se pelo jornalismo sério, ético, responsável e de reconhecimento nacional.
Perante o exposto, nos termos regimentais, proponho à Mesa, ouvido o douto Plenário, sejam consignadas nos Anais dos Trabalhos desta Edilidade, as nossas efusivas congratulações ao Jornal DEBATE, de Santa Cruz do Rio Pardo, pelo transcurso do 28º ano de fundação.
Sala das Sessões, em 14 de setembro de 2005.

— Frednês Corrêa Leite e demais vereadores (Ourinhos-SP)



Sinto orgulho em ter na nossa região um jornal independente como o DEBATE. Eu, que o vi nascer, sei do valor de suas linhas editoriais e posso comprovar a sua influência na história dos municipios da região. Parabéns DEBATE pelos 28 anos.

— Roberto Tiririca Guidio Perez, vereador (Ipaussu-SP)



Esportiva Santacruzense

Sou filho de Santa Cruz. Deixei a cidade em 1984, mas jamais deixei de visitá-la (até porque minha mãe e familiares residem ainda em Santa Cruz), e toda semana leio o DEBATE pela internet.
No domingo, tive a felicidade de assisitir pela TV (Rede Vida) ao jogo da Esportiva contra o Palmeirinha. Senti orgulho de estar a 3.400 km (Balsas-MA) e, junto com a família de minha esposa, filhos e amigos, assistir a esse jogo.
Também fiquei feliz ao rever o Dagô concedendo entrevista, que talvez não se lembre de mim, pois eu era criança, quando ele era goleiro da Esmeralda e freqüentava a Pinguela (de meu pai Célio).
Espero que a Esportiva siga seu caminho rumo à serie A e que as pessoas que a dirigem não misturem interesses pessoais, colocando o time e a cidade em um lugar de destaque — coisa que há muito não acontece.
Parabéns ao DEBATE. Tenho orgulho de tê-lo acompanhado desde o “Furinho”, jornal estudantil. Conheço a luta do Sérgio e de seu pai, que foi meu professor nos anos 70.

— Antonio Francisco de Souza (Balsas-MA)



Torcida santa-cruzense! Estou muito feliz em saber que a Esportiva está a um ponto da série A-3 do campeonato paulista. Nossa região precisa disso — e vai ganhar muito com isso. Sou natural de Santa Cruz, moro em Bauru e estou torcendo pela Santacruzense.

— Mário Bross (Bauru-SP)



Manifesto ao povo

A Suprema Congregação do Grande Oriente do Brasil, órgão de mais alto nível na condução dos assuntos de interesse da maçonaria, reunida nos dias 01, 02 e 03 de setembro, na Capital Federal, após deliberação interna, aprovou o seguinte manifesto à Nação Brasileira:
O Grande Oriente do Brasil é a maior potência Maçônica do mundo Latino, representando, no Brasil, a Maçonaria Universal, aqui instalada há 210 anos e responsável pelos grandes feitos históricos relacionados com o nosso País, tais como sua Independência, a Abolição da Escravatura e a Proclamação da República e que, na época contemporânea, lutou pela sua redemocratização e propôs às autoridades constituídas do Cone Sul a criação do Mercado Comum Sul-Americano (Mercosul). Hoje, diante da crise política que assola o País, cujo quadro que se constata é um dos piores da história do Brasil em geral e da República em particular, preocupando a sociedade brasileira que está atônita face à generalizada corrupção que está campeando no solo pátrio — e considerando, ainda, o sucateamento das Forças Armadas, o caos existente na Saúde, Educação e Segurança Pública, bem como o abandono da nossa Amazônia, vem a público manifestar sua inclinação e repúdio com o quadro caótico que estamos vivendo, exigindo:
a) rigorosa e imparcial apuração dos ilícitos praticados, com a conseqüente punição — seja administrativa, política ou criminal — dos agentes públicos ou pessoas outras envolvidas e responsáveis, em toda as esferas da administração pública;
b) imediata reforma política eleitoral, com regras claras e sem qualquer casuísmo a serem cumpridas por aqueles que almejam ocupar qualquer cargo eletivo;
c) exigência da fidelidade partidária, eleição única em todos os níveis, financiamento público de campanha e implantação do voto distrital;
d) respeito à propriedade legitimamente adquirida e à promoção de uma reforma agrária justa e responsável;
e) destinação substancial de recursos às nossas Forças Armadas e órgãos de Segurança Pública, visando à proteção de nossa Região Amazônica e Segurança ao Cidadão;
f) extinção da prática do nepotismo;
g) reaparelhamento dos serviços de saúde pública e destinação de recursos adequados para a melhoria do sistema educacional.
Finalizando, manifestamos nossa inteira confiança nas CPMI’s instaladas, na certeza de que os ilícitos praticados serão apurados, com a conseqüente punição dos envolvidos e que as exigências acima mencionadas serão efetivamente atendidas, para o bem do povo brasileiro.

— Laelso Rodrigues, Grão-Mestre Geral (Brasília-DF)



Rossignoli

O meu amigo Euclides Rossignoli, nos seus dois últimos artigos escritos no DEBATE, seção cartas, foi muito infeliz. Conheço bem Euclides e tenho a certeza que não foi sua intenção ofender. Mas foram pesadas as suas palavras. Ninguém é contra salário bem remunerado de quem quer que seja. Mas alguém não concordar com o salário de vereadores, a opinião também tem que ser respeitada. O que não pode é o discordante do artigo ser tachado de invejoso, revoltado ou coisa parecida, e em tom pejorativo. Inveja de quem está recebendo remuneração acima do padrão da população brasileira, eu não tenho e muitas também não tem. Revoltado, sim, fica o aposentado que trabalhou quase a vida toda, com remuneração perversa, de famélico. Desigualdade não pode existir e é preciso acabar com os privilégios, com os corruptos impunes — principalmente nos Legislativos e nos Executivos, desde o governo Federal, estaduais e municipais.

