• Dicas

• LADO A LADO — O novo vereador santa-cruzense Antonio Ferreira de Jesus, o “Teco”, participou ontem de uma reunião de seu partido, o PFL. No entanto, preferiu sentar-se ao lado do ex-vereador Luiz Besson (PSDB), fiel escudeiro do atual prefeito. “Teco” já confirmou que vai apoiar o prefeito na Câmara e tem sido cobrado pelos pefelistas.

Ligação?

Em entrevista concedida a um jornal em Marília, o prefeito Adilson Donizeti (PSDB) mais uma vez insinuou que o DEBATE tem ligações com o PT. Segundo ele, o presidente do PT é irmão do diretor do jornal. “Justamente o PT que tem sociedade no jornal”, concluiu. O diretor do DEBATE prepara uma ação judicial contra o prefeito, que desde as eleições do ano passado vem fazendo este tipo de insinuação mentirosa.

Amigos

O prefeito reuniu quarta-feira o conselho de pastores, em seu gabinete, para explicar a adesão de Samuel Reis ao seu governo. Alguns pastores não compareceram, mas aos presentes Adilson Donizeti deixou claro que Samuel não é, digamos, tão bem-vindo à administração. Enquanto isso, Samuel Reis explicou a um amigo que sua adesão ao governo foi apenas conveniênica. “Você acha mesmo que eu gosto do prefeito?”, teria dito o pastor, sem maiores firulas. Pelo jeito, ambos se merecem...

Fim

O Superior Tribunal de Justiça decretou o trânsito em julgado numa ação de “direito de resposta” que a primeira-dama Adriana Marisa Basseto moveu contra o jornal, reclamando de uma reportagem sobre um andarilho. Adriana venceu em primeira instância e o jornal foi obrigado judicialmente a publicar a resposta. No entanto, a ação foi revista pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que deu ganho de causa ao jornal. Inconformada, Adriana recorreu à Brasília — usando advogados da prefeitura —, mas perdeu definitivamente a causa. Agora, terá de pagar as custas ao jornal pela publicação da resposta.

Aviso

O promotor de Chavantes, Marcelo Saliba, enviou um ofício a todos os prefeitos da região pedindo informações sobre médicos contratados nos serviços de saúde dos municípios que não cumprem horário de trabalho. Em Santa Cruz, a Secretaria de Saúde fez levantamento e constatou que existe acúmulo de cargo.

Pizza não!

O presidente da Câmara de Chavantes, Luiz Carlos Jacinto (PFL), decidiu por conta própria enviar para a Promotoria de Justiça o relatório final da CPI que apurou a compra de aparelho celular na prefeitura sem licitação. Na última sessão o relatório foi lido, mas só sugeriu que fosse enviado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Cabe agora ao Ministério Público avaliar se os prejuízos ao erário vão ser ressarcidos.

Plano

Está sendo montado um esquema de favorecimento para beneficiar um grupo de pessoas no Conselho Tutelar. A estratégia é aprovar projeto de lei que estabelece que só pode concorrer na eleição quem tiver nível superior. Alem disso, seria reajustado o salário para cerca de R$ 1 mil.

• Frases

DE HOJE

“Tudo começa por aí. O dono do jornal é irmão do presidente do PT em Santa Cruz. Tenho isso tudo documentado pra quem quiser ver. Então, o interesse na verdade é político. Justamente o PT que tem sociedade no jornal. Já estou tomando, inclusive, medidas judiciais para reparar essa publicação feita de maneira equivocada”.
Prefeito Adilson Donizeti, em entrevista a um jornal de Ourinhos.

“Muita gente vai parar na cadeia”.
Rui Reis, vereador (PV), em entrevista à rádio Morena FM sobre as denúncias de corrupção em S. Cruz.

• Coisas da política

Isto é Ipaussu

Repercutiu muito mal em Ipaussu o adesismo do vereador Pastor Samuel Reis (PSC) ao prefeito Adilson Donzeti, de Santa Cruz do Rio Pardo, a quem denunciou por corrupção na CPI do ITBI. Samuel nasceu e cresceu naquela cidade, onde o pai — Ataíde Bento da Silva — foi vereador.
Na verdade, Ipaussu é um dos municípios mais politizados da região. Quando o PT ainda era uma legenda de esquerda sem máculas, foi em Ipaussu que a prefeitura quase foi arrebatada pelo atrevido partido.
Foi também em Ipaussu que, nos anos 90, surgiram denúncias de corrupção envolvendo pelo menos quatro vereadores que teriam se “vendido” para o grupo do então prefeito Hirosi Otani. Numa sessão da Câmara considerada histórica, a população tomou conta do recinto e, surpreendentemente, encurralou os vereadores na rua. Os parlamentares precisaram entrar rapidamente na casa de um empresário e a polícia foi chamada para acalmar o povo furioso.
Nenhum dos vereadores conseguiu se reeleger.