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OURINHOS Por força
de decisão liminar, a prefeitura teve que entregar insulina
a um aposentado
Aprefeitura de Ourinhos foi obrigada por força de uma medida
judicial a fornecer insulina da marca Lantus ao aposentado Manoel
Rocha da Silva, 69. A Secretaria Municipal de Saúde recusou-se
a fornecer o medicamento sob argumento de falta de verba e do
alto custo do remédio.
O aposentado entrou na Justiça com ação contra
a prefeitura e o governo do Estado. O medicamento importado é
de suma importância para controlar a diabete do tipo 2 e
não está disponível na Secretaria Municipal
de Saúde.
Se o paciente fosse arcar com os custos por conta própria,
Rocha da Silva teria uma despesa de R$ 244 por mês. Ele
toma um frasco de ampola de 10 ml subcutâneo por dia. O
custo por ano está calculado em cerca de R$ 3 mil.
O juiz da 1ª vara cível de Ourinhos, Nacoul Baudoi
Sayon, concedeu a liminar ao aposentado e estipulou um prazo de
24 horas para que o medicamento fosse fornecido ao paciente pela
prefeitura, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. Na última
segunda-feira, o paciente recebeu a medicação.
O aposentado disse que o tratamento com a insulina Lantus é
o mais caro, porém eficiente. Até o ano passado,
ele tratava-se com insulina Homalogue fornecida pelo Sistema Único
de Saúde (SUS), mas por prescrição médica
o aposentado deve tomar os dois medicamentos. Devido às
dificuldades financeiras pelo alto custo, ele disse que recorreu
ao serviço público. Pagamos impostos e o medicamento
é de uso contínuo, por isso o serviço público
tem que fornecer, disse.
Segundo ele, se não tomar o medicamento não vai
conseguir controlar a diabete. A reportagem procurou a secretária
de Saúde, Lúcia Tutuia, para explicar o motivo da
recusa em fornecer o medicamento. Até o fechamento desta
edição na sexta-feira, ela não havia retornado
a ligação.