— Renato G. Luz (Ourinhos-SP)



Homenagem

Aos meus pais, Agenor Pereira de Oliveira e Iracema Correa de Oliveira, pelos seus 65 anos de casamento (6 de outubro de 1940/2005).
Algumas pessoas são especiais porque nos dão um sorriso; outras porque nos dão flores;
Algumas porque nos ensinam a generosidade; outras a retidão de caráter;
Algumas são especiais por nos ajudarem quando delas precisamos; outras por serem exemplo de energia e dignidade;
Algumas por nos ensinarem a rezar; outras por orarem por nós;
Algumas por nos darem um presente; outras por serem nosso presente;
Algumas por nos ensinarem a cantar, outras por cantarem para nós;
Algumas são especiais por nos mostrarem nosso erro; outras por ensinarem o caminho a seguir;
Algumas por nos darem seu tempo; outras por darem sua vida;
Algumas por nos ensinarem a ouvir (especialmente os mais velhos); outras por serem escuta em dias difíceis;
Algumas por nos estimularem; outras por nos ensinarem que um bem recebido não deve ser jamais esquecido;
Algumas por serem luz no caminho; outras por nos ensinarem autenticidade;
Algumas por nos desenvolverem os dons; outras por partilharem idéias;
Algumas por nos ensinarem a ler; outras por nos transmitirem a sede de conhecimento;
Algumas por nos ensinarem a sermos fiéis à Deus, à família, aos amigos, aos ideais; outras por nos ensinarem a olhar nos olhos, janelas da alma de cada um;
Algumas por serem honestas; outras por nos ensinarem a simplicidade de coração;
Algumas são especiais porque nos ensinam que não podemos nos omitir; outras por acreditarem que podemos fazer a diferença;
Algumas por partilhares o amor à natureza; outras por louvarem por este tesouro;
Algumas pelo grande coração; outras pelo exemplo do dever;
Algumas nos ensinam a falar sempre a verdade; outras que a Verdade esteja em nós;
Algumas por nos ensinarem a sonhar; outras por nos ajudarem a realizá-los;
Algumas por nos amarem; outras por nos ensinarem a amar, a dividir, a partilhar, a olhar para os lados, para os outros, para dentro de nós mesmos...
Algumas são tudo isso, e mais do que tudo, nos deram tudo deles mesmos; porque nos deram a vida e as próprias vidas;
Porque foram tudo isso em nós, só podemos dizer:
Vocês são a manifestação visível e carinhosa do amor de Deus por nós.
Com carinho, sua família.

— Maria José Corrêa de Oliveira Zanoni (S. Cruz do Rio Pardo-SP)



Recado à juventude

Como todos os domingos, dia 18/09/05, logo pela manhã recebi e passei à leitura do DEBATE, na minha opinião uma das melhores impressões da nossa região. Para nós que moramos há tempos fora da “terrinha”, sempre nos traz a saudade que nos corroe, pois acredito que hoje, como ontem, muitos jovens deixam essa que foi — e será sempre — o motivo que nos leva às reminiscências de nossa infância e juventude; saem daí para melhoria social-financeira.
Li, com bastante atenção a seção “comportamento”, onde deduzi que duas jovens adolescentes, Keity Kerley e Beatriz Grandini de Paula, em entrevistas, conseguiram extravasar seus sentimentos. O Grande Arquiteto do Universo (Deus) coloca seus filhos na orbe terrestre, para que cada um de nós, com todas nossas diferenças individuais e sociais, fôssemos nos aprimorando, para que quando retornássemos à Pátria Espiritual, o fariámos com a bagagem melhor do que quando viemos nessa última reencarnação. No meu ponto de vista, professor secundário que fui por longo tempo, vivenciando o dia-a-dia dos jovens, peço licença para discordar da psicóloga Priscila Figueira quanto à frase lida, que a “adolescência é um luto familiar”, pois não será a fase mais bela e saudável da vida; onde tudo pode acontecer; onde à beleza física, aliada à saúde, semeiam sorrisos, brincadeiras e... sonhos. Eu e minha esposa Fabíola, ambos professores, tivemos a grande felicidade de termos 4 filhos, bem próximos um do outro, e além de os criarmos saudáveis, sinceramente, foi o melhor tempo, pois a alegria era constante do dia-a-dia. Como muitos jovens foram morar fora para efeito de estudos, e, uma noite, o Grande Arquiteto do Universo achou que estava na hora de um dos nossos filhos passar a morar na Pátria Espiritual, levando-o após um acidente automobilístico, enquanto outro de nossos filhos permaneceu durante 4 anos em leito hospitalar.
Abalou nossas vidas? É evidente que sim. Porém, nos uniu mais do que erámos, visto que Deus sabe o que faz e nós não sabemos aquilo que falamos. Sempre fui o mais “durão” como pai, e Fabíola (esposa) católica praticante e mãe, mais suave, pois a liberdade não era uma coisa fácil de se conquistar. Levamos sempre aquela vidinha apertada de professor no nosso Brasil.
Estou passando para os jovens de minha querida Santa Cruz uma opinião, esperando que sirva não só para aquele(a) jovem que, por motivos banais, se revolta contra tudo e todos, mas também para os pais que só põem o filho no mundo e “dane-se o resto”.
Por favor, desculpem-me se não pude melhorar seus pensamentos sobre os adolescentes, mas que tentei, tentei!

— Synésio Taveirós de Bem (Ourinhos-SP)