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"Bando da benzedeira" é preso após matar vendedor

OURINHOS — Rubens José Tossi foi morto a facadas depois que o carro foi incendiado na sexta-feira; polícia prendeu logo em seguida dois homens e uma mulher



Maria Aparecida Miranda Rogério Aparecido MessiasO assassinato do vendedor ambulante Rubens José Tossi, na madrugada da última sexta-feira, chocou a cidade de Ourinhos. O crime aconteceu por volta da 1h e teve como mentora uma benzedeira conhecida da família. Segundo informações da Polícia Civil de Ourinhos, a benzedeira Maria Aparecida Miranda, 52, convidou o genro dela, Arivaldo Ribeiro da Silva, 33, e o trabalhador rural Rogério Aparecido Messias para roubar Floripes Pezente Tossi, 83, mãe de Rubens Tossi, devido a um seguro de cerca de R$ 3 mil.
A família Tossi abriu a porta de sua residência, na rua Ribeirão Claro, vila Matilde, amigavelmente para Maria Aparecida, quando mãe e filho foram sendo agredidos pelos assaltantes. Ainda segundo a polícia, o combinado entre o bando — armado apenas com facas —, era roubar o dinheiro e em seguida matar as vítimas.
Rogério ficou encarregado de executar Floripes e Arivaldo mataria Rubens, enquanto a benzedeira roubava a casa. Rogério chegou a levar Floripes para o banheiro da residência, mas por se tratar de uma pessoa idosa e usuária de cadeira de rodas, o ladrão não teve coragem de executá-la.
Os R$ 3 mil não foram encontrados, pois Floripes ainda não havia recebido o seguro. Os ladrões roubaram 2 televisores, 1 ventilador, 1 rádio toca-fitas, além de roupas e R$ 270,00 em dinheiro. Em seguida fugiram no carro da família, levando Rubens Tossi.
Maria Aparecida, Arivaldo e Rogério levaram Rubens para as margens da rodovia Raposo Tavares, próximo ao km
Arivaldo Ribeiro da Silva373. De acordo com informações da Polícia Civil, em um canavial Rogério amarrou as mãos da vítima e Arivaldo deu um golpe de faca em seu pescoço, matando-o instantaneamente. O corpo de Rubens foi ocultado em meio ao matagal próximo da rodovia SP 270 (Raposo Tavares) e o carro, um Fiat Uno azul, ano 95, foi incendiado.
Mais tarde, por volta das 4h30, a polícia recebeu denúncias de que um carro havia sido abandonado nas margens da rodovia Raposo Tavares, próximo à passarela. A princípio pensou-se que se tratava de abandono de um veículo furtado. Mais tarde, após investigações, é que se confirmou a verdadeira origem dos fatos.
O esclarecimento do latrocínio (matar para roubar) se deu de maneira muito rápida. Já na manhã de sexta-feira, a polícia, durante patrulhamento na rua Gonçalves Ledo, se deparou com Arivaldo Ribeiro da Silva portando uma arma de fogo enrolada em uma toalha de banho.
Após suspeitas de que este homem poderia ser o autor do roubo seguido por seqüestro, já registrado na delegacia por Floripes Tossi, a polícia deu início as investigações.
Floripes reconheceu o assaltante, que acabou confessando a autoria do crime e indicando os outros dois envolvidos. O corpo de Rubens José Tossi foi encontrado após os assassinos confessarem tê-lo matado. Os objetos roubados da casa foram encontrados na residência de Rogério Aparecido Messias, no sítio Canaã.
Segundo o delegado Seccional Luiz Fernando Quintero, os três envolvidos no crime estão presos provisoriamente na delegacia de Ourinhos e respondem por crime de roubo seguido por morte, seqüestro e ocultação de cadáver. Maria Aparecida será transferida para a cadeia feminina de São Pedro do Turvo. Arivaldo e Rogério serão levados para a cadeia de Salto Grande. Quintero contou, ainda, que o crime, com requintes de crueldade, chocou a polícia e a sociedade ourinhense em geral. (Marina Belei)