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IPAUSSU Munícipe
utilizou tribuna livre na sessão de segunda-feira para
cobrar de vereadores providências em relação
ao hospital; Legislativo quer substituição de provedor
Uma denúncia de um morador contra
a Santa Casa de Misericórdia de Ipaussu, na última
sessão da Câmara, reiniciou a discussão sobre
a administração da entidade. Na segunda-feira, um
morador ocupou a tribuna livre para cobrar dos vereadores providências
para melhoria do atendimento do hospital.
A reclamação referia-se ao atendimento da mulher
do munícipe. Ela foi atendida e medicada no hospital, sendo
solicitado um exame. A paciente acabou, mais tarde, procurando
a Santa Casa de Santa Cruz do Rio Pardo, onde foi internada e
operada.
A discussão resvala para a prefeitura, que faz o repasse
de verbas para manutenção do pronto-socorro.
No dia seguinte à reclamação do morador,
o prefeito Paulo Sérgio Correa Leite (PSDB), o Cruca, reuniu-se
na Câmara com sete vereadores para discutir o assunto e
se comprometeu a tentar colocar mais um médico obstetra
no atendimento.
Para o vereador Luiz Carlos Souto (PTB), a reclamação
é um reflexo de uma crise enfrentada pela saúde.
Existe uma crise nacional na saúde e a nossa Santa
Casa está há um ano e dois meses sem provedor,
afirma, referindo-se ao fato do atual provedor, Luiz Carmagnani,
residir em outra cidade.
Souto afirma que a Câmara já tomou providências
aprovando uma lei que prevê a averiguação
da utilização das verbas do pronto atendimento e
a fiscalização do atendimento por um vereador (leia
texto nesta página).
O prefeito, porém, avalia a reclamação do
morador como um caso isolado e afirmou que está buscando
um médico obstetra para dividir o plantão do hospital,
que vem sendo realizado por apenas um profissional.
Mas ele rebate as alegações de que o caso tenha
ligação com o fato do provedor da entidade não
residir em Ipaussu. Ele mora em Penápolis e realmente
não está na cidade, mas quem tem representado a
Santa Casa é o Hanna Macários. Não está
sem um provedor, afirma.
Carmagnani está na provedoria desde 2001. A Santa
Casa passou por uma reestruturação muito boa, passou
a trabalhar melhor. Os problemas com as dívidas foram se
acertando e o hospital passou a trabalhar normalmente, diz
Cruca.
Segundo Cruca, ele demonstrou a vontade de deixar o cargo quando
teve que mudar de cidade. Ele apresentou uma carta de demissão
e toda a diretoria disse que sairia com ele, conta.
O provedor só teria aceitado permanecer no cargo até
o vencimento do mandato em maio do ano que vem devido
a um pedido do médico Osmar Medina.
Há um ano, a Câmara aprovou uma moção
de apoio ao vereador Roberto Guidio Perez (PP), o Tiririca, para
ser provedor do hospital. Segundo Cruca, porém, para ser
nomeado no cargo, Tiririca deve se candidatar à eleição
em maio do próximo ano.