| Coluna de João José Corrêa |
João José Correa
Da Equipe de Colaboradores
Às vezes, mais. Nas escolas
convencionais, a gente estuda matemática, português,
geografia, ciências... E conforme o curso, uma batelada
de outras áreas.
Precisamos alcançar certos pontos de aproveitamento, para
chegar ao diploma em questão.
Não é fácil, mas é possível.
Isso porque todo o processo é montado de acordo com a capacidade
média de seus alunos. Apenas uma pequena minoria era reprovada!
Esse era o quadro de nossa vida escolar.
Já no campo de nossa vida, fora dos bancos de escola, na
universidade da vida social, a coisa muda de figura.
São dez matérias ou mais, também. Porém,
muito mais difíceis.
Quem consegue, pelo menos alcançar notas médias,
por exemplo:
Em ser bom avô, bom pai, bom filho, bom marido, bom
cidadão, bom irmão, bom cristão?
Poucos!...
Talvez por isso, no Livrão, está escrito:
Muitos serão os chamados e, poucos, os escolhidos!
É o que, acontece nos dois casos, nas duas escolas desta
crônica a gente falta às aulas; não
faz a lição de casa; deixa prá segunda que
vem o que deveria ter sido feito ontem; foge às responsabilidades
de alunos; e... a reprova chega bem a seu tempo.
Às vezes, conseguimos uma segunda chance mas, nem
sempre. Ou, mesmo tendo-a, não aproveitamos.
Hoje fiz uma avaliação de meu desempenho nas duas
escolas. Na primeira, passei raspando, colando quem sabe, ou com
a ajuda da sorte. Na segunda a da vida, tô quase chegando
ao vestibular final!
E se alguém me perguntar:
E daí?...
Eu vou ser franco:
Sei lá! Se ficar em recuperação, já
tá de bom tamanho! Uma segunda chamada...
Então fiz uma promessa:
Pó deixar. Segunda vou rachar de estudar!
Palavra de honra!... Vou caprichar!...
...Quem não acredita em milagre não é digno
dele.
Eu acredito.