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Saúde alerta cidadãos sobre perigo dos pombos

OURINHOS — Campanha iniciada na última semana alerta população sobre conseqüências da proliferação da ave, podendo provocar doença


Após encontrar grande quantidade de fezes de pombos no forro da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Parque Minas Gerais, durante limpeza no sábado, 24, a Secretaria Municipal de Saúde de Ourinhos iniciou campanha alertando da necessidade do controle da população de aves na cidade. Segundo a chefe da divisão de Vigilância Epidemiológica Lilia Sionéia Beccheri, a limpeza é necessária porque os pombos são animais sinantrópicos, ou seja, vivem perto do homem, causando-lhe prejuízos e danos à saúde.
A chefe da divisão explicou que os dejetos foram retirados e os buracos que davam acesso aos pombos no forro foram tapados. Lilia explica que os pombos se proliferam muito rápido e causam muita sujeira, além de trazer doenças. “Disseram-me que foi retirado quase meio caminhão de dejetos do forro”, conta, informalmente.
Ourinhos não enfrenta, entretanto, um surto de proliferação das aves. Segundo Lilia, a Vigilância Epidemiológica já foi acionada em anos passados em decorrência de preocupações com a grande quantidade de pombos em escolas, pois os restos de lanches e migalhas propiciam a proliferação das aves. Lilia disse que a campanha visa orientar a população da importância de não deixar restos de lanches nos pátios de escolas e manter as lixeiras fechadas, a fim de evitar a presença dessas aves que podem ser nocivas à saúde do homem.
Conscientização — A dificuldade de associar os pombos às doenças consiste no fato de a imagem da ave estar ligada a símbolos como paz, amor e religião. Muitas pessoas vêm o pássaro uma alternativa como distração ou alívio do estresse e outros vêm até como animais de estimação.
O fôlder distribuído à população informa que os pombos, embora sejam “bonitinhos”, em grande quantidade se tornam uma praga. Também ensina a não alimentar as aves e a evitar que elas conviam próximas ao homem. “Eles encontram comida e abrigo facilmente”, afirma Lilia.
Embora tragam doenças ao homem, o IBAMA, no 30º parágrafo do artigo 29 da lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), classifica os animais como domésticos e proíbe o sacrifício dos mesmos. Por isso, o folheto ensina a afugentar as aves, reduzindo os “quatro As dos pombos”: acesso, abrigo, água e alimento.
As cidades enfrentam problemas com os pombos porque se adaptam fácil ao ambiente urbano, uma vez que se alimentam de qualquer coisa e fazem seus ninhos em qualquer lugar, como telhado de casas, torres de igrejas, beiras de janelas e parques. Além disso, não enfrentam inimigos naturais, como gaviões, que não se encontram em cidades sem arranha-céus. Outro fator que cooperou na proliferação das aves foi o fato de se encontrar comida facilmente em lixeiras ou mesmo dada por cidadãos que os alimentam.
Livres de predadores naturais e com alimentos em excesso, os pombos encontraram nas cidades um ambiente propício para proliferação. Pombos podem ter até seis ninhadas por ano, cada uma com um ou dois ovos. O tempo médio de vida das aves nas cidades é de 3 a 5 anos.
Os pombos podem trazer problemas à saúde do homem, causando doenças pulmonares, inflamação da meninge, salmonela e alergias. Além disso, as fezes dos pombos têm alto grau de acidez e estragam todo tipo de material como madeira, pintura de automóveis e monumentos históricos.
Para fazer a limpeza das fezes, deve-se utilizar água sanitária diluída em água em partes iguais para molhar os dejetos. Para evitar que os pombos façam ninhos em fendas ou nos forros, é preciso tapar os buracos com argamassa ou jornal. Caso já exista ninhos de pombos em casa, afugente-os com repelentes de curta duração, como naftalina, desodorante sanitário em pedras, vinagre ou alho esmagado. Em seguida, faça a limpeza das fezes e tape os buracos que dê acesso ao ninho.