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SANEAMENTO Empresa
de Botucatu venceu licitação para construir estação
de tratamento de esgoto
A estação de tratamento
de esgoto (ETE) de Santa Cruz do Rio Pardo, que deve começar
a ser construída no máximo em junho deste ano, trará
dificuldades aos moradores da Vila Divinéia. Segundo o
gerente de setor da Companhia de Saneamento Básico do Estado
de São Paulo (Sabesp), Sérgio Buscarini, o solo
de um trecho de aproximadamente 300 metros, nas imediações
do frigorífico, exigirá a utilização
de brocas e explosivos o que pode provocar desalojamento
de moradores da Vila Divinéia.
Segundo o gerente do setor, por este local passarão dutos
para levar os dejetos até a estação de tratamento.
Para usar explosivos, será necessário o acompanhamento
do Exército. Segundo Buscarini, o trajeto passa pela Divinéia.
Eu acredito que a tubulação deva passar por
baixo de três ou quatro barracos, que precisarão
ser demolidos, adianta. Mesmo assim, o exército deve
pedir o isolamento dos arredores em que os explosivos serão
usados.
O gerente de setor disse que, a princípio, a remoção
dos moradores deve ser amigável. Se não houver
outro modo, teremos que buscar os meios legais, disse Buscarini.
Entretanto, ele acredita que os moradores não devem ficar
sem teto, pois serão assistidos pelo Poder público.
Vencedora Buscarini revelou que ficou sabendo qual
empresa vai construir a ETE na primeira quinzena de janeiro. Com
um lance de R$ 9,6 milhões, a Construtora Sartori Ltda.,
de Botucatu, venceu a licitação. No calendário
da Sabesp, o início das obras, que tem duração
estimada em 36 meses, está previsto para junho deste ano.
Porém, Buscarini revela que pode começar antes.
A empresa vencedora pode começar a obra 90 dias após
o resultado da licitação, explica o gerente
de setor.
Segundo Buscarini, esse prazo de três meses é necessário
para que outras empresas que participaram da concorrência
possam recorrer na justiça, se assim quiserem. Pelas
informações que tenho, as outras empresas não
demonstram que pretendem recorrer, adianta o gerente de
setor. Ainda durante esse período, as empresas concorrentes
podem oferecer um desconto no valor apresentado no processo licitatório.
Sempre há brigas para ver quem dá o maior
desconto e, assim, creio que o valor da ETE pode chegar a R$ 8
milhões, revela.
Várias licitações para a construção
da obra foram realizadas em anos anteriores, mas a falta de condições
financeiras da Sabesp em assumir o empreendimento impediu que
os contratos fossem assinados. A valorização do
dólar em relação à moeda brasileira
impediu a assinatura de contrato por mais de uma vez.
O edital de licitação para contratação
da empresa responsável pela construção da
ETE foi publicada em setembro de 2005, pouco tempo depois de o
Tribunal de Justiça de São Paulo ter rejeitado recurso
da Sabesp que contestava sentença da juíza Ana Carolina
Achôa Aguiar Siqueira de Oliveira, de Santa Cruz. A magistrada
condenou a estatal por danos ambientais causados pelo lançamento
de esgoto urbano sem tratamento no rio Pardo. Pela decisão,
a Sabesp foi obrigada a construir a estação de tratamento
no município. Se condenada em última instância,
será multada em 200 salários mínimos por
dia até que deixe de despejar o esgoto in natura
no rio.