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ECONOMIA Aneel autoriza
a Companhia Luz e Força Santa Cruz a aplicar o reajuste
nas contas de energia; novos valores devem aparecer na conta de
março
Os consumidores de Ourinhos e região
que preparem o bolso. A Agência Nacional de Energia Elétrica
(Aneel) aprovou reajuste para as tarifas de sete concessionárias,
sendo cinco delas do interior de São Paulo, uma do Paraná
e outra da Paraíba.
A Companhia Luz e Força Santa Cruz (CLFSC), que atende
a 24 municípios paulistas e três do Paraná,
poderá aplicar reajuste médio de 7,08% aos 160 mil
consumidores atendidos. A tarifa média para residências
ficou negativa em 2,08% e para indústrias, positiva em
14,55%. Acrescidos de impostos pela distribuidoras, os novos valores
passaram a vigorar a partir de sexta-feira, 3.
Segundo Fábio Gomes Garcia, gerente administrativo da Companhia
Luz e Força Santa Cruz, com sede em Piraju, os índices
de aumento serão conforme as classes consumidoras e grupos
de faturamento. Até sexta, 3, a distribuidora de energia
estava fazendo os cálculos que comporão a tabela
efetiva para o ano de 2006.
O aumento nas tarifas de energia acontece anualmente. No ano passado,
a média de reajuste foi de 19,7%, ou seja, quase três
vezes maior do que em 2006.
As novas tarifas estão em vigor desde sexta-feira, mas
segundo explicou Fábio Garcia, o reajuste integral só
terá reflexo no bolso dos consumidores a partir de 3 de
março, já que o cáculo será proporcional
aos dias de consumo a partir da entrada em vigor da nova tabela.
Por exemplo, se a leitura for efetuada em uma residência
dois dias após a entrada em vigor da nova tarifa, apenas
esses dois dias serão cobrados com reajuste. Os dias restantes
serão calculados conforme a tabela vigente até a
data do reajuste, esclareceu Fábio Garcia.
Ainda conforme nota oficial da Aneel, para calcular os índices
de reajuste, a Aneel considera a variação de custos
que as empresas tiveram no decorrer dos doze meses. A fórmula
de cálculo inclui custos não gerenciáveis
energia comprada de geradoras e encargos como a
Conta de Consumo Combustível (CCC) e Reserva Global de
Reversão (RGR), taxa de fiscalização e encargos
de transmissão e custos gerenciáveis.