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POLÍTICA Durante
o ano passado, prefeito não enviou gasto à Câmara
A Lei Orgânica reformada no final
do ano retrasado foi praticamente ignorada no primeiro ano de
mandato do prefeito Toshio Misato (PSDB). Alertado pelo DEBATE,
o vereador Silvonei Rodrigues (Esquilo) considerou um desrespeito
do tucano não enviar ao legislativo relatório sobre
gasto de publicidade.
O artigo 183 estabelece que a administração municipal
publicará e enviará à Câmara Municipal
e às entidades representativas da população
que o exigirem, após cada trimestre, relatório completo
sobre os gastos em publicidade e propaganda realizadas pela administração
direta, indireta, fundações e órgãos
controlados pelo Município, na forma da lei.
De acordo ainda com o texto, se verificada a violação
do artigo, caberá à Câmara Municipal determinar
a suspensão imediata da propaganda e publicidade, na forma
de lei.
Esquilo pediu à secretaria da Câmara para que enviasse
os quatro relatórios dos gastos, mas não havia nada
protocolado. Toshio deixou de enviar trimestralmente o balanço
completo de tudo que gastou com publicidade.
Em tese, cabe ao legislativo suspender a publicidade, mas como
a Casa é controlada por maioria de votos, a LOM pode não
ser cumprida. Porém, cabe representação no
Ministério Público. O prefeito deixou de cumprir
a principal lei do município. Em tese, cometeu ilegalidade
passível de ação civil pública.
Para Esquilo, o prefeito tem de respeitar a LOM. Acredito
que Toshio esteja mal assessorado, afinal deixou passar uma determinação
que está bem clara na lei. Com a volta da Câmara
do recesso, na noite de segunda-feira, o vereador pretendia abordar
o assunto em plenário para alertar seus colegas que a prefeitura
tem de ter mais respeito com o legislativo.
O presidente da Câmara, José Claudinei Messias (PMDB),
vai solicitar informações ao prefeito do motivo
de não ter sido cumprido o artigo da LOM. Se constatado,
ele disse que vai pedir o cumprimento da lei. A LOM deve
ser cumprida.
O peemedebista disse que não se ateve que trimestralmente
a prefeitura tinha que encaminhar o gasto com publicidade. Não
posso culpar a administracão, ela assumiu o ano passado
com a nova LOM. Vamos orientar que haja o cumprimento do dispositivo
na Lei Orgânica. Foi falta de atenção e não
má-fé.
O prefeito Toshio Misato (PSDB) foi procurado pela reportagem
na tarde de sexta-feira por meio do assessor Carlos Pessôa
Guimarães. O jornal informou sobre o não cumprimento
da Lei Orgânica e Guimarães se comprometeu que até
o final da tarde daquele dia esclareceria o que havia ocorrido.
Mas não deu nenhum retorno até o fechamento desta
edição.